sexta-feira, 30 de julho de 2010


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Garrafa PET, um lixo com utilidade

As garrafas PET (politereftalato de etila) movimentam um mercado gigantesco no mundo todo: o das indústrias de bebidas, como de sucos, refrigerantes e outros. Centenas de toneladas dessas embalagens são produzidas anualmente no país, sendo que cerca de 48,7% são descartadas na natureza, contaminando rios, córregos, lixões e terrenos baldios.
Segundo a última versão do Censo da Reciclagem de PET no Brasil, divulgado em 2007 pela Associação Brasileira da Indústria do PET (ABIPET), apesar de ainda crítica, a situação já melhorou muito. De acordo com os dados do censo, o crescimento da reciclagem dessas embalagens no último ano foi significativo, com aumento de 11,5%. Esse resultado colocou o Brasil como o segundo maior reciclador do mundo, atrás apenas do Japão.

Idéias para reciclagem de garrafas PET não faltam.
Elas vão desde enfeites de Natal, até poltronas, camisetas e, acredite, varal. No ano de 2000, no município de Mauá (SP), um grupo de homens e mulheres organizou-se para a formação de uma Cooperativa de Reciclagem, com a finalidade de gerar trabalho e renda para os menos favorecidos, especialmente os catadores.
Em 2003, eles fundaram a Cooperativa de Trabalho dos Profissionais de Reciclagem de Materiais de Mauá (Cooperma). Na busca por soluções, que beneficiassem o meio ambiente e, ao mesmo tempo, gerassem trabalho e renda, o cooperado Claudinei de Lima, inventou o Ecovaral, uma corda para varal produzido com fios entrelaçados de garrafa PET. “No começo, a garrafa era cortada em fios com uma tesoura para trançar numa máquina que existia no mercado. Mas como cortar os fios manualmente era muito trabalhoso, Claudinei projetou uma máquina para fazer esse trabalho de corte”, conta Adoniran B. Vieira.

Desde então, o produto virou um sucesso e a demanda não pára de aumentar.
“No momento estamos trabalhando com seis pessoas para a produção do Ecovaral, mas pretendemos dobrar o número esse ano. Atualmente, produzimos uma média de 8000 unidades por mês; tem surgido cada vez mais procura, por isso estamos em busca de investimento para aumentarmos a nossa produção e conseguir atender essa demanda do mercado”, explica ele.

O Ecovaral já é vendido em algumas redes de supermercados, lojas de utilidades domésticas, eventos etc. Os valores arrecadados com as vendas do Ecovaral e dos materiais recicláveis são revertidos em renda e benefícios para os 30 cooperados.

A Cooperma conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Mauá, que destina resíduos recolhidos pelo Programa AGIR Mauá de Coleta Seletiva. A arrecadação das garrafas pet é feita por meio de doações de algumas instituições como igrejas, associações e algumas escolas e em campanhas educativas.

Segundo o presidente da cooperativa, o trabalho desenvolvido só trouxe benefícios para a comunidade, como inclusão social, geração de trabalho e renda, melhoria nas condições de trabalho dos cooperados, destinação adequada dos resíduos recicláveis, incentivo à reciclagem, sustentabilidade ambiental (preservação dos recursos naturais e economia de energia), prática da cidadania, mudanças de hábitos e aumento da vida útil do aterro sanitário.


Quem quiser saber mais sobre esse trabalho, basta entrar em contato pelo e-mail:
coopermamaua@terra.com.br


Links sobre reciclagem de garrafas PET

http://www.abipet.org.br
http://www.artereciclada.com.br

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Óleos Lubrificantes


A questão da reciclagem de óleos lubrificantes usados ganha cada vez mais espaço no contexto da conservação ambiental. Nos países desenvolvidos, a coleta de óleos usados é geralmente tratada como uma necessidade de proteção ambiental. Na França e na Itália, um imposto sobre os óleos lubrificantes custeia a coleta dos mesmos. Em outros países, esse suporte vem de impostos para tratamento de resíduos em geral. Nos Estados Unidos e Canadá, ao contrário do que ocorre no Brasil, normalmente é o gerador do óleo usado quem paga ao coletor pela retirada do mesmo.

Entre 1991 - 1993, a ONU financiou estudos sobre a disposição de óleos usados. A principal conclusão desses estudos foi que a solução para uma disposição segura de óleos lubrificantes usados é o re-refino (reciclagem).

Os óleos lubrificantes estão entre os poucos derivados de petróleo que não são totalmente consumidos durante o seu uso. Fabricantes de aditivos e formuladores de óleos lubrificantes vêm trabalhando no desenvolvimento de produtos com maior vida útil, o que tende a reduzir a geração de óleos usados. No entanto, com o aumento da aditivação e da vida útil do óleo, crescem as dificuldades no processo de regeneração após o uso.

Quando os óleos lubrificantes industriais usados estão contaminados, fora da faixa de viscosidade ou com outros pequenos problemas, o certo é enviá-los para um serviço de reaproveitamento do óleo básico e de todos os seus subprodutos.

Os óleos usados de base mineral não são biodegradáveis e podem ocasionar sérios problemas ambientais quando não adequadamente dispostos. O uso de produtos lubrificantes de origem vegetal biodegradáveis ainda se encontra em estágio pouco avançado de desenvolvimento para a maior parte das aplicações.

A poluição gerada pelo descarte de 1 t/dia de óleo usado para o solo ou cursos d'água equivale ao esgoto doméstico de 40 mil habitantes. A queima indiscriminada do óleo lubrificante usado, sem tratamento prévio de desmetalização, gera emissões significativas de óxidos metálicos, além de outros gases tóxicos, como a dioxina e óxidos de enxofre.

http://www.cempre.org.br/


Óleo de cozinha

"No Brasil consome-se cerca de 19 litros per capita de óleo por ano, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleo Vegetal (ABIOVE)", calcula Dabdoub.

“Se considerarmos que 12 litros desse óleo não sejam absorvidos pelos alimentos, que é uma estimativa muito conservadora, são cerca de 7 litros de óleo por pessoa sendo jogados pela pia, indo pelo esgoto, impermeabilizando leitos de rios e contaminando lençóis freáticos e fontes de água, todo ano. Esse óleo e os resíduos da indústria de soja poderiam ser coletados e transformados em biodiesel. Muitas indústrias de alto porte poderiam ser movimentadas no Brasil somente com base no óleo residual. Diminuiríamos o uso de combustíveis derivados de petróleo e carvão mineral, que causam o efeito estufa”.

Também ficaria mais barato produzir biodiesel, por que as industrias economizariam na matéria-prima.


“Em vez de pagar cerca de R$ 2.080 por tonelada de óleo vegetal refinado, que é o preço dado pelas comercializadoras, poderei pagar cerca de R$ 550,00 por tonelada de óleo residual, que é o custo da coleta", garante o professor.


“E as indústrias ainda poderiam economizar com os custos de remoção da borra de soja. Em 2007, segundo a ABIOVE, a indústria produziu 300 milhões de litros de borra de soja. Uma parte mínima é aproveitada.”

O óleo de cozinha é altamente prejudicial ao meio ambiente e quando jogado na pia (rede de esgoto) causa entupimentos, havendo a necessidade do uso de produtos químicos tóxicos para a solução do problema.

Muitos bares, restaurantes, hotéis e residências ainda têm jogado o óleo utilizado na cozinha na rede de esgoto, desconhecendo os prejuízos que isso causa. Jogar o óleo na pia, em terrenos baldios ou no lixo acarreta três fins desastrosos a esse óleo:

• Permanece retido no encanamento, causando entupimento das tubulações se não for separado por uma estação de tratamento e saneamento básico;

• Se não houver um sistema de tratamento de esgoto, acaba se espalhando na superfície dos rios e das represas, causando danos à fauna aquática;

• Fica no solo, impermeabilizando-o e contribuindo com enchentes, ou entra em decomposição, liberando gás metano durante esse processo, causando mau cheiro, além de agravar o efeito estufa.

. Não jogar óleo em fontes de água, na rede de esgoto ou no solo é uma questão de cidadania e por isso deve ser incentivada.


http://www.lixoecidadaniapr.org.br

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quinta-feira, 29 de julho de 2010


Lixo eletrônico

O rítmo acelerado dos avanços tecnológicos no campo dos dispositivos eletroeletrônicos tornam os equipamentos, em pouco tempo, ultrapassados e ineficientes frente as exigências de seus usuários, que optam por trocá-los por modelos mais novos.
Esta situação pode ser observada tanto em residências, quanto em escritórios, escolas e empresas, e inclui os mais variados equipamentos, tais como: computadores, equipamentos de telecomunicação, diversos equipamentos eletroeletrônicos, eletrodomésticos, celulares, entre outros.

Os equipamentos rejeitados são, na maioria dos casos, reduzidos à condição de lixo (lixo eletrônico ou "e-waste") e têm como destino o lixo comum, chegando aos aterros sanitários ou lixões.
Aproximadamente 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico são gerados todo ano no mundo, representando 5% de todo o lixo gerado pela humanidade. As conseqüências para os seres humanos, animais e ambiente são graves, pois esses equipamentos possuem diversas substâncias e elementos químicos extremamente nocivos à saúde, principalmente os metais pesados.

As pessoas podem se contaminar pelo contato direto, no caso de manipulação direta de placas eletrônicas e outros componentes perigosos dos eletroeletrônicos nos lixões a céu aberto, comuns em certos locais da Ásia e África.
A contaminação pode também ocorrer indiretamente ou de forma acidental, pois quando um eletrônico é jogado em lixo comum e vai para um aterro sanitário, há grande possibilidade de que os componentes tóxicos contaminem o solo chegando até o lençol freático, afetando também a água. Se essa água for usada para irrigação ou para dessedentar o gado, os elementos chegarão ao homem através da alimentação.

Medidas estão sendo tomadas e os fabricantes, cada vez mais, estão sendo pressionados a eliminar ou diminuir a quantidade de componentes tóxicos na fabricação dos produtos, entretanto, a produção de equipamentos inofensivos ao meio ambiente ou facilmente recicláveis ainda é uma utopia.
Além disso, os equipamentos obsoletos continuam chegando, em ritmo acelerado e sem controle, aos lixões.


http://www.lixoeletronico.org/

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quarta-feira, 28 de julho de 2010


LIXO RADIOATIVO

Materiais radioativos são utilizados na agricultura, indústria, medicina, em pesquisas científicas e engenharia, bem como na produção de energia e bombas nucleares. Todos esses processos produzem lixo que deve ser descartado. Embora toda radioatividade se desintegre com o tempo, alguns materiais levam muitos milhões de anos para se desfazerem. É importante, portanto, que o lixo seja estocado seguramente, para não prejudicar a vida da geração atual e das futuras.

É formado em sua maior parte em Usina Nucleares , mas também pode ser formado em industrias de tecnologia, centros de pesquisas físicas e industrias de aparelhos que utilizam material nuclear como as maquinas de raio X.

O lixo radioativo ou nuclear como também é conhecido é resultado da manipulação de materiais radioativos, assim luvas, roupas, ferramentas, peças e outros objetos que são usados em locais radioativos devem ser recolhidos, porque se contaminam com a radiação. De um modo geral ele são armazenados em tambores e lacrados, esse tambores devem ser guardado em locais com vigilância constante e que tenham sua radiação monitorada.

Ele também pode ser estocado como liquido concentrado em tanques de aço inoxidável, rodeado por concreto. O lixo nuclear mais perigoso é transformado em blocos de gelo.

E esse blocos devem ser estocados em minas profundas sob o solo. Em alguns países como os Estados Unidos o lixo e armazenado em túneis profundos localizados no deserto.

Os principais problemas do lixo radioativo e que ele permanece contaminado por um longo período, podendo chegar até mais de 100 mil anos; ele também representa um constante risco, pois caso haja um vazamento a radiação pode causa graves problemas de saúde nas pessoas que forem expostas, como o queimaduras, câncer, mal formação de crianças e dependendo do grau de radiação levar a morte.

Contudo o lixo nuclear continua sendo produzido todos os anos, e cada vez mais, enquanto isso os depósitos em alguns países ainda são precários e falta lugar para armazenar esse material. Somente a criação de políticas serias que restrinjam o uso de material radioativo e determine normas rígidas poderá impedir a multiplicação de depósitos de lixo radioativo, visto que não ainda não existem maios eficazes para seu tratamento.

Hoje o lixo nuclear menos radioativo é armazenado em tamboreslacrados que ficam guardados em depósitos.

Lixo nuclear com maior carga radioativa é armazenado em tanques de aço inoxidável.

Lixo de baixo nível de radiação

Esse é um lixo de vida curta, que tem baixo teor de radioatividade. Inclui a roupa protetora contaminada e alguns equipamentos de hospitais, fábricas, universidades e de indústrias de energia nuclear.

Métodos de descarte: enterrar em fossos; jogar no mar, dentro de tambores de aço (isso não é mais permitido em alguns países); certos lixos líquidos são lançados no mar e o gasoso é descarregado na atmosfera.

Lixo de nível intermediário de radiação

É constituído por lixo sólido de maior volume, como equipamentos usados, frascos de transporte e lama radioativa de usinas atômicas, de fábricas de processamento de combustível e unidades de fabricação de armas nucleares.

Método de descarte: envolver em concreto e armazenar em locais especiais, geralmente em usinas atômicas. Pesquisadores estão procurando métodos de descarte em armazéns subterrâneos, ou nas partes mais profundas do mar.

Lixo de alto nível de radiação

Esse tipo de lixo inclui combustíveis sólidos e líquidos usados em indústrias de energia nuclear.

Métodos de descarte: os líquidos são estocados em tanques de aço inoxidável, envoltos em concreto, num local apropriado. Podem também ser solidificados em vidros e armazenados em containeres de aço dentro de construções de concreto ou em armazéns subterrâneos. Pesquisadores estudam a possibilidade de serem depositados nas profundezas dos oceanos.

Dispor seguramente do lixo radioativo é um problema controverso. Muitas pessoas estão preocupadas com a radioatividade, principalmente porque não pode ser vista, tocada, cheirada ou experimentada. Um grande número de grupos locais têm batalhado contra o descarte de lixo em suas regiões. Grupos de defesa ambiental têm, também, empreendido longas campanhas para acabar com os depósitos de lixo radioativo. Em 1983, uma bem-sucedida campanha do Greenpeace pôs fim a um depósito no Oceano Atlântico. Em 1984, os militantes do Greenpeace impediram, temporariamente, que pipas contendo lixo radioativo líquido da fábrica nuclear Sellafield fossem lançadas no Mar da Irlanda.


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sábado, 24 de julho de 2010


Lâmpadas Fluorescentes

Apesar de economizar energia, as lâmpadas fluorescentes contêm metais pesados. Enquanto estão intactas, elas não oferecem risco durante o manuseio. Contudo, quando rompidas, liberam vapor de mercúrio, que é absorvido principalmente pelos pulmões, causando intoxicação. Dependendo da temperatura do ambiente, o vapor pode permanecer no ar por até três semanas. Por isso, é recomendável que as lâmpadas sejam armazenadas em local seco, dentro das embalagens originais, protegidas contra eventuais choques.

No contato com lâmpadas quebradas, é necessário o uso de avental, luvas e botas plásticas. Os cacos devem ser coletados com cuidado, para evitar ferimentos, e colocados em embalagem lacrada.
No Brasil, são usadas cerca de três lâmpadas fluorescentes por habitante a cada ano. Isso significa que cerca de 80 milhões de lâmpadas fluorescentes são descartadas no mesmo período, o que equivale a aproximadamente 1.600 kg de mercúrio.

As lâmpadas fluorescentes devem ser separadas do lixo orgânico e dos materiais tradicionalmente recicláveis, como vidro, papel e plásticos. Se o destino dessas lâmpadas for o aterramento, o mercúrio se infiltrará no solo, atingindo mananciais e a cadeia alimentar humana.

quinta-feira, 22 de julho de 2010




As pilhas e baterias de celular são hoje um problema ambiental. Contendo resíduos perigosos e compostas de metais pesados altamente tóxicos e não-biodegradáveis, como cádmio, chumbo e mercúrio, depois de utilizadas, a maioria é jogada em lixos comuns e vai para aterros sanitários ou lixões a céu aberto.

A forma como são eliminados e o conseqüente vazamento de seus componentes tóxicos contaminam o solo, os cursos d’água e o lençol freático, atingindo a flora e a fauna das regiões circunvizinhas. Através da cadeia alimentar, essas substâncias chegam, de forma acumulada, aos seres humanos.

Cádmio, é um dos metais mais tóxicos. A principal via de absorção é a inalação em meios industriais ricos em fumos e poeiras de cádmio. Uma simples exposição a elevadas concentrações de óxido de cádmio pode causar graves irritações pulmonares ou mesmo a morte.

Chumbo, é um dos mais perigosos metais tóxicos pela quantidade e severidade dos seus efeitos. É classicamente uma toxina crônica, sendo observados poucos efeitos após uma exposição aguda a níveis relativamente baixos. Pode ter efeitos no sangue, medula óssea, sistema nervoso central e periférico e rins, resultando em anemia, encefalopatia, cólicas abdominais e insuficiência renal; é tóxico para a reprodução e desenvolvimento humanos.

Mercúrio, à medida que ele passa ao sangue, liga-se as proteínas do plasma e nos eritrócitos distribuindo-se pelos tecidos concentrando-se nos rins, fígado e sangue, medula óssea, parede intestinal, parte superior dos aparelhos respiratório mucosa bucal, glândulas salivares, cérebro, ossos e pulmões. È um tóxico celular geral, provocando desintegração de tecidos.

Os metais pesados contidos nas pilhas e baterias, quando absorvidos, são de difícil eliminação pelo organismo, podendo causar diversos efeitos nocivos ao ser humano, tais como: alergias de pele e respiratórias; náuseas e vômitos; diarréias; diminuição do apetite e do peso; dores de estômago e gosto metálico na boca; instabilidade, com distúrbio do sono; inibição das células de defesa do organismo e bronquite. Pode inclusive causar danos ao sistema nervoso, edemas pulmonares, osteoporose e alguns tipos de câncer.

A Prefeitura de Curitiba tem um programa para o recolhimento de baterias, pilhas e lixo tóxico.
Caminhões passam uma vez por mês nos terminais de ônibus recolhendo esse lixo.

Baterias de Carro

Dentre as baterias do lixo tóxico as de carro são as mais perigosas ao meio ambiente. Em sua composição é utilizado o chumbo ácido, que, além de ser uma substância extremamente tóxica, é corrosiva.

Tanto que é recomendado que quando você compre uma bateria nova deixe a velha no local da compra, mas não é assim que acontece calcula-se que cerca de 30% da população guarde baterias inutilizadas em casa.

As baterias automotivas têm uso crescente no tráfico de drogas. O eletrólito contido na bateria é usado para o refino da cocaína, o chumbo é utilizado para fabricar munição. Por isso é muito importante devolver baterias automotivas em local autorizado, onde serão recicladas de forma correta, hoje a tecnologia permite que cerca de 95% dos componentes da bateria sejam reciclados.

Mas no Brasil existe apenas 7 recicladoras oficiais e estima-se que pelo menos aja umas 42 clandestinas,por isso temos que nos conscientizar e devolver no local correto para protegermos o meio ambiente, e não ajudar a aumentar o índice de violência já que as baterias automotivas estão sendo usadas no trafico.

Contribua! Deixe as suas baterias e pilhas em locais apropriados.



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sexta-feira, 16 de julho de 2010


Lixo hospitalar exige cuidados especiais


Se não receberem manejo adequado, os dejetos gerados por unidades de saúde, necrotérios, consultórios e até clínicas veterinárias representam um grande perigo, tanto para a saúde das pessoas quanto para o meio ambiente. O Brasil gera cerca de 149 mil toneladas de resíduos urbanos por dia. Estima-se que a geração de Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) represente de 1% a 3 % deste volume (entre 1,49t e 4,47t).

Dentre os dejetos que constituem resíduo hospitalar estão bolsas de sangue, seringas, agulhas, resto de medicamentos e curativos, material radioativo, lâminas de bisturis, membros humanos amputados e restos de comida servida a pacientes com doenças infecciosas. Quando a inadequação do descarte de resíduos se junta à falta de informação sobre o risco potencial desse tipo de material, surgem casos como o que aconteceu na semana passada, em São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Duas crianças se feriram enquanto brincavam de espetar uma à outra com agulhas de seringas que haviam sido jogadas num terreno baldio. Uma dona de casa tentou acabar com a brincadeira e também acabou ferida. No lixo, havia também outros materiais hospitalares, cuja origem é desconhecida.

Os médicos começaram a medicar preventivamente os feridos com AZT (para evitar uma possível replicação do vírus HIV) e com vacinas contra hepatites A, B e C. Um caso emblemático envolvendo descuido com lixo hospitalar aconteceu no lixão de Olinda (PE), em 1994. Uma catadora de lixo e seu filho comeram uma mama amputada. Na época, Leonildes Cruz Soares disse aos jornais que havia preparado a carne porque não tinha nada mais o que comer.

O perigo do lixo hospitalar

. Resíduos biológicos - culturas de microrganismos de laboratórios de análises clínicas; bolsas de sangue ou hemocomponentes; descarte de vacinas; órgãos, tecidos e líquidos corpóreos; agulhas, lâminas de bisturi, vidrarias de laboratórios;

. Resíduos químicos - Medicamentos de risco, vencidos ou mal conservados; produtos químicos usados em laboratórios de análises clínicas; efluentes de processadores de imagem.

. Rejeitos radioativos - Material radioativo ou contaminado com radionuclídeo, usado na medicina nuclear, laboratórios de análises clínicas e radioterapia.

. Resíduos comuns que se equiparam aos domiciliares - Restos de refeições de pacientes sem doenças contagiosas; sobras do preparo de refeições; fraldas e papel de uso sanitário, absorventes; papéis, plásticos e material de limpeza.

. Resíduos perfurocortantes - materiais perfurocortantes ou escarificantes, tais como agulhas, lâminas e vidros.

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Remédio vencido não pode ir para o lixo


Por conterem substâncias químicas, eles podem contaminar o solo e a água e oferecer riscos à saúde da população e de animais.

Por falta de informação ou desconhecimento sobre postos de coleta, a maioria das pessoas acaba fazendo o descarte de forma inadequada. Um estudo feito pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas e Bioquímicas Oswaldo Cruz entrevistou 1.009 pessoas na cidade de São Paulo e mostrou que apenas 2,7% dos entrevistados já haviam recebido alguma orientação sobre descarte de medicamentos vencidos. O levantamento constatou que 75,32% das pessoas descartam a medicação no lixo doméstico e 6,34% jogam na pia ou no vaso sanitário. E mais, 92,5% nunca perguntaram sobre a forma correta de fazê-lo.

De acordo com a professora Cíntia de Oliveira, as concentrações de medicamentos detectadas em rios, lagos e mares são extremamente baixas, mas não podem ser consideradas inofensivas. “São substâncias químicas que estão no meio ambiente, mas que não são naturais de lá e por isso podem alterar as características originais”, completa a professora Ana Flávia Godói.

Qualquer medicamento ingerido, independentemente do tipo, será eliminado do organismo por meio da urina. Estudos comprovam que 80% a 95% dos antibióticos são eliminados em sua forma original. Esses resíduos vão parar direto no esgoto, que por sua vez chega aos rios, lagos e mares. Embora a água e o esgoto passem por tratamento, esses processos não conseguem eliminar completamente os resíduos. “Em contato com os microorganismos presentes na água, esses produtos podem contribuir para a existência de bactérias cada vez mais resistentes”, afirma Ana Flávia. Além disso, as pesquisas sugerem que a concentração de hormônios na água, provenientes de pílulas anticoncepcionais, já é capaz de causar algumas alterações genéticas em peixes. Ou seja, descarte inadequado de medicamentos prejudica a fauna e conseqüentemente a saúde do homem, seja por meio da seleção de microorganismos mais resistentes ou pela contaminação de alimentos. “Há estudos que sugerem ainda outras conseqüências, como o aumento nos casos de alergias a remédios e alteração nos padrões da voz em homens, distúrbios de comportamento e puberdade precoce, por causa da concentração de hormônios femininos na água”, aponta Cíntia.

O Conselho Nacional do Meio Ambiente estabelece normas para o descarte de medicamentos e lixo hospitalar apenas para órgãos ligados à saúde pública, como clínicas e hospitais, mas não faz nenhum tipo de regulação sobre o descarte domiciliar. A orientação da prefeitura é de que os medicamentos vencidos sejam levados aos postos de coleta de lixo tóxico, localizados nos terminais de ônibus. “A orientação vale para qualquer tipo de medicação, seja comprimido, xarope ou pomada”, esclarece Cíntia.

Para a coordenadora do curso de Farmácia das Faculdades Pequeno Príncipe, Rosiane Zibetti, além da educação da população sobre o assunto, é preciso criar mais postos de coleta. “É preciso incentivar as pessoas a não guardarem medicamentos em casa. Há a opção de doar o que sobra nas farmácias solidárias”, afirma. Para ela, outro ponto que contribuiria na diminuição do problema seria a venda fracionada de medicamentos, que foi autorizada há seis anos em todo o país, mas ainda é pouco praticada.

Fonte: Cecilia Valenza-G.P

terça-feira, 13 de julho de 2010


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Os hábitos consumistas são cada vez maiores na nossa sociedade, o consumismo traduz-se muitas vezes por comprar aquilo que não se precisa com o dinheiro que não se tem o que conduz ao chamado endividamento de que tanto ouvimos falar, este fenómeno ocorre muitas vezes devido às facilidades de crédito que as instituições financeiras concedem sem colocar quaisquer entraves, com taxas de juro altíssimas na ordem dos vinte e trinta por cento, as conhecidas TAEG que aparecem em letrinhas pequeninas nos anúncios. Contudo, e postos todos os factores que influenciam ou tentam influenciar o consumidor, não se pode atribuir a culpa de termos uma sociedade consumista à publicidade nem ao marketing que incentivam a tal comportamento, estes hábitos ficam muito mais a dever à formação da sociedade pois eles são mais característicos de umas culturas que de outras que foram orientadas para evitar este tipo de comportamentos nocivos para a sociedade.

Aqui surge o papel do consumerismo, isto é, do consumo responsável, com perfeito equilíbrio entre produtores, consumidores e distribuidores, os grupos consumeristas pretendem alertar a população para consumir o necessário não entrando em extravagâncias relativamente às posses de cada um, isto é, sem ultrapassar os limites “aceitáveis” do endividamento, de forma a manterem-se sempre com reservas para precaução de acontecimentos inesperados que possam vir a surgir. Os grupos que agem em defesa do consumidor como o caso da DECO, são exemplos de grupos consumeristas, que também defendem os direitos e deveres dos consumidores, contudo existem grupos consumeristas de diversa índole, por exemplo, consumo sustentável ou aqueles que se preocupam com a origem dos produtos e as condições de produção dos itens.

Concluindo, os movimentos consumeristas exercem um papel muito importante na sensibilização para o consumismo, que em todo o mundo, se tem vido a assistir cada vez mais, contudo o seu papel não se limita a tal facto, estes movimentos procuram também dará conhecer à população algumas informações sobre os produtos que escolhem que não é revelada claramente pelos produtores, alem disso, procura a preservação ambiental, procurando mobilizar o consumidor para produtos ecológicos e para marcas socialmente responsáveis de forma a obter alem de um consumo responsável também obter um consumo sustentável, isto é, sem por em perigo os recursos e o ambiente de que virão a usufruir as gerações vindouras, por forma a garantir que as mesmas tenham pelo menos as mesmas condições de vida que as que se obtêm na actualidade.


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domingo, 11 de julho de 2010


peixes ameaçados

A lista oficial de espécies amea­çadas no Brasil elenca 133 peixes sob risco de sumir no país, mas o número verdadeiro pode ser até seis vezes maior, revela um novo levantamento. O estudo, publicado recentemente na revista científica de acesso livre PLoS One, mostra como a biodiversidade dos rios do país anda mal das pernas. Embora o Brasil abrigue a maior variedade de peixes de água doce do planeta, com quase 2.600 espécies registradas em 2007, 819 delas são classificadas na pesquisa como potencialmente ameaçadas.

A lista de espécies levantada pela pesquisa abrange, em geral, bichos de pequeno porte, não muito conhecidos do público, mas nem por isso menos importantes. Segundo o estudo, no ecossistema dos rios, essas espécies ocupam uma posição intermediária entre os insetos e as grandes espécies de peixes migratórios. São animais como piabas, cascudos e coridoras, esses últimos importantes economicamente por serem apreciados pelos aquaristas.

“É importante lembrar que esse número se refere apenas às espécies com distribuição geográfica restrita”, disse o ictiólogo (especialista em peixes) Paulo Buckup, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. “Há também as espécies migratórias, de grande porte, as quais, em muitos casos, também sofrem ameaças sérias.”

Buckup e seus colegas da ONG Conservação Internacional, do Museu de Zoologia da USP e de outras instituições tomaram como base, na análise feita, 540 microbacias hidrográficas, pertencentes às grandes redes de rios do país. Nessas pequenas bacias, eles mapearam as espécies que só ocorrem em tais regiões delimitadas, cujos registros feitos por cientistas são relativamente escassos.

Segundo critérios internacionais, esse fato já é suficiente para considerá-las vulneráveis ao sumiço permanente
.

sexta-feira, 9 de julho de 2010


Licitação do lixo foi homologada


A prefeitura de Curitiba, que preside o Consórcio Intermunicipal para Gestão de Resíduos Sólidos, já homologou o resultado da licitação para escolha da empresa que vai operar o novo sistema de processamento de lixo, confirmando o consórcio Recipar como vencedor com o preço de R$ 51,11 por tonelada. O ato, no entanto, não foi publicado. Com isso, a decisão judicial determinando a análise da proposta do consórcio Paraná Ambiental, desclassificado por apresentar um preço inferior ao considerado exequível pelo edital, pode cair por terra. A decisão é o único obstáculo para a contratação do consórcio ganhador.

O Sistema Integrado de Processamento e Aproveitamento de Resíduos (Sipar) deveria receber o lixo de Curitiba e outros 19 municípios do consórcio após o fechamento do aterro da Caximba, que deve ocorrer em novembro, por determinação da Justiça. No entanto, como não há tempo para que o sistema entre em funcionamento, o consórcio de municípios está adotando a contratação de aterros privados como uma solução temporária. Além da ação do Paraná Ambiental, o próprio edital de licitação dá o prazo de quatro meses para a empresa ganhadora colocar o sistema em funcionamento.

A homologação do resultado foi assinada em 24 de fevereiro, mas não foi publicada, até agora, no Diário Oficial do município nem em anúncios em jornais, como os atos anteriores no processo licitatório. Mesmo assim, pode acarretar na derrubada da decisão liminar da 2.ª Vara da Fazenda, que em 26 de fevereiro, sem manifestação da prefeitura, determinou a análise da exequibilidade do preço do Paraná Ambiental. O consórcio foi desclassificado da licitação por apresentar o preço de R$ 35,77, inferior ao mínimo exigido em edital (R$ 39,69).

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) está investigando denúncias de irregularidades nas licenças ambientais dos aterros privados em instalação na Região Metropolitana de Curitiba e pode vir a suspendê-las. “Rece­bemos muitos questionamentos de vários setores da sociedade sobre esses empreendimentos e, como eles podem vir a receber o lixo da região, queremos determinar se as críticas são coerentes”, afirma o secretário de Meio Ambiente, Jorge Augusto Callado Afonso.

As licenças estão sendo revisadas por um grupo de profissionais do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), do Instituto das Águas do Paraná e da Mineropar, que não participaram anteriormente do processo de licenciamento. Eles terão até o dia 16 para apresentar um parecer. Nesse meio tempo, as licenças continuam válidas. Entre as áreas investigadas está o empreendimento da empresa Estre Ambiental, em Fazenda Rio Grande, único apto a receber o lixo de Curitiba e região e que está a menos de 500 metros das residências no entorno, como exige a resolução 31 de 1998, da Sema. O IAP alega que a regra se aplica apenas a resíduos não industriais, mas o texto não traz essa restrição.

Além da área da Estre, são in­vestigadas as licenças de instalação dos empreendimentos da Protocol Consultoria e Empreen­dimentos Ambientais, em Ita­peruçu, e da Ponta Grossa Ambiental, no município dos Campos Gerais. “Mesmo não estando na região metropolitana, já se cogitou no passado a possibilidade de o lixo ir para lá”, esclarece Callado. Também está na lista o empreendimento de biorremediação da Estre em Balsa Nova, que conta com licença de operação para processamento de resíduos industriais, mas não para seu aterramento.

Das 170 mil toneladas de lixo produzidas diariamente no País, 40% vão para lixões ou aterros com problemas (como não isolamento do material), 12% não são coletadas e 48% acabam em aterros sanitários.

Com a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a maioria dos municípios terá de mudar maus hábitos ao lidar com o lixo.
A nova lei proíbe tanto o lançamento de resíduos sólidos ou rejeitos a céu aberto quanto a fixação de habitações nas áreas de disposição final do lixo. O número de aterros sanitários deve aumentar, apesar dos elevados gastos operacionais. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), os custos de um aterro sanitário variam de R$ 52,4 milhões para os de pequeno porte (capacidade de 100 toneladas de resíduos por dia) a R$ 525,8 milhões para os de grande porte (2 mil toneladas). - GP