quarta-feira, 27 de janeiro de 2010


A escuta do grito oprimido propiciou nos anos 70 o surgimento da Teologia da Libertação. A escuta do grito da Terra, das águas, das florestas e dos seres vivos fez surgir na mesma época a ecologia. Leonardo Boff procura neste livro articular os dois gritos e criar uma visão global de uma ecologia libertadora que abrange o meio ambiente, a mente humana, a sociedade e a integralidade da criação.

A ecologia se tornou atualmente o contexto de todos os problemas, pois em tudo urge analisar o impacto ambiental, a qualidade de vida, a sustentabilidade da natureza, das sociedades e das pessoas e a garantia de um futuro benfazejo comum.

A ecologia representa um novo paradigma civilizacional, quer dizer, uma nova forma de organizar o conjunto das relações dos seres humanos entre si, com a natureza e com a Fonte Originária de onde promana todo o universo.

É mérito destra obra suscitar uma nova espiritualidade que evoque nas pessoas cuidado, respeito, reverencia e sinergia com todos os seres para que possamos conviver todos pacificamente na mesma Casa Comum que é o planeta Terra.

r e s e r v a

O Paraná transformou parte da área da Ambiental Paraná Flo­restas, empresa de produção de pínus, mel e resina do governo do estado, na Reserva Bio­lógica da Biodiversidade COP 9 MOP 8. A floresta, que fica no distrito de Abapã, em Castro, já é preservada e compõe um importante corredor de biodiversidade nos Campos Gerais, além de proteger nascentes de rios que abastecem o Vale do Ribeira. A reserva tem 133 hectares e fica a apenas quatro quilômetros do Parque Na­­cional dos Campos Gerais, criado em 2006.

A mata nativa é habitat de felinos, como onças-pretas, pumas e jaguatiricas, além de catetos e diversas aves. Entre as variedades de árvores, destacam-se os majestosos cedros e araucárias. “Nós queríamos criar uma área que não fosse uma ilha, mas que tivesse ligação com outras porções de mata. Então estabelecemos uma área de amortecimento, para ampliar os limites da reserva, e também corredores que seguem o curso de vários rios”, conta o diretor da empresa estatal, Ricardo Cansian. Contando com a zona de amortecimento (divisa com área produtiva, a maior parte preservada), a reserva atinge 3 km2. Com ela, são 67 unidades de conservação no estado.

A Paraná Florestas fazia parte do espólio do antigo banco Banestado. O banco Itaú, que fez a compra, não se interessou pela empresa, que tem hoje o estado como acionista majoritário. A estatal tem áreas em outras 12 cidades, somando 44,7 mil hectares, sendo 60% deles preservados, conforme a empresa.

“Através destes corredores, interligamos todas as áreas de preservação do Paraná. Aqui em Castro já começa o Vale do Ri­­beira, então ajudamos a ligar os Campos Gerais à mata na divisa com São Paulo e Serra do Mar”, relata o engenheiro florestal Antônio Pizani. Algumas áreas estão sendo recompostas com mudas e parcelas de terra onde é explorado o pínus voltarão a ser recuperadas.

Assinatura

A criação da reserva biológica de Abapã é fruto de um acordo assinado pelo governador Roberto Requião e o secretário-executivo da Convenção da Diversidade Biológica (CDB) da Organização das Nações Unidas, Ahmed Djoghlaf, em maio de 2008 na Alemanha. A ideia surgida du­­rante a Convenção sobre Diver­sidade Biológica (COP 9) contemplava o plantio de árvores suficientes para anular a emissão de dióxido de carbono de todas as atividades do Secretariado da CDB entre 2008 e 2010.

O local foi então sugerido pela Ambiental Paraná Florestas. “É uma diretriz do governo atual não mais fazer reflorestamento de pinus nessas áreas que têm importância como corredor de biodiversidade”, afirma o secretário do Meio Ambiente, Rasca Rodrigues.

A região é ideal para observação de pássaros e vai servir como base científica. “As unidades são um núcleo de irradiação de conhecimento e pesquisa. Quanto mais unidades, melhor”, indica Maria do Rocio Lacerda Rocha, diretora de Biodiversidade e Áreas Prote­gidas do IAP.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010


Agressores do Parque Nacional do Iguaçu

O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recurso Naturais Renováveis (Ibama) está intensificando O combate à extração de palmito dentro do Parque Nacional do Iguaçu, no Oeste do Paraná.

Esse tipo de delito é apontado como um dos que mais agride a integridade da unidade de conservação, formada por mais de 185 mil hectares.
A operação, realizada pelos fiscais do Ibama em conjunto com uma Polícia Florestal, surpreendeu um grupo de palmiteiros que vinha agindo em corte, transporte e beneficiamento do vegetal, na região de Capanema, no Sudoeste do Paraná.

De acordo com o boletim de ocorrência do órgão, o grupo extraia palmito da localidade conhecida como Corredeira da Vaca Branca. Os fiscais e policiais foram até o local e se depararam com 14 pessoas carregando palmitos em três carros.
Com eles foram apreendidas 600 unidades in natura, além 470 vidros de palmitos, fogão industrial e tachos para cozinhar o produto. Os fiscais e os policiais também apreenderam veículos, um Del Rey, uma Caravan e um Gol CL. Todos eram utilizados para o transporte do palmito.

Os detidos e os materiais apreendidos foram encaminhados até a Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçú. Os palmiteiros foram autuados por formação de quadrilha e na Lei de Crimes Ambientais, ficando a disposição da Justiça.

Balanço:

De acordo com as estatísticas do Setor de Manejo do Parque Nacional do Iguaçu, no ano passado a extração de palmito foi um dos crimes mais freqüentes que se comete no parque. As apreensões nas Operações conjuntas com a Polícia Florestal foram apreendidos 3.850 kg de palmitos in natura e 1,915 vidros de palmito em conserva.
Os Órgãos Responsáveis pela Fiscalização desmantelaram quatro fabriquetas de embalar o palmito e dois acampamentos. No total acabaram detidas 21 pessoas e foram apreendidos sete veículos, um total de 35 autuações.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Projeto vai restaurar 1.300 hectares na Serra do Mar

Uma iniciativa de restauração ambiental, o Projeto Serra Nativa, vai recuperar 1.300 hectares de Mata Atlântica no coração da Serra do Mar, no Litoral do Estado. A ação, que terá início em 15 de dezembro e duração de oito anos, vai abranger uma área de aproximadamente 1.300 campos de futebol, removendo espécies exóticas como pinus e braquiária, para que a vegetação nativa tenha condições de se regenerar.

A região em que o Projeto Serra Nativa será desenvolvido está localizada em meio ao maior trecho contínuo de Mata Atlântica do país, no Litoral do Paraná. A propriedade está localizada em Morretes (PR), em um trecho da Serra do Mar em que também estão localizados a Área de Preservação Ambiental (APA) de Guaratuba, o Parque Estadual do Marumbi e o Parque Estadual do Pau Oco.

A área do projeto Serra Nativa é uma peculiar zona de transição entre dois biomas: a Mata Atlântica e a Floresta de Araucárias. Sobre a copa de árvores “tropicais”, destacam-se majestosos exemplares da árvore-símbolo do Paraná. Não bastasse a sua importância ambiental inegável, a área possui grande valor histórico. Durante a colonização, por ela passava o Caminho Arraial, ligação primitiva do Litoral com o Primeiro Planalto.

“O projeto é de caráter inovador, pela larga escala da restauração e pela localização da área, de relevo e clima típicos, que se tornam obstáculos à operação. Além disso, não se trata de uma simples colheita. Vamos adotar todos os cuidados para que a remoção das exóticas não afete a vegetação nativa do entorno”, afirma o gerente do projeto, Rodrigo Ribeiro.

A realização do projeto Serra Nativa está a cargo do grupo norueguês Norske Skog, que atua na produção de papel para publicações. Com uma fábrica de papel imprensa localizada em Jaguariaíva (PR), o grupo Norske Skog conta com o suporte da mais renomada cientista brasileira na área de combate a espécies exóticas invasoras, Sílvia Ziller, que integra a equipe que assessora tecnicamente o projeto Serra Nativa.

Convergente ao Programa do Estado do Paraná para Espécies Exóticas Invasoras, o Projeto Serra Nativa dispõe de todas as licenças ambientais necessárias e tem como apoiadores o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema), a concessionária Ecovia e o Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental.
O grupo Norske Skog é também signatário do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, esforço inédito que reúne cerca de 130 instituições como ONGs, da iniciativa privada e do poder público de todo o país.

Motivação
A introdução de espécies exóticas na área do Projeto Serra Nativa ocorreu na década de 1960, com incentivo governamental. O aumento da compreensão da questão ecológica, no entanto, levou as autoridades ambientais a rever a atividade de exploração florestal com fins econômicos nessa área. Em 2001, a propriedade foi adquirida pelo grupo Norske Skog, que deu início a estudos no sentido de promover a restauração da mata nativa.

A decisão de idealizar e colocar em prática o Projeto Serra Nativa decorre da avaliação do grupo Norske Skog de que a restauração ambiental de áreas com presença de espécies exóticas tende a se tornar cada vez mais uma exigência legal. “Em linha com os valores da empresa, decidimos agir pró-ativamente, entendendo que a situação da área irá se agravar exponencialmente com o passar do tempo”, afirma Eric d’Olce, diretor-geral da unidade brasileira do grupo, a Norske Skog Pisa.

As espécies exóticas são consideradas a segunda maior causa de perda de biodiversidade no mundo. Jardinagem, paisagismo e horticultura são, atualmente, as principais formas de dispersão de plantas exóticas invasoras no país.

A inserção de uma espécie exótica em um bioma pode interferir e, na maioria das vezes, termina por afetar seu equilíbrio. A maior ameaça ocorre quando essa espécie se adapta com facilidade ao ambiente, crescendo e se reproduzindo sem obstáculos, tornando-se uma invasora.

Pouco a pouco, a espécie exótica classificada como invasora vai tomando espaço das espécies nativas e, consequentemente, de toda a cadeia de vida que depende delas, o que pode provocar uma ameaça real para o ciclo de vida da floresta.

Próximos passos
O projeto Serra Nativa terá duração de oito anos.
A primeira fase, compreendida pela remoção de exóticas e pela reabilitação da área, com plantio de sementes e mudas de espécies nativas, levará dois anos. Nesta etapa, a expectativa é que sejam utilizadas aproximadamente 240 mil mudas e sementes que serão fornecidas por viveiros florestais comerciais, da Prefeitura de Morretes e do IAP.

A segunda fase do projeto, que inclui o monitoramento da área, para evitar que as exóticas se regenerem, terá seis anos de duração. A partir do momento em que seja iniciada a remoção e o controle das espécies exóticas invasoras, os processos naturais serão retomados, possibilitando a regeneração da floresta.

No ambiente da Serra do Mar, pode-se esperar uma cobertura florestal inicial formada em 15-20 anos. Os técnicos explicam que o retorno da fauna vai se dar naturalmente, com a recomposição do habitat, em função da qualidade ambiental das áreas florestais naturais existentes nos arredores da área de restauração
.


Conheça o site do projeto: www.serranativa.com.br
quadrilha de palmiteiros


A Serra do Mar é constantemente invadida e saqueada por extrativista que põe em risco a diversidade genéticas das florestas e o frágil equilíbrio existente neste tipo de ambiente.
Isso acontece na Serra do Guaricana, na Serra do Prata (P.N. Saint Hilaire), nas áreas chamadas de “intangíveis” dentro do P.E do Marumbi, na Serra da Graciosa e também na Serra do Ibitiraquire e por não dizer em outras porções serranas menos freqüentadas, como o esporão do Feiticeiro, na região de Guaraqueçaba.

Estes palmiteiros não são pessoas que vivem do extrativismo. São funcionários de empresas mafiosas que “legalizam” os produtos do extrativismo através da corrupção. Exemplo disto foi o desmantelamento de uma quadrilha que tinha como envolvidos o ex. prefeito de Guaratuba, o atual vice e muitos outros funcionários públicos que deveriam estar protegendo a natureza, como funcionário do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e da Força Verde.

Não é de se estranhar, que em Dezembro, um mês depois do desfecho da Operação Juçara da Polícia Federal, que pôs atrás das grades os “cabeças” desta quadrilha, a prefeita de Guaratuba influenciou para que não fosse realizada na cidade a Consulta Pública para a instalação do Parque Nacional do Guaricana, área que o antigo vice atuava no corte ilegal de Palmito.

Apesar de já ficar muito claro como funciona o esquema de corrupção e dos nomes não serem mais anônimos. O problema da extração ilegal de Palmito na Serra do Mar está longe de se resolver.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010


A humanidade estava apenas iniciando seu despertar para o desenvolvimento com respeito aos direitos das futuras gerações, ainda na década de 80, mas as primeiras respostas para garantir o cuidado e a proteção ao meio ambiente já começavam a ser dadas. É nesta década que o mundo assiste aos protestos de manifestantes contra petroleiros e usinas atômicas, enquanto acompanha a incipiente construção do conceito de desenvolvimento sustentável.

De um lado, vai-se gerando a idéia de desenvolvimento à longo prazo, com a difusão do termo 'sustentável' pelo relatório Brundtland, no âmbito da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento da ONU (Organização das Nações Unidas), em 1983. De outro, amplia-se a organização da sociedade em torno da criação de ONGs e a participação para a tomada de decisões sobre seu futuro comum.

No Brasil, o processo de abertura política acarreta em conquistas inéditas: do direito ao voto, da aprovação da Lei de Interesses Difusos, com o fortalecimento do Ministério Público, e da possibilidade de participação nas questões ambientais em instâncias públicas como os Conselhos de Meio Ambiente, até a Assembléia Nacional Constituinte que, em 1988, legitima um novo modo de garantir a cidadania e os direitos das futuras gerações brasileiras.

No conjunto de transformações e oportunidades colocadas pelos 80, um grupo de pessoas que já atuavam em outras entidades, dentre cientistas, empresários, jornalistas e defensores da questão ambiental se aproxima e lança as bases para a criação da primeira ONG destinada a defender os últimos remanescentes de Mata Atlântica no país, a Fundação SOS Mata Atlântica. O ideal de conservação ambiental da entidade, criada em 1986, associa-se ao objetivo de profissionalizar pessoas e partir para a geração de conhecimento sobre o bioma. A proposta representa também um passo adiante no amadurecimento do movimento ambientalista no país.

Aqui você conhece um pouco mais sobre os momentos que marcaram a história da Fundação SOS Mata Atlântica, suas lutas e principais conquistas.


A Fundação SOS Mata Atlântica é uma organização não-governamental. Entidade privada, sem vínculos partidários ou religiosos e sem fins lucrativos, foi criada em 1986 e tem como missão defender os remanescentes da Mata Atlântica, valorizar a identidade física e cultural das comunidades humanas que os habitam e conservar os riquíssimos patrimônios natural, histórico e cultural dessas regiões, buscando o seu desenvolvimento sustentado.

O ser humano é parte integrante da natureza.

Acreditamos...


Que a humanidade só garantirá a qualidade de vida quando souber conviver em harmonia com o ambiente em que vive.
Que a responsabilidade da preservação é de toda a sociedade, com ações praticadas no seu dia-a-dia.
Que a sensibilização de um indivíduo é a base da mobilização coletiva.

Que a nossa luta é hoje, agora e deve ser renovada a todo momento.
Não podemos deixar para agir amanhã.
Que a sustentabilidade da vida no planeta depende de uma economia que tenha o sócioambiental como premissa.

Nosso compromisso

É urgente convocar nossa comunidade para o exercício de uma cidadania ambiental, responsável e comprometida com o futuro do nosso território, o bioma Mata Atlântica, patrimônio da humanidade.
Esse é um compromisso de todos nós como reconhecimento do nosso vínculo, solidariedade, respeito e integração com a natureza.

A contribuição da SOS Mata Atlântica é alertar, informar, educar, mobilizar e capacitar para o exercício da cidadania, catalisando as melhores práticas, os conhecimentos e as alianças.

http://www.sosmatatlantica.org.br/

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010


tartaruga gigante

Um fato inédito pode acontecer sem Litoral do Paraná nesta temporada. Trata-se do nascimento de Tartarugas-de-couro, conhecidas também como tartarugas-gigantes, espécie que está ameaçada de extinção. Os nascimentos pueden ocorrer por volta do dia 10 fevereiro.
A primeira desova ocorreu no dia 28 de novembro de 2009 no Balneário de Barrancos, em Pontal do Paraná. Depois disso, a tartaruga fez mais quatro ninhos em Pontal do Paraná, sendo que uma última desova aconteceu dia 6 de janeiro, em Pontal do Sul. E outros cinco ninhos ainda poderão ser confeccionados, uma vez que essa tartaruga sobe até a areia dez vezes por temporada.

De acordo com um bióloga Camila Domit, do Centro de Estudos do Mar (CEM) da Universidade Federal do Paraná, essa mesma tartaruga já havia desovado no Litoral do Paraná em 2007, mas naquela oportunidade os ovos não foram fecundados. "Esses animais pintas Têm exclusivas nenhum corpo. Comparamos as fotografias tiradas em 2007 e dessa vez e verificamos que é o mesmo animal ", explica Camila.
A tartaruga tem 1,49 metro de carapaça, como maiores chegam da espécie ter um 1,8 metro. O monitoramento das tartarugas é feito desde 2007 pelo Laboratório de Ecologia e Conservação de Mamíferos e Tartarugas Marinhas do CEM, em parceria com o Projeto Tamar.

Camila explica que essa tartaruga costuma fazer os ninhos no Norte Litoral do Espírito Santo e que não há registro na ciência sobre o nascimento de filhotes da tartaruga-gigante no Litoral do Paraná.
Preserve os ninhos da tartaruga-gigante

Até o momento existem cinco ninhos e em cada um pueden ter Sido ovos desovados até cem, mas não é Possível saber se todos foram fecundados. "Podem nascer 500 tartarugas também como pode não nascer nenhuma", diz Camila. Os biólogos constataram em que já existem três ovos ninhos, entretanto eles não mexeram nos ninhos porque isso poderia destruí-lo ou modificar uma estrutura feita pelo animal. "A tartaruga faz o ninho deixando as condicoes ideais para o nascimento dos filhotes, como por exemplo a quantidade de oxigênio correta. Por isso fazemos o acompanhamento sem mexer nos ninhos ", destaca uma bióloga.

Os estudiosos do Laboratório de Ecologia e Conservação do CEM medem a temperatura do ninho às 6 e às 18 horas desde o dia 28 de novembro eo trabalho DEVE IR, ao menos, até 10 de fevereiro. Para que os machos nasçam uma temperatura tem que estar entre 27 e 31 graus, já as fêmeas necessitam de temperaturas acima de 31 graus. A temperatura do Litoral tem ficado entre 28 e 29 graus.

Os biólogos do CEM pedem que os veranistas ajudem a preservar os ninhos e de forma alguma invadam os cercados. “O ninho de Barrancos foi pisoteado. A população deve nos ajudar para que isso não aconteça”, afirma a bióloga Camila Domit, do CEM.

Se alguém observar que pessoas entraram nos cercados ou estão mexendo nos ninhos devem denunciar à Força Verde da Polícia Militar, que auxilia os biólogos do CEM nos cuidados com os ovos.


O telefone é 0800-643-0304.

A orientação do CEM é que não se cave perto dos ninhos, para que a estrutura não seja modificada. “Se o veranista observar que existem pessoas próximas do ninho ou tentando invadi-lo, converse e explique sobre a necessidade de preservá-los. Ou então ligue para a Força Verde”, explica a bióloga (FL).