segunda-feira, 27 de abril de 2009

DROGAS - ESCRAVIDÃO

Usuários de crack se sentem escravizados pela droga

O começo do vício é sempre parecido. Primeiro é o consumo de maconha, depois vem a cocaína. O crack é o próximo passo. Ele não escolhe cor, gênero, classe social ou religião. Com poder avassalador, invadiu a sociedade, quebrou regras, transpôs limites e escravizou milhares de pessoas.Há pessoas que acreditam ser mais fortes que o vício.

Marcela, 30 anos, que usou crack por seis meses, é um exemplo. “Quando eu comecei, na primeira noite, pensei que fosse ter controle sobre isso, como eu tinha sobre a cocaína. Mas vi que, na segunda semana, já tinha perdido completamente o domínio, porque fazia isso 24 horas por dia”, diz.

De família de classe média do Rio Grande do Sul e mãe de duas meninas, ela começou a consumir crack após a morte da mãe. “Minha família estava passando por uma turbulência e me aproveitei muito disso”, afirma. Marcela não estava sozinha, pois a irmã era sua companheira de uso, inclusive, era ela quem fazia o contato com traficantes. A compulsão pela droga era tão grande que Marcela desfalcou a empresa do pai, na qual também trabalhava, para comprar crack.

Rodrigo, 34 anos, morador de uma favela de São Paulo, usou crack por quatro anos, o suficiente para levá-lo ao “fundo do poço”. Para conseguir a droga, ele roubava o dinheiro do comércio da mãe. “Ela tem um barzinho, e eu pegava muito dinheiro do caixa. Às vezes, ela tinha dinheiro no cofre e eu furtava para usar drogas”, disse.

Rodrigo afirma que o efeito de apenas 15 segundos provoca sensações de poder e êxtase aos usuários. “O crack tem um poder muito grande de vício. Ele dá um prazer ilusório, dá vontade de querer sempre mais. É nessa vontade que você larga tudo de lado.”O crack é descrito pelos usuários como uma “droga egoísta”.

Dependentes deixam aos poucos o convívio familiar, amigos e trabalho. Isolam-se. Até os companheiros de uso são abandonados. A vida social passa a não existir mais. E as alucinações provocadas pela paranóia pós-droga começam a atormentar. “O pânico com o crack é maior. Você se sente perseguido. Seus amigos e conhecidos parecem que viram seus inimigos”, revela Carla, 30 anos, que experimentou a droga em Brasília aos 28.

O grito por socorro vem quando existe uma consciência da própria desmoralização. Os usuários entendem a realidade e, principalmente, o motivo que a levou ao consumo. “O que me fez buscar o tratamento foi a dor de perder o caráter. Perdi mulher, filhos, trabalho, amigos”, disse Maurício, 31 anos, ex-usuário em tratamento em Brasília. A recuperação é difícil. Exige acima de tudo determinação.

Henrique França, coordenador de uma comunidade terapêutica em Brasília, acredita que a vontade de se recuperar tem de partir do próprio usuário. “Se alguém nos pede e deseja sinceramente se livrar das drogas, o problema dele passa a ser nosso. Se não quer, a gente não pode fazer nada”, argumenta.Existem pessoas que não conseguem se livrar do vício com apenas uma internação.

É o caso do sul-mato-grossense Felipe, 32 anos, que começou a usar crack em Salvador há sete anos. Ele já foi internado 15 vezes. “Já andei o Brasil inteiro, já usei droga no país inteiro. Fui internado em São Paulo, Manaus, Recife. Não sei nem como consigo, hoje, depois de tudo que fiz, trocar idéias, fazer coisas.”Durante a última internação, Felipe disse que não consegue mais consumir crack sem se sentir culpado.

“Quando a vontade é muito forte e eu vejo que não vou conseguir segurar, eu me interno, procuro ajuda porque eu tenho que começar de novo. Eu fico espantado, de vez em quando eu tenho esses pensamentos.”
Cracolândia

"Não existe mais a velha cracolândia deteriorada, a serviço da droga, a serviço do crime. Cada vez mais essa é uma página virada na história de São Paulo",
afirmou o prefeito Gilberto Kassab em outubro de 2007.
Mas o vale-tudo das drogas não acabou, só mudou de endereço. A menos de 800 metros do antigo ponto de encontro de usuários e traficantes fica o atual território livre do crack. "Eles fizeram uma operação para higienizar, ou seja, eles expulsaram os meninos de lá e esses meninos fizeram o quê? Foram para a rua transversal ou para outra rua", argumenta Lúcia Pinheiro, coordenadora-geral da Fundação Projeto Travessia. "Hoje já está disseminado e não há mais controle", alerta.

Enquanto isso!!!, dezenas de dependentes continuam a vagar como zumbis pelo centro de São Paulo, agora mesmo, a luz do dia, ou mais tarde em mais uma noite de pesadelo.

Da Agência Brasil

ESCRAVOS

Um rapaz de 16 anos foi acorrentado à cama em Caxia do Sul (RS) pela própria mãe. Ela disse que acorrentou o filho para tentar livrá-lo das drogas. Segundo a mãe, o adolescente é usuário de crack e já fugiu várias vezes de uma clínica de recuperação onde havia sido internado. "Se acharem que devo ir presa, eu vou, mas quero ver ele vivo, estudando e trabalhando", afirmou.

Mãe acorrentou o filho de 15 anos à cama em Passo Fundo (RS). Segundo ela, o adolescente é viciado em crack e já furtou eletrodomésticos e outros bens para sustentar o consumo da droga. Ela já procurou órgãos para recuperar o filho, mas o garoto teria reagido com violência e agredido os pais.

Um menino de 11 anos foi acorrentado pelos próprios pais na Zona Norte de Porto Alegre (RS). Segundo reportagem do "Diário Gaúcho", os pais disseram que é a segunda vez que a medida é tomada para evitar que a criança, viciada em crack, fuja para comprar droga. Os pais afirmam que o menino é dependente há quase um ano. Ele estaria ameaçado de morte na vizinhança da vila onde mora, por cometer furtos com freqüência para comprar crack.

Uma empregada doméstica manteve o filho de 17 anos acorrentado dentro de casa em Feira de Santana (BA). O adolescente, que é usuário de drogas, ficava 24 horas preso por correntes nos pés. À polícia, a mulher teria afirmado que tinha medo do filho ser morto por traficantes

Uma mãe acorrentou seu filho de apenas 15 anos, em Araraquara, após descobrir que ele é dependente de Crack. A descoberta tinha ocorrido 4 meses antes da ação, mas a mãe achava que o jovem era usuário só de maconha até que um dia o filho furtou uma bicicleta e chegou em casa sob o efeito da droga e contou que fumava até 20 pedras de crack por dia. A mãe, então, tomou a atitude que, segundo ela era para evitar coisas piores, como a morte do filho.

domingo, 26 de abril de 2009

DROGAS - EPIDEMIA

Crack é responsável por 39% dos atendimentos psiquiátricos

O crack é responsável por 39,4% dos atendimentos psiquiátricos em Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Salvador (BA). Os homens são maioria do universo de viciados. Os dados constam de levantamento coordenado pelo psiquiatra Félix Kessler, vice-diretor do Centro de Pesquisa em Álcool e Drogas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e membro da Associação Brasileira de Estudos sobre Álcool e Drogas (Abead).

Perfil

Para a pesquisa, foram entrevistadas 740 pessoas durante um ano. Segundo Kessler, a grande maioria dos usuários de crack é homem (81,9%) e tem idade média de 31,1 anos. Eles são mais jovens do que as pessoas que buscam tratamentos para dependência de cocaína, álcool e outras drogas, cuja faixa etária média é de 42,4 anos.
Os viciados em crack ouvidos no estudo tinham menor escolaridade do que os usuários de álcool, cocaína e outras drogas, e 52,2% deles estavam desempregados.

Problemas judiciais

O coordenador da pesquisa feita pela Abead disse que a pesquisa apontou que os usuários de crack geralmente têm problemas com a Justiça, principalmente relacionados a roubo. O delegado Bolívar Llantada, da Delegacia de Homícídios e Desaparecidos, informou que Tobias, o jovem morto em Porto Alegre, tinha 14 registros de ocorrências policiais contra ele por furto e roubo.Violência é comum

A psicóloga Sandra Helena de Souza, diretora técnica da Fundação de Proteção Especial do Rio Grande do Sul, disse que casos como o da mãe que matou o filho em Porto Alegre não são tão raros.
"Há cinco anos, um rapaz de 25 anos era usuário de crack e teve uma atitude de extrema agressividade com o pai, que o matou em legítima defesa."

Sandra afirmou que a última medida que os pais devem fazer é dar dinheiro aos filhos viciados, pois, se assim o fizerem, estarão contribuindo para o nível de dependência aumentar.
No Rio Grande do Sul, a Secretaria de Saúde e profissionais da área consideram que o Estado esteja enfrentando uma 'epidemia' de crack. O governo estima que 50 mil pessoas sejam viciadas na droga no Estado. Conforme dados de 2007 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população do Rio Grande do Sul é de 10,6 milhões de habitantes. No Estado, a média de atendimentos psiquiátricos de pessoas viciadas em crack é superior (43,35) a das outras três capitais avaliadas.

"Estamos perante uma epidemia, porque há um número explosivo (de casos) nos últimos três anos. Antes era uma raridade (o consumo de crack), tínhamos nas unidades 90% de outras dependências (álcool e cocaína) e 10% de crack. Hoje temos o contrário", disse o psiquiatra Gilberto Brofman, diretor técnico do Hospital Psiquiátrico São Pedro, em Porto Alegre (RS).
A psicóloga também concorda. "Considerando a gravidade da droga e a baixa resolutividade em termos de tratamento, é uma epidemia. O sentimento na sociedade, e principalmente nas famílias que vivem esse drama, é de impotência."
Abalo familiarSandra disse que a situação da dependência química leva as famílias a muitos problemas e gera sensações de impotência e desespero. "O extremo choque emocional levou essa mãe a essa atitude."
Para a psicóloga, o País não está preparado com atendimento necessário para enfrentar a problemática da droga, principalmente do crack. "O crime está muito organizado, e a sociedade atrasada."
Mas não é só o Brasil que tem dificuldades para enfrentar a problemática. Entre 1984 e 1990, os Estados Unidos também sofreram uma epidemia de crack. No período, Nova York chegou a ter 12 mil pontos de venda e a taxa de homicídios atingiu 2,2 mil por ano. Em Washington, capital do país, o então prefeito, Marion Barry, foi preso por fumar crack, em 1990. Apesar do reforço às leis antidrogas e prevenção, em 2008, a população americana ainda consumia 70% do crack usado durante o período de epidemia. -
Fabiana Leal

sábado, 25 de abril de 2009

DROGAS-DEGRADAÇÃO




Filho usuário de drogas mata a Mãe

Um jovem de apenas 18 anos matou a prórpia mãe com cerca de 20 facadas em, Teresina. Foi na vila Coronel Carlos Falcão, zona Sudeste de Teresina.
O estudante Edvaldo Morais e Silva matou a facadas a mãe Maria Fernanda Cândido Morais da Silva, 41, dona de casa, após uma acalorada discussão. Ela havia negado dinheiro, pois sabia que seria usado para comprar drogas.
Viciado, o jovem partiu para cima da mãe com uma faca na mão, que pegou na cozinha. Desferiu vários golpes, até ela parar de gritar. A vizinhança ouviu e acionou a Polícia. Edvaldo, que estava drogado, dissimulou inocência e chorou a morte da mãe.
Levado para o 8° Distrito Policial, na região do Bairro Dirceu, zona Sudeste, ele confessou que consumiu crack naquela manhã . A vizinhança já havia denunciado o acusado recentemente.


Mãe mata filho usuário de Drogas


Pano de fundo de pelo menos 70% dos homicídios nas vilas e em locais de baixa renda, desta vez o submundo das drogas fez como vítima uma família de classe média alta de Porto Alegre. Tobias Lee Manfred Hahn, 24 anos, foi morto com dois tiros pela mãe, Flávia Costa Hahn, 60 anos. A Polícia Civil foi chamada até a residência e levou Flávia ao Hospital de Pronto Socorro (HPS). Depois, conduziu-a até a Área Judiciária, onde ela prestou depoimento ao delegado Celso Jaeger e foi autuada por homicídio no fim da noite deste domingo.

Aposentada há quatro anos, em seu último emprego Flávia atuou como secretária executiva em uma multinacional alemã, com filiais em Brasília e no Rio de Janeiro.
- Ela disse que o filho estava sob efeito de drogas e tentou matá-la - resumiu o supervisor da equipe de volantes da Polícia Civil, Nelson Mariense, o primeiro a chegar ao local d
o crime.
O corpo de Tobias será submetido à perícia para saber se ele estava sob efeito de algum tipo de entorpecente. Segundo a família, o rapaz tinha histórico de uso de drogas e discussões com os pais.
O crime aconteceu na casa da família, na Rua Coronel Gomes de Carvalho, bairro Tristeza, Zona Sul. Por volta das 14h, a família preparava um churrasco em volta da piscina de casa quando, segundo os vizinhos, começou uma discussão.
O engenheiro alemão aposentado Manfred Oto Hugo Hahn, 75 anos, tentou acalmar a mulher e o filho, mas não conseguiu. Conforme vizinhos, o jovem pegou uma faca de churrasco e partiu para cima da mãe, que foi atingida no braço direito e conseguiu correr até um dos quartos. Ela pegou o revólver calibre 44 do marido, um colecionador de armas, e disparou duas vezes contra Tobias. Com dois tiros no pescoço, ele morreu antes da chegada da ambulância do Samu.


Havia pelo menos três anos que Tobias tinha problemas com a Justiça. Ele estava respondendo a três processos por assalto e tinha passagens policiais por posse de drogas e por furto, além de pelo menos outras duas, feitas por familiares, por lesão corporal.
No fim do mês passado, em uma das muitas vezes em que foi encaminhado para internação em hospitais para tratamento de dependentes químicos, Tobias aproveitou que uma janela da ambulância estava aberta e fugiu quando o veículo parou em uma sinaleira.

- É um caso triste, que mostra bem o que a droga é capaz de fazer - disse o supervisor da Polícia Civil, Nelson Mariense.



Drogas - Questão Social
ONU: guerra entre traficantes, invasão policial e alta densidade populacional pioram a qualidade de vida nas favelas


A presença de facções criminosas é um dos motivos dos altos índices de criminalidade no Rio de Janeiro, apontados pelo Relatório Global sobre Assentamentos Humanos, da Organização das Nações Unidas. A avaliação é do secretário estadual de Segurança Pública do estado, José Mariano Beltrame.
Para ele, a violência explícita no Rio é fruto da concorrência entre os grupos criminosos. “Além da criminalidade urbana que acontece nos grandes centros urbanos, nós temos aqui pelo menos três facções criminosas que se digladiam, o que aumenta muito a impressão e a sensação de criminalidade”, avaliou o secretário.
De acordo com o relatório, divulgado , a capital fluminense registra mais que o dobro da média nacional de mortes por armas de fogo.
O documento destaca também
que a Favela da Rocinha, que fica em São Conrado, na Zona Sul do Rio, é uma das mais ricas da cidade e que, devido à ausência do Estado, ela está sob controle de traficantes. Diz ainda que há mais de 100 mil habitantes na Rocinha, mas que a maioria sonha em deixar a favela e só não o faz por falta de dinheiro.

"Na ausência do Estado, menos quando a polícia invade a favela, o controle da Rocinha é dos traficantes", aponta o relatório.

Segundo o relatório, no Rio de Janeiro os índices de homicídios triplicaram desde a década de 70, enquanto que em São Paulo o número quadruplicou. No Brasil, mais de 100 pessoas são mortas por armas de fogo todos os dias, sendo que no Rio de Janeiro a taxa de mortes por armas é maior que o dobro da média nacional. De acordo com a ONU, a guerra entre traficantes, a invasão policial e a alta densidade populacional pioram a qualidade de vida nas favelas. Rio e São Paulo registram mais da metade dos crimes violentos no país.O estudo da ONU também mostra que o crime está crescendo assustadoramente em grandes aglomerados urbanos na América Latina - onde 80% das população vive em cidades - e na África - onde 40% da população não está nos campos.Sobre o Brasil, o levantamento também aponta que existem 35 mil automóveis blindados no país, e que entre 40% e 70% da população das principais cidades vivem em assentamentos irregulares.

A estatística confirma que a cultura do medo do crime e da violência está enraizada na maioria dos países. A pesquisa foi feita em cidades de 35 países desenvolvidos e em desenvolvimento. Os entrevistados responderam à pergunta: sentem-se seguros quando voltam para casa à noite? Os índices mais elevados de medo vieram do Brasil (70%) e o menor índice foi da Índia (13%). Os dez primeiros lugares estão divididos entre países da África (4%) e da América Latina (6%).



DROGAS-CRIME ORGANIZADO



FARC a lógica viciada da narcoguerrilha - Exigir legitimidade em troca de reféns maltratados e ameaçados equivale a cobrar respeito por ser malvado.

Quando comecei a conhecer o conflito colombiano foi difícil acreditar que os chefes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as Farc, viajassem em veículos com ar condicionado e seus acampamentos contassem com muitas comodidades. Surpreendeu-me também o evidente excesso de peso de alguns dos seus comandantes. A guerra civil salvadorenha se explicava pelo excesso de poder do Estado, mas o conflito colombiano, ao contrário, se explica essencialmente pela debilidade do Estado no controle do próprio território. Na Colômbia há regiões que estão sem governo há mais de 40 anos. Esse vazio foi preenchido por paramilitares, guerrilheiros, narcotraficantes e bandidos, que automaticamente se tornaram autoridade diante da indiferença ou anuência dos governos.Como guerrilheiros salvadorenhos, disputamos em combate cada metro quadrado do nosso pequeno país com governos autoritários sustentados militarmente pelos Estados Unidos. Na Colômbia, ao contrário, as Farc têm sido uma guerrilha sedentária, que, sem lutar muito, controla extensas áreas de território onde não existia governo. Por isso estão há 43 anos na selva e alguns de seus chefes já morreram de velhice. Entretanto, na Colômbia, o M-19, Movimento 19 de Abril, foi a primeira guerrilha latino-americana que, às custas de muitos mortos, negociou reformas políticas democráticas. Hoje o M-19, como parte do pólo democrático, é a segunda força do país. Isso quer dizer que, na Colômbia, a esquerda poderia ganhar as próximas eleições, como já ocorreu no Chile, Argentina, Uruguai, Equador, Bolívia, Brasil, Peru, Panamá, República Dominicana, Venezuela, Guatemala e Nicarágua.Existem aqueles que ainda consideram a América Latina uma região formada por repúblicas de bananas, onde a violência política é legítima. O mapa, os tempos e o dinheiro da cocaína coincidiram com o crescimento da violência das Farc nos anos 90. Antes disso, elas constituíam uma insurgência indolente e por isso pouco relevante. Em 1990, com a morte de seu líder político Jacobo Arenas, as Farc ficaram sem um freio ideológico diante das plantações de coca que proliferavam em seus territórios. Começaram extorquindo dinheiro dos narcotraficantes e acabaram se tornando donos da maior produção de cocaína do mundo. Deixaram de ser a última guerrilha política latino-americana para se tornar o primeiro exército irregular do narcotráfico, convertendo-se numa real ameaça para o Estado colombiano. Nos últimos 20 anos, os governos tiveram que começar a reverter essa debilidade do Estado e corrigir abusos passados. Primeiro, firmaram um acordo de paz com a insurgência política; depois, desarticularam os grandes cartéis do narcotráfico dirigidos por Pablo Escobar; em seguida, um dos governos em Bogotá inventou uma maneira bem-sucedida de combater a cultura da violência; e, finalmente, iniciou-se a recuperação do campo. Propuseram negociações às Farc, que fracassaram após o seqüestro de 12 parlamentares, executados em junho de 2007. As forças do Exército e da polícia cresceram e se instalaram de modo permanente nos 1.120 municípios colombianos. Teve início então o combate e a desmobilização dos paramilitares. Os chefes guerrilheiros perderam seus veículos com ar condicionado e seus acampamentos com geladeira. Encurralados, partiram para o terrorismo: 117 colonos refugiados na igreja de Bellavista morreram quando a igreja foi destruída pelas Farc; um carro-bomba com 200 quilos de explosivos destruiu um clube em Bogotá repleto de famílias. Foram fatos que se tornaram quotidianos, com milhares de civis mortos e feridos. Hoje, contudo, diminuiu a violência das Farc e em 2007 elas não conseguiram capturar ou atacar povoados controlados pelo Estado. Seus combatentes vêm se desmobilizando maciça e voluntariamente, 2.400 só no ano passado, e há evidências de que alguns chefes guerrilheiros recuperaram as comodidades perdidas - no território venezuelano . As Farc não têm futuro como guerrilha, mas sim como narcotraficantes. A imensa selva colombiana lhes permite manter os reféns seqüestrados e usá-los como última cartada política. As duras condições em que os cativos são mantidos evidenciam a desmoralização e a perda de controle da guerrilha: ela nem sabia onde se encontrava o menino Emmanuel. As Farc fizeram do seqüestro, da extorsão e do narcotráfico suas principais atividades, e são os maiores seqüestradores do planeta. Uma insurgência negocia ou a partir da legitimidade política de suas demandas ou da força militar que detém. Contudo, exigir legitimidade em troca de reféns maltratados e ameaçados de morte equivale a exigir respeito por ser malvado. Ser contra o neoliberalismo não justifica explorar a dor das famílias dos cativos. Se Hugo Chávez estivesse apenas ajudando a salvar os reféns isso seria positivo, mas seu reconhecimento político das Farc ressuscita a violência colombiana, abre as portas do seu país à cocaína e o converte em protetor de alguns cruéis narcoterroristas.
* O AUTOR Joaquín Villalobos, o comandante Atilio, foi um dos principais estrategistas da guerrilha de esquerda salvadorenha durante as mais de duas décadas da guerra civil que terminou em 1992. Foi um dos fundadores da Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional, que se transformou em partido político. É hoje crítico da esquerda latino-americana e do chavismo.



FARC - Treinamento

Salto del Guayrá — A presença do grupo guerrilheiro colombiano Forças Armadas Revoluncionárias da Colômbia (Farc) no Brasil não se restringe hoje apenas à montagem de bases estratégicas para o tráfico de drogas e armas na selva amazônica.


A escolha da região de Pindoty Porã pelas Farc não é aleatória. O local vem sendo usado, há pelo menos dois anos, como ponto estratégico para o tráfico de maconha, cocaína e armas, que prospera com a conivência de autoridades paraguaias e sob o beneplácito da frágil legislação daquele país.


Os levantamentos do Serviço de Inteligência Externa da Secretaria Nacional Antidrogas paraguaia revelam que um dos locais utilizados como centro de treinamento das Farc no Paraguai é a fazenda do brasileiro Dioclésio Festa, acusado de controlar o tráfico de cocaína no Sul do Brasil usando a rota de Salto del Guayrá. Sua propriedade está localizada no município de Itanarã e é equipada com pista de pouso para facilitar as ações.


Os relatórios trocados entre Brasil e Paraguai garantem existir um grande interesse das Farc em brasileiros, que nos últimos anos têm sido parceiros da guerrilha em atividades ilícitas como o tráfico de drogas e de armas. Eles confirmam também que os cursos ministrados pelas Farc são destinados a entidades civis organizadas e citam nominalmente o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra. Nos documentos, existem fartas informações sobre os instrutores dos treinamentos, que se escondem sob o manto dos codinomes.


A coordenação geral do MST informou, através de sua assessoria de imprensa, em São Paulo, que não tem conhecimento da participação de integrantes do movimento em treinamentos promovidos pelas Farc no Paraguai. Segundo a assessoria, não é a primeira vez que o movimento é alvo de acusações infundadas. A coordenação ressaltou que o MST mantém relações de intercâmbio apenas com organizações camponesas na América Latina.


PCC negociou com traficantes ligados às Farc

São Paulo - O primeiro encontro foi em Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Vindos de São Paulo, os emissários foram hospedados na cidade e levados à fronteira com a Bolívia. Miguel, filho de Dom Eduardo, homem influente na região de Porto Quijaro, recebeu-os. Assim começou a viagem que tinha como objetivo fazer da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) uma organização internacional de tráfico de drogas, fechando um acordo com traficantes bolivianos ligados às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Buscava-se garantir o fornecimento de 1 tonelada de cocaína por mês, além de fuzis e explosivos para atentados.


A guerrilha controla 12 mil km² da Amazônia colombiana. A região de San Vicente del Caguán, a pouco mais de 30 minutos de vôo da fronteira com o Brasil, transformou-se num santuário para mercenários vindos do Uruguai, Paraguai, Brasil, Irã e Vietnã, alistados na narcoguerrilha, que substituiu a ideologia marxista-leninista pela do poder e do dinheiro.


Efetivamente, a Colômbia continua sendo o maior exportador de cocaína do mundo. O Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC) vai tornar pública, dia 20, a medição das áreas de cultivo de coca em 2005. Acreditamos que essas áreas aumentaram cerca de 5 mil hectares em relação a 2004, quando havia 80 mil hectares. Isso porque, apesar das fumigações e da erradicação manual que fazemos, há ainda áreas importantes de replantio.


Farc controlam 70% da cocaína


Antes da desmobilização dos paramilitares, grupos criados para combater a guerrilha e que acabaram praticando os mesmos crimes, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) ficavam com 60% da receita da cocaína colombiana. Com a saída de cena de 30 mil paramilitares , só restam mil, a partir de 2003, a participação das Farc aumentou para 70%.
Camisas de Che
A franco-colombiana Ingrid Betancourt agradeceu a Deus e aos soldados da Colômbia por sua libertação das Farc
"Obrigado ao meu Exército, à minha pátria Colômbia, obrigado pela impecável operação, a operação foi perfeita.
Ingrid, que chegou a chorar durante a entrevista, disse também que o resgate foi um "duro golpe" para a guerrilha.
Segundo Ingrid, os militares que se fizeram passar por guerrilheiros para fazer o resgate se camuflaram de tal maneira que vários usavam camisetas com imagem de Ernesto Che Guevara. "Eles falavam como guerrilheiros e se vestiam como eles".
De acordo com a ex-refém, a operação começou ao amanhecer, quando os reféns foram informados pelos guerrilheiros de que iriam ser transferidos. Ela disse que nenhum refém suspeitou da operação, e que só se deram conta de que foram resgatados quando um dos supostos guerrilheiros gritou: "somos o Exército da Colômbia, vocês estão livres."

Antes de Ingrid, o comandante do Exército da Colômbia, Mario Montoya, disse em Bogotá que o resgate foi um "xeque-mate" para as Farc, já debilitadas pela morte de vários líderes nos últimos meses.


sexta-feira, 24 de abril de 2009

DROGAS - HIPOCRISIA

Após Guerra no Líbano, Sobem os Preços da Cannabis Israelense

Durante a guerra de 34 dias entre Israel e o Hezbolá no Líbano, uns fumantes de haxixe israelense pediram o boicote do haxixe libanês.

Agora que as hostilidades cessaram, contudo, os fumantes israelenses têm um novo problema: a droga é cara demais.
De acordo com um artigo publicado no jornal israelense Yedioth Ahronoth e republicado por várias
agências de notícias, os problemas na oferta durante a guerra e a intensificação da segurança deste então, não só na fronteira libanesa, mas também nos Territórios Palestinos e Egípcios – fizeram que o preço da cannabis subisse oito vezes.
Fumar e vender cannabis são atividades ilegais, porém populares, em Israel.
O relatório sobre o aumento dos preços aconteceu durante uma sessão informativa sobre segurança e tráfico de drogas na aldeia israelense perto da fronteira libanesa.
“Enquanto estamos aqui, dúzias de quilos de drogas estão chegando a Israel através da aldeia”, disse um oficial anônimo da segurança israelense ao jornal. O agente também disse que os militantes do Hezbolá não só contrabandeiam as drogas, mas usam o comércio para reunir informações ao longo da fronteira.
A falta de haxixe e a alta resultante nos preços só são agravadas pelas operações de segurança em Gaza e ao longo da fronteira egípcia. Realizada para impedir o contrabando de armas a Gaza, quando os militantes palestinos estão sob constante agressão das Forças de Defesa Israelenses, a operação refreou o tráfico de cannabis extralegal entre as fronteiras também.


Israelenses Pedem Boicote do Haxixe do Hezbolá

Durante longo tempo, os consumidores israelenses de drogas estiveram contentes em fumar o haxixe libanês, mas agora, alguns estão pedindo um boicote porque o tráfico entre as fronteiras ajuda a financiar o Hezbolá, informou o Jewish Daily Forward na quinta-feira. O haxixe é a forma mais popular da maconha em Israel e o Líbano é o fornecedor número um, de acordo com o aparato legal israelense.
O pedido de boicote veio do ativista e morador de Jerusalém, Dan Sieradski, que public
ou a idéia no seu blog Orthodox Anarchist. "Uma organização terrorista respaldada pelos persas é a principal fornecedora de haxixe ao mercado israelense atualmente”, escreveu Sieradski. “E por isso, com um grande peso no meu coração, estou boicotando oficialmente o haxixe a partir deste momento”.


O cultivo de haxixe no Vale Bekaa no Líbano tem sido contrabandeado tradicionalmente para Israel por nômades árabes, beduínos e drusos israelenses, mas o Forward informa que desde que Israel se retirou do Líbano em 2000, o Hezbolá assumiu o controle do tráfico - e dos lucros associados. "O Hezbolá está supervisionando diretamente a operação inteira", disse o Capitão da Polícia, Avi ElGrise, ao Jerusalem Post. "Eles dizem onde, quando e quantas drogas são trazidas".
O pedido de Sieradski tem tido resultados confusos. Para alguns consumidores israelenses de haxixe, o boicote é uma maneira de expressar a sua consternação com a guerra e os ataques implacáveis com mísseis do Hezbolá contra Israel. "É o seguinte, se se compra drogas do Líbano, pode-se financiar o terrorismo através do Hezbolá contra Israel", comentou um usuário. "Quem entre nós iria querer isso na sua consciência? Eu não!" Outro jovem boicoteador comentou: "Já é ruim o bastante que estejam tentando explodir o nosso país. Não vou pagar-lhes para que façam isso".
Nem todos concordam. O Forward citou um traficante da área de Jerusalém que disse, "Tudo bem do Hezbolá", mas ele não dava a mínima. O comentário dele sobre o boicote?
"Enrole-a, acenda-a, fume-a".
O pedido de boicote também incitou alguns a debaterem que chegou a hora de legalizar o tráfico de haxixe a fim de enfraquecer o Hezbolá. Contanto que existam lucros ilícitos a ganhar, há dinheiro no banco para a organização da resistência xiita, observaram.
O pedido de boicote também pode ser uma expressão da realidade dentro de Israel. Com a fronteira Líbano-Israel sendo policiada, é questionável a quantidade de haxixe libanês que está passando agora.




quinta-feira, 23 de abril de 2009

DROGAS-CRIME ORGANIZADO

A MÁFIA ISRAELENSE , O TRÁFICO DE DROGAS E LAVAGEM DE DINHEIRO


O Rabino Yosef Crozer caiu por causa de sua boca grande. " eu lavo dinheiro, um monte de dinheiro ", ele disse uma vez a um conhecido, " cada dia eu pego US$300.000 da rua 47 em Manhattan, trago-os para a sinagoga, dou um recibo e então pego a comissão". O homem que ouviu aquela história de Crozer era, que pena, um agente secreto judeu da agência Norte-Americana para combate ao uso de drogas, (DEA). Um mês mais tarde, em fevereiro de 1990, Crozer foi preso por agentes em seu caminho da rua 47 para o Brooklyn. Encontraram com ele livros de preces, cinco passaportes, e também US$280,000 dólares em dinheiro vivo dentro do porta-malas do seu carro. Ele viajava nesta rota todos os dias. Ele iria chegar ao escritório de comércio de ouro na rua 47 à tarde, e sair logo depois, carregando malas e sacolas cheias de dinheiro. De lá ele iria dirigir até a sinagoga " Hessed Ve'Tzadaka " [ " mercê e caridade" ] no Brooklyn, que tinha se tornado um instrumento para a lavagem de milhões de dólares, renda obtida da venda de drogas na área de Nova York

Essa era a maneira como Crozer ganhava a vida. Assumindo que a comissão para lavar dinheiro variava na área de 2 a 6%, pode se presumir que o Rabino Crozer não tenha passado fome. Os investigadores que o questionaram enfrentaram uma tarefa simples, um judeu respeitável e religioso que nunca imaginou que seria interrogado, filho de um rabino altamente respeitado que liderou um grande yeshiva na cidade de New Square, Crozer não opôs resistência e cooperou. Mas então seu advogado, Stanley Lupkin, argumentou que seu cliente, um judeu devoto, não tinha nenhuma idéia de que estava lavando dinheiro de drogas. Crozer, de acordo com seu advogado, acreditava que ele estava lavando dinheiro para um comerciante judeu de diamantes " que negociava em dinheiro e não para traficantes de droga gentios (não-judeus)", e estava usando a situação para fazer algum dinheiro apenas para sua sinagoga. Parece que este argumento teve algum efeito porque Crozer foi sentenciado a um ano e um dia de prisão. Em troca de uma sentença mais suave, ele forneceu a seus interrogadores informações valiosas que lhes ajudaram a capturar uma pessoa que eles estavam procurando por muito tempo: Avraham Sharir, um outro judeu religioso, proprietário de um escritório de comércio de ouro na rua 47 que era realmente um dos maiores tubarões da lavagem de dinheiro de drogas em Nova York . Sharir, um judeu israelense de cerca de 45 anos de idade, a quem nós iremos retornar mais tarde, confessou subseqüentemente ter lavado $200 milhões de dólares para o cartel colombiano de Kali.

Sharir não perdeu sua postura. Quando os agentes estavam vasculhando seus escritórios, conseguiu esconder $600.000 dólares que estavam em sua conta de banco naquele momento, e transferir o dinheiro para um lugar seguro. Simultaneamente, Sharir se encrencou com seus operadores colombianos, que reclamaram que ele tinha roubado deles $26 milhões de dólares do dinheiro das drogas. Sharir, que negou a acusação, contratou um investigator profissional israelense, Lihu Ichilov, para resolver o mistério. Ichilov logo se tornou sócio de Sharir. Ele voou para o Panamá, estabeleceu duas empresas falsas lá, abriu contas de banco e melhorou as rotas de lavagem.
Depois da invasão dos agentes federais em seus escritórios, Sharir não deu desistiu. Dentro de duas semanas ele abriu outros dois escritórios na rua 47 e recomeçou o trabalho. Quando perguntado por um de seus advogados como tinha esperado escapar da atenção da lei, Sharir respondeu: " eu mudei meu sistema e acreditei que agora, com ajuda de Deus, eu nunca seria pego". O novo sistema de Sharir incluia o rabino Yosef Crozer, de quem nós já falamos anteriormente. A boca grande de Crozer derrubou Sharir, e eles foram presos em março de 1990. Crozer levou também Sharir a confessar ter lavado $200 milhões de dólares. Sua esposa, Miryam, foi presa junto com ele. Sharir, sob a pressão da interrogação concordou em cooperar na troca pela liberação de sua esposa e para o cancelamento das acusações contra ela. A promotoria concordou.
Isto era um negócio extremamente bom até o ponto que a promotoria sabia. Por três meses Sharir alimentou os investigadores federais com as mais valiosas informações a respeito da indústria de lavagem de dinheiro judaica. A informação incluiu nomes, métodos de operação, códigos, e contas de banco. Sharir conduziu-os à exposição de o que é denominado " o novo triângulo da cocaína ". Conduziu à incriminação de mais de 35 outros lavadores judeus, à apreensão de $10 milhões de dólares e da quebra de vários anéis judaicos de lavagem. Entre outros, Sharir incriminou o maior tubarão da lavagem de dinheiro na história dos Estados Unidos, Stephan Scorkia. Sharir, que testemunhou em seu julgamento, conduziu diretamente a sua condenação. Scorkia foi acusado por lavar $300 milhões de dólares, e sentenciado a 660 anos de prisão.
Sharir é agora registrado no programa de proteção à testemunhas dos Estados Unidos. Vive sob uma identidade falsa, liberado por fiança, viaja sob pesada segurança entre Nova York, Rhode Island, Arizona e outros estados, testemunha em julgamentos criminais e por aí vai. Sua esposa, Miryam divorciou-se dele logo depois que o caso explodiu. Ela recusa a comentar o assunto e disse ao Daily News; " eu não tenho nenhuma intenção de falar. Eu me divorciei de Aharon a fim me distanciar dele e de seus amigos, e exatamente isto o que eu estou fazendo ". Sharir foi diretamente responsável pela fuga de pelo menos 35 colombianos dos Estados Unidos de volta para a Colômbia. Um dos fugitivos era Duvan Arbolda, um dos maiores lavadores do cartel de Kali. Arbolda foi acusado em uma corte de Manhattan de lavar dinheiro em uma vasta escala , depois do testemunho de Sharir. Quando terminar de testemunhar, o próprio Sharir será julgado. O promotoria concordará com uma sentença muito baixa, mas isto não melhora suas possibilidades de sobrevivência. " Atualmente, Aharon Sharir encabeça a lista negra do cartel de Kali " disse um oficial da receita interna norte-americano. As acusações também serviram contra Lihu Ichilov, sócio de Sharir. Entretanto, Ichilov fugiu para Israel na véspera de seu julgamento, em janeiro de 1991. Aquele foi o período da Guerra do Golfo e o juiz, Richard Owen, que julgou Ichilov em sua ausência, disse: o " Sr. Ichilov prefere aparentemente enfrentar o horror dos mísseis Scud que caem em Israel do que o Sistema Norte-Americano de justiça".