terça-feira, 30 de junho de 2009


Desmond Mpilo Tutu bispo sul-africano da Igreja Anglicana, bispo Tutu nasceu em Klerksdorp no dia 07 de outubro de 1931, numa época em que os negros tinham que carregar uma identificação especial e apresentá-la aos policiais brancos quando fossem requisitados. Em 1948, houve eleições na África do Sul, mas como somente os brancos puderam votar, o partido eleito era abertamente racista.Desmond estudou na Escola Normal de Johannesburgo e, em 1954, na Universidade da África do Sul. Ainda aos 24 anos escreveu ao Primeiro ministro de seu país sobre o apartheid, que chamou de "uma política diabólica".

Trabalhou como professor secundário e ordenou-se ministro anglicano em 1960.

De 1967 a 1972, estudou teologia na Inglaterra. Enquanto estava ausente, a situação na África do Sul piorou e os negros eram presos somente por usar banheiros, beber nas fontes ou ir à praia.

Em 1968, um protesto calmo feito por estudantes negros transformou-se em tragédia quando a polícia reagiu com um violento ataque, com carros armados, cães e gases.

Em 1975, Desmond Tutu foi o primeiro negro a ser nomeado decano da Catedral de Santa Maria, em Johannesburgo, uma posição pública que o fazia ser ouvido.

Sagrado bispo, dirigiu a diocese de Lesoto de 1976 a 1978, ano em que se tornou secretário-geral do Conselho das Igrejas da África do Sul. Sua proposta para a sociedade sul-africana incluía direitos civis iguais para todos, abolição das leis que limitavam a circulação dos negros, um sistema educacional comum e o fim das deportações forçadas de negros.

Por sua firme posição contra a segregação racial ganhou, em 1984, o Prêmio Nobel da Paz.

Na mesma época foi eleito arcebispo de Johannesburgo e depois, da Cidade do Cabo.

Recebeu o título de doutor honoris causa de importantes universidades dos EUA, do Reino Unido e da Alemanha.

Em 1996, após a extinção do apartheid, presidiu a comissão de Reconciliação e Verdade, destinada a promover a integração racial na África do Sul, com poderes para investigar, julgar e anistiar crimes contra os direitos humanos praticados na vigência do regime.

Em 1997 divulgou o relatório final da Comissão, que acusava de violação dos direitos humanos tanto as autoridades do regime racista sul-africano como as organizações que lutavam contra o apartheid.

É membro do comitê de patrocínio da Coordenação internacional para o Decênio da cultura da não-violência e da paz.

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Sempre que ouvimos falar em África, logo formamos imagens de guerras, fome, seca, miséria. São quase 700 milhões de habitantes vivendo em 52 Estados, numa área de 30 milhões de quilômetros quadrados. Em seu conjunto, a população africana vive uma situação incomparável de tragédia humana. Apesar da extrema miséria, a África ocupou um lugar importante durante a Guerra Fria.A luta pela independência, desenvolvida por gruposnacionalistas em diversos países africanos, ganhou força na segunda metade do século XX. O apoio a esses grupos, por parte de Washington e Moscou, contava pontos na disputa ideológica entre as duas superpotências.

Os zulus eram originalmente um grande clã onde hoje é o norte do kwaZulu-Natal. Foi fundada por Zulu kaNtombhela. Em 1816, os zulus formaram um poderoso estado sob liderança de Shaka.

Em 11 de dezembro de 1878, os britânicos entregaram um ultimato aos onze chefes representados por Setshwayo. Os termos incluíam a rendição de seu exército e aceitar a autoridade britânica. Cetshwayo recusou e a guerra começou em 1879. Os zulus ganharam em 22 de janeiro a batalha de Isandlwana. A virada dos britânicos veio com a batalha em Rorke's Drift e sua vitória veio com a batalha de Ulundy em 4 de Julho.

No final da Segunda Guerra Mundial, não havia mais clima político no mundo para a preservação de impérios coloniais.

Nesse quadro, os impérios coloniais ainda existentes eram uma anomalia, o resquício de um ciclo histórico já ultrapassado.

Os sinais de enfraquecimento dos impérios coloniais, somados ao apoio retórico da União Soviética às lutas nacionalistas, estimularam as lideranças africanas a buscar o caminho da independência.

Um dos primeiros projetos foi o do pan-africanismo, ou a união de todas as nações africanas, formulado pelo líder negro Jomo Kennyata, do Quênia. O principal obstáculo do pan-africanismo era a diversidade étnica e cultural do continente. Existiam, como ainda existem, muitas "Áfricas" diferentes, impedindo as tentativas de aliança dos países africanos. Essa inexistência de uma "identidade africana" deve-se, em grande parte, ao fato de a África ter sido dominada, dividida e explorada por potências que nunca se preocuparam com os traços culturais daquelas populações.

Na Argélia, onde a luta de libertação havia começado em 54, o processo foi mais doloroso. Os colonos franceses, ou pés pretos, recusaram-se a entregar as terras aos argelinos e atacaram os nativos com violência. A independência da Argélia seria reconhecida pela França somente em 1962, durante o governo do general Charles de Gaulle. Na África subsaariana, ao sul do deserto do Saara, foi Gana, o primeiro Estado negro a conquistar aindependência , em 1957, sob a liderança de Kuame Nkrumah. Junto com Jomo Kenyatta, foi um dos principais partidários da política pan-africanista.

No Quênia, a revolta nacionalista ganhou impulso em 1952, quando membros dos kikuyu, a tribo mais numerosa do país, formaram uma organização clandestina, os Mau-Mau, contra os colonizadores britânicos. O Quênia obteve a independência em 63 e elegeu como seu primeiro presidente o líder Jomo Kenyatta. Ele governaria o país até sua morte, em 1978, quando seria sucedido pelo vice, Daniel Arap Moi.

Um dos processos mais sangrentos de independência aconteceu no Congo Belga, depois chamado de Zaire, o segundo maior país africano em extensão territorial, depois do Sudão. O antigo Congo havia sido um presente da Conferência de Berlim ao Rei Leopoldo II, da Bélgica, em 1885. Um presente e tanto: um vasto território rico em cobalto, ferro, potássio e... diamantes.

Com tantas riquezas naturais à disposição, os belgas resistiram com uma forte repressão ao movimento de independência do Congo.

Os confrontos entre nativos e colonos belgas se intensificaram até a conquista definitiva da independência, em junho de 1960.

Em 1971, sob o governo de Joseph Mobutu, o Congo Belga passou a se chamar Zaire. Todos os zairenses com nomes europeus foram obrigados a adotar nomes africanos. O próprio presidente passou a Mobutu Sese Seko. Em 1997, após a queda do ditador Seko, o Zaire passaria a se chamar República Democrática do Congo.

Um a um, todos os Estados africanos conquistaram a independência, com exceção das colônias portuguesas Angola, Moçambique e Guiné-Bissau.

Os três Estados só chegaram à independência nos anos 70, depois da morte do ditador Antonio Salazar, que governou Portugal entre 1932 e 1970.

Moçambique, uma das nações mais pobres do planeta, foi a que permaneceu mais tempo sob domínio colonial: de 1505, quando os portugueses se apossaram de seu litoral, até 1975. O movimento nacionalista surgiu na década de 50 e ganhou impulso em 1962, com a criação da Frente de Libertação de Moçambique, a Frelimo, de linha marxista, liderada por Eduardo Mondlane. Através da tática de guerrilha, a Frelimo adquiriu em 64 o controle de todo o norte da colônia. Mondlane seria assassinado em 69, no exílio, e substituído por Samora Machel. Depois da morte de Salazar, em 1970, as derrotas de Portugal nas colônias africanas foram ampliando a insatisfação entre os militares portugueses.

Moçambique passou a ser governado pelo líder da Frelimo, Samora Machel, que implantou um modelo socialista inspirado no leste europeu e na China de Mao Tse-tung. Além das dificuldades econômicas, Machel precisou enfrentar as ações da Resistência Nacional Moçambicana, Renamo, um grupo anticomunista apoiado pela África do Sul.

Em um novo governo reintroduziu a agricultura privada e se afastou gradativamente dos países socialistas, a fim de obter ajuda econômica ocidental. Em 1990, sob o impacto da queda do Muro de Berlim, a Frelimo abandonou o marxismo. Mas a guerra entre o governo e a Renamo continuou, num país repleto de minas explosivas, terras cultiváveis afetadas pela devastação das batalhas e uma população vitimada pela fome, tifo e cólera.

Outro país que só conheceu a independência nos anos 70 foi Angola, a luta pela independência em Angola teve início na década de 60. A rebelião anticolonial se expressava através de três grupos rivais. Os principais eram o Movimento Popular de Libertação de Angola, MPLA, e a União Nacional para a Independência Total de Angola, UNITA. A rivalidade entre os grupos resultou em luta armada após a Revolução dos Cravos. O apoio estrangeiro a cada facção em luta espelhava claramente a Guerra Fria na África. A Unita recebeu ajuda dos Estados Unidos, da França e da África do Sul, enquanto o MPLA teve o auxílio soviético e cubano.
A África do Sul queria deter o avanço de movimentos de esquerda no continente, avanço que poderia estimular a luta contra o apartheid sul-africano.
Em novembro de 75, Lisboa renunciou oficialmente ao controle da colônia e o MPLA proclamou a República Popular de Angola. A Unita, liderada por Jonas Savimbi, prosseguiria a guerrilha com o apoio dos Estados Unidos. Um acordo entre o governo e a Unita estabeleceu a convocação de eleições democráticas, realizadas em setembro de 92. Mas a Unita não aceitou o resultado e reiniciou a guerra civil. Os combates devastaram o país e provocaram a fome em grande escala. Segundo dados da ONU, 1,5 milhão de angolanos estavam ameaçados de morrer de inanição em 1993. Naquele ano, os Estados Unidos reconheceram o governo do MPLA e retiraram o apoio à Unita.

De um modo geral, os conflitos e guerras civis nos países africanos foram causados por uma combinação de componentes ideológicos, econômicos e étnicos. As superpotências e as antigas metrópoles coloniais estimulavam a formação de facções, contribuindo com armas e dinheiro. Nesse jogo complexo, os interesses de Washington e Moscou muitas vezes se misturavam às relações de ódio entre as tribos africanas, uma herança da época da escravidão e da administração colonial.

A África do Sul também constituía um caso à parte, em função do regime de segregação racial, o apartheid, que vigorava no país.

Esse emaranhado de conflitos étnicos e geopolíticos está bem representado pela história da África so Sul, iniciada ainda no século XVII, época da chegada dos holandeses à região.
Em 1910, juntaram-se às colônias do Cabo e de Natal para constituir a União Sul-Africana. Os negros, no entanto, eram a imensa maioria e constituíam uma ameaça ao domínio da minoria branca.

Ingleses e africâners, para minimizar a inferioridade numérica, fecharam em 1911 o primeiro acordo para a aprovação de leis segregacionistas contra a população negra. A política de segregação racial seria oficializada em 1948, com a chegada ao poder do Partido Nacional. O candidato Daniel Malan, simpatizante da ideologia nazista, elegeu-se usando na campanha a palavra apartheid, que em africâner significa separação.

Em 1961, a África do Sul obteve sua independência completa e retirou-se da Comunidade Britânica.

A partir de 71, os negros foram confinados nos bantustões, nações tribais instaladas numa área correspondente a 13% do território sul-africano. O objetivo dos bantustões era dividir a população negra, acentuando as diferenças históricas e culturais entre as tribos. Além disso, os governantes negros dos bantustões passaram a apoiar o apartheid, sistema que lhes assegurava o privilégio do poder local.

A oposição ao regime segregacionista tomou corpo na década de 60, quando o CNA,lançou uma campanha de desobediência civil. Nascia ali a semente de uma longa luta que culminaria no fim do apartheid, nos anos 90.
A dominação branca começou a perder força com o processo de descolonização em toda a África, principalmente após o fim do império colonial português e a queda do governo de minoria branca da Rodésia, atual Zimbábue, em 1980.

Para os Estados Unidos, no início dos anos 80 a situação da África do Sul era incômoda. De um lado, Washington tinha o apoio do exército sul-africano na luta contra os comunistas em toda a região. De outro lado, o apartheid provocava indignação cada vez maior em todo o mundo, tornando difícil a manutenção do apoio ao regime racista.
Do ponto de vista dos capitalistas, o apartheid não era um regime interessante, porque limitava o acesso da população negra ao mercado de consumo. Além disso, o Partido Comunista sul-africano também lutava contra o racismo, o que poderia levar a uma aproximação entre o partido e o Congresso Nacional Africano.
A partir de 1989 , Frederik de Klerk, revogou, uma a uma, as leis racistas do apartheid e iniciou entendimentos com o CNA. Em fevereiro de 1990, Mandela foi colocado em liberdade, após 28 anos de prisão.
Em abril de 1994, foram realizadas as primeiras eleições multirraciais da história da África do Sul. Eleições vencidas por Nélson Mandela.
Os Estados africanos, artificialmente divididos, ainda são cenário de guerras civis provocadas por ódios tribais. Muitas ditaduras são mantidas através das armas, e a doença, a fome e a seca continuam ceifando a vida de milhões de pessoas, com o fim da Guerra Fria, a África perdeu sua importância

A miséria da África não tem causas naturais. Ela é um legado da escravidão, da dominação colonial e, na segunda metade do século XX, do jogo entre as superpotências durante a Guerra Fria. O mundo tem uma dívida para com a África. Uma dívida infinita.

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"Seja a mudança que você quer ver no mundo."

Segunda a tradição do Tibet, os dalai lamas são reconhecidos como a reencarnação do príncipe Chenrezig, o Avalokitesvara, o portador do lótus branco, que representa a compaixão, ou mais simplesmente como uma das reencarnações de Buda. Sua Santidade, o dalai lama, é o líder temporal e espiritual do povo do Tibete.Tenzin Gyatzo , o 14º dalai lama, nasceu numa família de camponeses.
Aos dois anos foi reconhecido como sendo a reencarnação do 13º dalai lama, que o precedeu, segundo a tradição tibetana.Iniciou seus estudos aos seis anos. Mudou-se para Lhasa, a capital do Tibete, passando a residir no Palácio de Potala, onde iniciou um longo preparo para sua missão. Em Lhasa realizou seus estudos preparatórios de história e filosofia e tornou-se líder espiritual do Tibete.
Com a invasão do Tibete pela China, em 1950, o dalai lama tornou-se chefe de Estado, passando a liderar as negociações pela soberania do Tibet. Aos 24 fez seus exames preliminares nas três universidades monásticas: Drepung, Sera e Gandre. No ano seguinte concluiu o doutorado em filosofia budista.Ao contrário de seus predecessores, o dalai lama estabeleceu contato com dirigentes e líderes religiosos de todos o mundo.
Após uma fracassada rebelião nacionalista, em 17 de março 1959, o dalai lama fugiu para o exílio, na . Foi seguido por 80 mil tibetanos.
A partir de 1960, o dalai lama passou a residir na cidade de Dharamsala, na Índia, que se tornou a sede do governo tibetano no exílio. A cidade ficou conhecida como "pequena Lhasa".Durante os vinte anos seguintes, o dalai lama encetou esforços para encontrar uma solução pacífica para a independência do Tibete, embora o governo tibetano no exílio e o governo da China não mantivesem relações diplomáticas.
A partir de 1980, uma série de esforços diplomáticos foram realizados no sentido de favorecer a reaproximação entre os dois governos.Em 1987 o dalai lama elaborou um plano de paz de cinco pontos para a libertação do Tibete, que foi rejeitado pelo governo chinês. O dalai lama tornou-se uma personalidade mundial, representando o esforço de paz entre os homens. Em 1989 recebeu o Prêmio Nobel da Paz.

"Sempre acreditei que é muito melhor termos uma série de religiões e várias filosofias, do que uma única religião ou filosofia. Isto é necessário por causa das disposições mentais diferentes de cada ser humano. Cada religião possui certas idéias ou técnicas características, e aprender sobre elas só pode enriquecer a fé de alguém."

Sua Santidade encontrou-se no Vaticano com os papas Paulo VI (em 1973) e João Paulo II (em 1980, 1982, 1986, 1988 e 1990).

Em 1981, Sua Santidade conversou com o Arcebispo de Canterbury, Dr. Robert Runcie, e com outros líderes da Igreja Anglicana em Londres.

Em Outubro de 1989, durante um diálogo realizado em Dharamsala contando com a presença de oito rabinos e acadêmicos dos Estados Unidos, Sua Santidade enfatizou: "Quando nos tornamos refugiados, sabemos que nossa luta não seria fácil; ela levará muito tempo, gerações. Com freqüência nos referimos ao povo judeu e à forma como ele manteve sua identidade e fé a despeito de tamanha privação e sofrimento. Quando as condições externas amadureceram, ele estava prontos para reconstruir sua nação. Assim, pode-se concluir que há muitas coisas a aprender com os irmãos e irmãs judeus."
Simplesmente um monge budista

Sua Santidade o Dalai Lama freqüentemente diz: "Eu sou simplesmente um monge budista nem mais nem menos."
Ele realmente segue os preceitos da vida de um monge. Vivendo em uma pequena cabana em Dharamsala, levanta-se todos os dias às 4 horas da manhã para meditar, e cumpre uma atribulada agenda de encontros administrativos, audiências particulares, ensinamentos e cerimônias religiosas. Conclui o dia, sempre, com orações.
Ao revelar as suas maiores fontes de inspiração, ele normalmente cita seus versos favoritos, encontrados nos escritos do reconhecido santo budista Shantideva:
Enquanto o espaço existir,
enquanto seres humanos permanecerem,
devo eu também permanecer
para dissipar a miséria do mundo.

"O aprimoramento da paciência requer a presença de alguém que deliberadamente nos faça mal. Esse tipo de pessoa nos dá a chance de praticarmos a tolerância. A nossa força interior é posta à prova com mais intensidade do que aquela de que o nosso guia espiritual seria capaz. Em essência, o exercício da paciência nos protege da perda da confiança."

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O Tibete existe como uma região unificada desde o século 7. As fronteiras da região foram firmadas em um acordo formal de paz com a China entre os anos 821 e 823.

No século 13, quando o líder mongol Genghis Khan estendeu seu domínio da China até a Europa, os líderes tibetanos tiveram que firmar um acordo para manterem uma certa autonomia: eles prometeram lealdade em troca de proteção.

O órgão do governo no exílio informa ainda que, mesmo com as conquistas tanto de Genghis Khan como de seu filho, Kublai Khan --que estabeleceu a dinastia Yuan (1279-1368) após conquistar a China--, o território tibetano nunca foi anexado à China.

O laço político com o governo Yuan foi rompido em 1350, antes da China recuperar sua independência, e não manteve laços com o governo da dinastia Ming (1386-1644).
O dalai-lama estabeleceu então uma ligação religiosa com os imperadores da dinastia Qing (1644-1911), tornando-se guia espiritual do imperador chinês, aceitando proteção em troca mas, segundo o órgão, sem que isso afetasse a independência do Tibete.
A ligação com os imperadores dessa dinastia já era inoperante à época da breve incursão britânica em Lhasa, após o que foi assinada a Convenção de Lhasa em 1904.

Mesmo já sem influência, o governo chinês continuou a afirmar sua autoridade sobre o Tibete: em 1910 o Exército imperial chinês ocupou a capital tibetana, mas, após a revolução em 1911 e a derrubada do império, o exército chinês se rendeu às forças tibetanas e foram repatriados. O dalai-lama então reafirmou a independência do país.

Entre 1911 e 1950, o Tibete conseguiu manter o status de país independente --durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) o Tibete permaneceu neutro, apesar das pressões de EUA, Reino Unido e China para permitir a passagem de matérias-primas pela região.

O Tibete foi alvo de investidas militares da China entre 1949 (ano em que Mao Tsé-tung comandou a Revolução Chinesa e chegou ao poder no país) e 1950. O que então era uma região independente foi ocupada pelo governo comunista.

A ação militar deixou, segundo o site da organização Itim (Organização Internacional para a Independência do Tibete), 10 mil mortos. Em 1950, o 14º dalai-lama, Tenzin Gyatso (líder ao mesmo tempo religioso e político, que tinha apenas 15 anos) teve de assumir o poder político no país.

Em 1951, uma delegação tibetana assinou com o governo chinês o documento conhecido como Acordo dos 17 Pontos, pelo qual a China pretendia adotar "medidas para a liberação do Tibete".

Em 1954, o dalai-lama foi a Pequim para realizar conversações de paz com Mao e outros líderes chineses. Em 1956, durante uma visita à Índia, ele teve uma série de reuniões com o primeiro-ministro Jawaharlal Nehru sobre a deterioração da situação no Tibete.

Os esforços para se chegar a uma solução pacífica foram frustrados pela política brutal da China contra o Tibete. Os movimentos de resistência contra a ocupação chinesa começaram a ganhar força.

No dia 10 de março de 1959, o general chinês Chiang Chin-wu convidou o dalai-lama para uma apresentação de dança no acampamento militar da China em Lhasa. O convite foi depois reiterado, mas com a ressalva de que o Dalai-lama não deveria ser acompanhado por soldados tibetanos e nem por guarda-costas.

Quando o convite se tornou público, uma multidão de tibetanos se reuniu em torno do palácio Norbulingka (a residência de verão do líder tibetano) para pedir ao dalai-lama que não comparecesse ao evento.

Em 17 de março do mesmo ano, o dalai-lama foi instruído a deixar o país: ele conseguiu chegar à fronteira com a Índia três semanas depois, e foram escoltados por soldados indianos até a cidade de Bomdila. O governo indiano já havia oferecido asilo para o dalai-lama e seus seguidores.

Em 1963, ganhou status de Região Autônoma. Em 1989, a causa da independência do Tibete ganhou força no Ocidente após o massacre de manifestantes pelo Exército chinês na praça da Paz Celestial e a entrega do Nobel da Paz ao dalai-lama.

Desde o final dos anos 1990, a China tenta legitimar sua presença no Tibete por meio do crescimento econômico a partir de 1999, a economia local cresceu 12% ao ano. O governo chinês também tenta dominar o país através da presença de chineses da etnia majoritária han e do controle da sucessão religiosa.

Administração Central do Tibete (o governo tibetano no exílio) em Nova York, cerca de 120 mil tibetanos vivem exilados. A maior concentração fica na Índia, com 85 mil tibetanos.

O governo no exílio é baseado em Dharamshala (norte da Índia) e tem representações em Nova Déli (Índia), Nova York (EUA), Genebra (Suíça), Tóquio (Japão), Londres (Reino Unido), Canberra (Austrália), Paris (França), Moscou (Rússia), Pretória (África do Sul) e Taipé (Taiwan).

O Tibete do ponto de vista da China e do próprio Tibete. Na visão chinesa, o Tibete foi liberado de sua condição feudal de servidão, vivendo em condições de extrema pobreza. Desde 1959, a China alega, segundo a organização, que os tibetanos passaram a ter liberdade e direitos, e que hoje desfrutam de crescimento econômico e progresso social.

Na visão tibetana, no entanto, fome e privações graves nunca ocorreram no Tibete; a "liberação", por sua vez, teria resultado na morte de 1,2 milhão de pessoas e na destruição de 6.000 monastérios e centros culturais. O ex-secretário do Partido Comunista, Hu Yaobang, chegou mesmo a admitir em 1980, segundo o Itim, que os padrões de vida dos tibetanos haviam declinado desde 1959 e que a presença chinesa na região era um obstáculo ao desenvolvimento.


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segunda-feira, 29 de junho de 2009


Filho de pai negro e mãe com pele clara, o Malcolm Little e seus 7 irmãos iriam sofrer todos os preconceitos de uma sociedade extremamente preconceituosa, desigual e racista. Sua infância e adolescência foram marcadas pela violência característica dos guetos pobres norte-americanos.

Ainda mais após a morte brutal de seu pai, Earl Little,pastor batista afro-americano de militância ativa: o reverendo Earl Little, também filiado a UNIA – Associação para a Melhoria Universal do Negro.

Possuía uma deficiência, sendo cego de um olho e era alto, 1 metro e 90 centímetros de altura.

Earl era de Reynolds, estado da Geórgia, sul dos Estados Unidos e logo cedo teve que abandonar os estudos, para ajudar no sustento da família. Era um seguidor das idéias de Marcus Garvey que propunha para o negro a liberdade, independência e o amor próprio, além do retorno a África.

Foi 1931, violentamente assassinado após um espancamento. Seu corpo foi jogado em uma linha do trem e partido em dois após a passagem do mesmo. O Sr. Little foi mais um negro, entre milhares, a ser assassinado pelo ódio racista da classe dominante branca. Os assassinos, mais uma vez, não foram punidos pelo estado americano complascente com os linchamentos que ocorriam.

Assim, sua mãe, Louise Little ficou responsável por sustentar 8 filhos, tarefa praticamente imposível para uma afrodescente em uma sociedade como a norte-americano dos anos 1930. A mãe não suportou a presão e foi internada em um hospital para pessoas com deficiência mental. Após isso, a família foi separada, os dois irmãos mais velhos foram abandonado a própria sorte, pois já não tinham idade para a adoção. Os outros foram adotados por famílias diversas.

Malcolm foi morar em Boston após terminar a 8ª série como o melhor aluno de sua classe, demonstrando muito apreço pela leitura e sonhando em se tornar um advogado. Na cidade passou a viver com sua meia-irmã Ella. Durante a adolescência, sua vida foi como a de outros milhares de afro-americanos em uma sociedade que não lhes dava condições mínimas de cidadania. Malcolm teve que começar a trabalhar como sapateiro, dividindo seu tempo entre os estudos ginasiais e o trabalho. Logo, Malcolm aprendeu que nos Estados Unidos da década de 40, estudar e sonhar não era algo para negros.

Traficou, roubou e foi preso em 1946 juntamente com seu grande amigo Shorty e suas respectivas namoradas brancas. As mulheres brancas tiveram sua pena reduzida para de 1 a 5 anos, mas Malcolm foi condenado a 10 anos e Shorty a 8.

Foi na cadeia que a vida de Malcolm mudou radicalmente de mais um afro-americano que seria oprimido pelo sistema para um dos maiores e conhecidos líderes na luta por direitos civis dos negros nas décadas de 50 e 60 nos Estados Unidos. A chave de sua mudança foi a conversão ao islamismo ocorrida na cadeia.

O X vem dessa conversão e significava suas origens étnicas africanas, segundo revelação divina. Malcolm optava, então, por perder seu sobrenome branco, Little, para carregar o sobrenome de sua origem africana.

O agora Malcolm X começou a integrar a famosa Organização da Nação do Islã (NOI). Nos anos finais na cadeia e após a conversão, Malcolm será um leitor feroz, o que o tornará portador de uma grande erudição, que associado ao seu carisma e poder de oratória serão fatores que o farão o homem mais conhecido dos E.U.A. em fins da década de 50 e início da década de 60. Para se ter uma idéia da importância de X, a figura de Malcolm aparecia mais na mídia do que homens como Martin Luther King e John F. Kennedy.

O primeiro, o contexto da luta por direitos civis da sociedade norte-americana da época, que tinha várias matizes, desde o pacifismo de Martin Luter King até o radicalismo da NOI e dos Panteras Negras. O segundo, é a importância de X na mesma.

A pauta de luta da NOI era extremanente radical e incluia a condenação da miscegenação racial, a separação total entre brancos e negros, a luta por um estado preto, separado de um habitado por pessoas brancas, a desobediência civil e a luta e a desobediência civil para alcançar seus objetivos, X se tornou ministro da organização e seu segundo mais importante lider, atrás apenas de Elijah Muhammad.

Na década de 60, X começa a se desentender com Elijah Muhammad, que culminará com o seu rompimento com a NOI, em 1964. Após isso, faz sua perenigração a Meca, um fato marcante em sua vida. Tanto que mudará seu nome para Al Hajj Malik Al-Habazz. Ao conhecer outras formas de professar sua fé em Alá, sua visão de mundo se torna muito mais tolerante religiosamente.

Ao voltar para os Estados Unidos, funda a Organização da Unidade Afro-Americana, grupo não religioso e não sectário, criado para unir os afro-americanos com claras feições socialistas. X compreende que o problema enfrentado pelos afro-americanos era muito mais complexo do que apenas a cor e a opção religiosa. Era, sim, fruto do desenvolvimento do capitalismo nos E.U.A., em que os afro-americanos estavam no patamar mais baixo da sociedade.

Como tantos outros líderes que lutam por transformações, Malcolm se deparou com a morte repentina, sendo assassinado em 21 de fevereiro de 1965, na sede de sua organização. Ele recebeu 16 tiros de calibres 38 e 45. A maioria deles atinge o coração de X. Ele foi assassinado na frente de sua esposa Betty, que estava grávida, e de suas quatro filhas.

Malcolm X é uma sintese de uma parte do movimento negro nas década de 50 e 60 em três pontos fundamentais: o islamismo, a violência como método para auto-defesa e o socialismo.

A religão foi a porta de entrada de X para se questionar sobre os problemas sociais enfrentados pelos negros. Entretanto, com o decorrer de sua vida, percebeu que a questão do negro não era apenas de caráter teológico, e, sim, uma questão política, econômica e civil de uma sociedade capitalista. Maykon Santos


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Malcolm X vai servir de inspiração a vários movimentos de luta.


"Black Panther Party" - Panteras Negras, a finalidade original do partido era patrulhar guetos negros para proteger os residentes dos atos de brutalidade da polícia. Os Panteras tornaram-se eventualmente um grupo revolucionário marxista que defendia o armamento de todos os negros, a isenção dos negros no pagamento de impostos e de todas as sanções da chamada "América Branca", a libertação de todos os negros da cadeia, e o pagamento de compensação aos negros por séculos de exploração branca. Sua ala mais radical defendia a luta armada. Em seu pico, nos anos de 1960, o número de membros dos Panteras Negras excedeu 2 mil e a organização coordenou sedes nas principais cidades.

Nos meados dos anos de 70, tendo perdido muitos de seus membros e diminuído a simpatia de muitos líderes negros estadunidenses, levaram a uma mudança dos métodos do partido, que mudaram da violência para uma concentração na política convencional e em um fornecimento de serviços sociais nas comunidades negras. O partido estava efetivamente desfeito em meados dos anos de 1980.


Black Power (Poder Negro) é um movimento entre pessoas negras em todo o mundo, especialmente nos Estados Unidos. Mais proeminente no final dos anos 1960 e início dos anos 1970, o movimento enfatizou orgulho racial e da criação de instituições culturais e políticos negros para cultivar e promover interesses coletivos, valores antecipadamente, e segura autonomia para os negros.
O mais antigo conhecimento do uso da expressão "Black Power" veio de um livro de Richard Wright de 1954 intitulado "Black Power". O primeiro uso da expressão em um sentido político pode ter sido por Robert F. Williams, presidente da NAACP, escritor e editor da década de 1950 e 1960. A expressão "Black Power" foi criada por Stokely Carmichael, militante radical do movimento negro nos Estados Unidos, após sua vigésima sétima detenção em 1966. "Estamos gritando liberdade há seis anos. O que vamos começar a dizer agora é poder negro", anunciou.



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Biko era um jovem ativista negro, morreu aos 30 anos, lutando contra o apartheid, dirigente estudantil e fundador do Movimento Consciência Negra.Biko, que dizia que "a arma mais poderosa nas mãos do opressor é a mente do oprimido", foi um defensor dos negros e da sua independência, face aos liberais brancos, na luta contra o apartheid na África do Sul.
Bantu Steve Biko nasceu na cidade de King William em 18 de Dezembro de 1946.

Estudou medicina na Universidade de Natal e tornou-se um ativista estudantil.

Em 1968, com outros companheiros de luta fundou a SASO ( South African Students' Organisation - Organização dos Estudantes Sul Africanos) rompendo com a NUSAS (National Union of South African Students - União Nacional dos Estudantes Sul Africanos), defendendo uma intervenção mais radical e criticando o predomínio e orientação dos liberais brancos na NUSAS.

Biko, que foi o primeiro presidente da SASO, pretendia com esta organização desenvolver a participação dos negros, elevar o seu orgulho e atuar independentemente dos brancos. Para a SASO escreveu diversos documentos com o pseudónimo de Frank Talk.

Biko foi um dos fundadores do Movimento Consciência Negra, defendendo que o principal na luta contra o apartheid era a luta dos negros, a sua organização e mobilização, combatendo a dependência dos negros em relação aos liberais brancos.

Em 1972 fundou a Convenção do Povo Negro (Black People's Convention) e foi eleito seu presidente honorário. Também em 72 foi expulso da Universidade e passou a trabalhar em programas para a comunidade negra (Black Community Programs - BCP), participando na construção de clínicas, creches e no apoio aos trabalhadores negros.

Em Março de 1973 foi "banido" e proibido de sair da cidade de King William.
"Banido" significava que não podia comunicar com mais de uma pessoa de cada vez, desde que não fosse da sua família, e não podia publicar nada, tal como os seus escritos anteriores não podiam ser divulgados ou citados. Apesar disso, dirigiu uma secção do BCP na sua cidade, mas posteriormente foi também proibido de ter quaisquer ligações com os programas da comunidade negra.

Não obstante a repressão de que era vítima, Biko criou em 1975 um fundo de apoio aos presos políticos e às suas famílias. As organizações que criou e apoiou, nomeadamente as organizações estudantis, tiveram um papel decisivo nos levantamentos do Soweto, em 1976.

Biko foi perseguido e preso por diversas vezes.

Em 18 de Agosto de 1977 foi preso juntamente com o seu companheiro Peter Cyril Jones, acusados de desobedecerem às leis do apartheid. Biko foi barbaramente agredido e torturado numa prisão em Port Elizabeth o que lhe provocou uma hemorragia cerebral. A 11 de Setembro foi transportado para a prisão central de Pretória, onde morreu a 12 de Setembro.

O governo do apartheid primeiro afirmou que ele tinha morrido devido a uma greve de fome, posteriormente perante a gravidade visível das lesões na cabeça, afirmaram que se tentou suicidar, batendo com a cabeça.

A Comissão de Verdade e Reconciliação criada após o fim do apartheid, não perdoou aos seus assassinos.

Mas, em Outubro de 2003, o Ministério Público da África do Sul anunciou que os cinco polícias acusados do crime não seriam processados por falta de provas, alegando que faltavam testemunhas que provassem a acusação e considerando ainda que a possibilidade de acusação pelo crime de lesões corporais já tinha caducado.

A morte de Biko foi largamente noticiada internacionalmente pelo grande prestígio que granjeara, o seu funeral foi acompanhado por milhares de pessoas, estando inclusivamente presentes diversos embaixadores estrangeiros.

O assassinato de Biko tornou-se um símbolo da brutalidade do regime do apartheid.

A sua vida, luta e morte tornaram-se amplamente conhecidos pelo trabalho desenvolvido por Donald Woods, um seu amigo jornalista branco, que fotografou o seu cadáver com os ferimentos e um ano depois publicou um livro, "Biko", descrevendo a sua vida e morte, Biko morreu em consequência de bárbaras torturas da polícia sul africana, do regime de apartheid. .

Em 1980, Peter Gabriel editou um álbum que incluía a canção "Biko", que se tornou um hino mundial contra o apartheid e que foi posteriormente cantada por outros artistas, como por exemplo Joan Baez.

Em 1987, Richard Attenborough realizou o filme Cry Freedom (Grito de Liberdade) sobre a vida de Biko e no qual a música de Peter Gabriel foi incluída na banda sonora,

Em 1997, no vigésimo aniversário da sua morte, Nelson Mandela fez sua homenagem a Steve Biko, afirmou: "Um dos grandes legados da luta que Biko travou e pela qual morreu , foi a explosão do orgulho entre as vítimas do apartheid" , e inaugurou uma estátua em sua memória.

A morte de Biko foi ampliando e elevando o combate ao regime do apartheid na África do Sul.

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"Black Panther Party for Self-Defense"

• Huey Newton nasceu em 1942. Foi preso por vandalismo várias vezes. Aprendeu a ler na cadeia e estudou direito. Segundo ele, para virar um ladrão melhor.

• Em 1971, Huey viajou para a China. Foi recebido com honras de chefe de Estado pelo próprio Mao Tsé-tung. O livro de cabeceira de Huey era o Livro Vermelho de Mao.

• Nem todos os cineastas gostavam dele. "Tudo o que Huey fez em Hollywood foi passar sífilis e gonorréia para um monte de atrizes", disse o roteirista Buck Henry.

• Foi preso em 1985, acusado de desviar fundos do programa de merenda escolar dos panteras-negras para manter o seu vício.

Em 1967, a Califórnia ficou dividida. No sul, explodia o "paz e amor" dos hippies.

Ao norte, o sentimento era de ódio. Civis negros enfrentavam à bala policiais brancos, que chamavam de "porcos".

No ano anterior, Huey Newton criara o "Partido dos Panteras-Negras para a Autodefesa",mais conhecido como "Black Panther Party" com o amigo Bobby Seale, líder estudantil. Não era um partido político, mas um grupo de protesto contra a violência racista branca.

A polícia de Oakland, principal cidade do movimento, tentou acabar com os panteras pela força. Os tiros, porém, saíram pela culatra. Num confronto, Huey matou um policial branco. Foi preso, e o caso ganhou atenção da mídia em todos os EUA.

Na Olimpíada de 1968, dois atletas americanos negros fizeram no pódio o sinal do movimento: o punho cerrado.

Em 1970, Newton foi absolvido e o grupo cresceu mais ainda. Além de combater o racismo, sua causa era nada menos do que instalar um regime marxista nos EUA. Valia tudo: eleições (Seale concorreu à prefeitura de Oakland, mas não ganhou), marchas, protestos e, claro, tiroteios.

Uma das armas era o carisma de Newton. Boa-pinta, sempre de jaqueta e boina pretas, parecia um Che Guevara em versão black. O FBI tentou de tudo para estrangular o movimento: infiltração de agentes, fraude de documentos, prisões. Nada deu certo. Huey só não resistiu a duas coisas: à fama e à cocaína.

Em 1970, as estrelas de Hollywood o descobriram e levaram Huey para passear por mansões e cheirar pó. O pantera adotou idéias mais radicais e temperamento mais violento. Em 1974, doidão, matou uma prostituta de 17 anos.

Bert Schneider (produtor de Easy Rider – Sem Destino) pagou a fiança. Mas a população queria linchá-los e a promotoria, prendê-lo. Foi então que Schneider e 3 figurões de Hollywood armaram uma fuga de Huey para Cuba, via México. Deu certo: o pantera-negra foi recebido como herói por Fidel Castro. Lá virou professor e torneiro mecânico.

Quando voltou para os EUA em 1977, Huey já não era o mesmo. Nos anos 80, tentou voltar à vida pública, em vão.

Alquebrado, preso às drogas, entrou para o tráfico. Morreu em 22 de agosto de 1989 em Oakland, baleado por um traficante adolescente.


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Martin Luther King (1929-1968), pastor norte-americano, Prêmio Nobel, um dos principais líderes do movimento americano pelos direitos civis e defensor da resistência não violenta contra a opressão racial.Foi escolhido líder do movimento a favor dos direitos civis das minorias após organizar o famoso boicote ao transporte público em Montgomery (Alabama), em 1955.

Lutou por um tratamento igualitário e contribuiu para a melhoria da situação da comunidade negra, mediante protestos pacíficos e discursos enérgicos sobre a necessidade do fim da desigualdade racial. Em 1963, dirigiu uma marcha pacífica do monumento a Washington até o Lincoln Memorial, onde pronunciou seu discurso mais famoso: "Eu Tenho um Sonho".

O boicote aos ônibus de Montgomery

Naquele mesmo ano, a Corte Suprema dos Estados Unidos proibiu qualquer tipo de educação pública segregadora, e no rastro daquela decisão, o Sul segregado logo foi desafiado em todas as áreas da administração pública. Em 1955, King, que havia acabado de terminar o doutorado, foi indicado para coordenar um boicote aos ônibus de Montgomery.

Os líderes negros da cidade haviam organizado o boicote para protestar contra a segregação racial em vigor no transporte público após a prisão de Rosa Parks, uma mulher negra que havia se recusado a ceder o seu lugar a uma passageira branca. Durante a ação, que durou 381 dias, King foi preso, a sua casa foi atacada e muitas ameaças foram feitas contra a sua vida. O boicote foi encerrado mediante um mandado da Suprema Corte proibindo qualquer transporte público segregador.

O boicote de Montgomery foi uma vitória do protesto pacifista, e King emergiu como líder altamente respeitado. Como conseqüência os clérigos negros de todo o Sul organizaram a Conferência de Lideranças Cristãs do Sul (SCLC), tendo King como presidente.

Liderança quanto aos direitos civis

Em uma visita à Índia em 1959, King pôde compreender melhor o que entendia por Satyagraha, o princípio de persuasão não violenta de Gandhi, que King estava determinado a empregar como o seu principal instrumento de protesto social.

Entre seus protestos destacam-se a campanha, em 1963, a favor dos direitos civis em Birmingham, Alabama, a realização do censo para aprovação dos votos dos negros, o fim da segregação racial e a melhoria da educação e de moradia para os negros nos estados do sul.

Dirigiu a histórica ”marcha” para Washington, em 28 de agosto de 1963, onde pronunciou o famoso discurso I have a dream (Eu Tenho um sonho).

Em 1964 recebeu o Prêmio Nobel da Paz.

Ampliação das preocupações

À medida em que o tempo foi passando, King foi ficando cada vez mais sensível às diferentes formas que a violência poderia assumir. Também havia ficado claro que inúmeras cidades do Norte que haviam enviado participantes aos protestos do Sul estavam apáticas em relação aos acertos necessários quanto à estratégia a ser seguida contra a discriminação racial.

As lideranças negras, que estavam passando por uma transformação radical, começaram a desafiar as orientações de King. Após terem apoiado o litígio e a reconciliação, exigiam uma mudança “de qualquer maneira que fosse possível”.

Em Chicago, onde foi lançada a primeira grande campanha no Norte, ele recebeu a oposição pública dos batistas negros. Lá os manifestantes negros encontraram brancos, armados, liderados por neonazistas e apoiados por membros da Ku Klux Klan.

Quanto à guerra no Vietnã, a maioria dos negros sentia que os seus próprios problemas mereciam prioridade e que as lideranças negras deveriam se concentrar na luta contra a injustiça racial em casa.

No início de 1967, entretanto, King se associou ao movimento contra a guerra e às suas lideranças nacionais brancas.

"Se você não está pronto para morrer por alguma coisa, você não está pronto para viver".

Assassinato

Em abril de 1968 foi assassinado em Memphis, Tenessee, por um branco que havia escapado da prisão. Em 1986, o terceiro domingo de cada mês foi escolhido como a data para a comemoração dos direitos civis dos negros.

"Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!

E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho spiritual negro: "Livre afinal, livre afinal. Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal."

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domingo, 28 de junho de 2009



O ano de 1968 é conhecido como "O ano que não terminou", e entrou para a história como um ano extremamente movimentado e cheio de acontecimentos importantes, além de inúmeras manifestações, sobretudo estudantis, contra os regimes autoritários vigentes em diversos países do mundo, sobretudo na América Latina

68 continua enigmático, estranho e ambíguo como um adolescente em crise existencial.

Ele foi o ano da livre experimentação de drogas.

Das garotas de minissaia.

Do sexo sem culpa.

Da pílula anticoncepcional.

Do psicodelismo.

Do movimento feminista.

Da defesa dos direitos dos homossexuais.

Do assassinato de Martin Luther King.

Dos protestos contra a Guerra do Vietnã.

Da revolta dos estudantes em Paris.

Da Primavera de Praga.

Da radicalização da luta estudantil e do recrudescimento da ditadura no Brasil.

Da tropicália e do cinema marginal brasileiro.

Foi, em suma, o ano do “êxtase da História”, para citar uma frase do sociólogo francês Edgar Morin, um dos pensadores mais importantes do século XX. Foi um ano que, por seus excessos, marcou a humanidade. As utopias criadas em 68 podem não ter se realizado. Mas mudaram para sempre a forma como encaramos a vida.

O cantor americano Bob Dylan disse recentemente que 1968 foi o último ano em que todas as utopias eram permitidas e que hoje em dia “ninguém mais quer sonhar”. Numa simplificação, pode-se afirmar que o período simboliza a utopia de milhões de jovens rebeldes e cabeludos de acabar com a moral repressora da velha sociedade. Por si só, isso já seria grande o suficiente.

Mas foi só isso?

Para o escritor e jornalista Zuenir Ventura, autor de 1968 – O Ano Que Não Terminou, serão necessários muitos anos para que se entenda seu legado. “Ainda ninguém explicou por que tudo aconteceu naquele ano e de que forma o mundo absorveu os impulsos revolucionários daquela geração”, diz Zuenir, que vai lançar em abril, 1968 Terminou?, continuação de seu primeiro livro sobre a época, publicado há 20 anos, a energia revolucionária que desabrochou há quatro décadas.

Uma forte corrente acredita que o mundo seria hoje muito pior se 68 não tivesse acontecido. Nesse time jogam as pessoas que mantêm as idéias de esquerda frescas na memória. “Se a juventude, e não a repressão, tivesse vencido, o Brasil teria avançado mais rapidamente nas reformas democráticas”, diz José Dirceu de Oliveira, um dos protagonistas do 68 brasileiro. Para ele, os principais protestos civis da história recente do país só ocorreram porque o caminho foi traçado pelos rebeldes de sua geração. Seriam exemplos dessa herança contestatória a campanha das Diretas Já e os caras-pintadas que foram às ruas pedir o impeachment do presidente Fernando Collor de Mello. Em seus tempos de líder estudantil, José Dirceu pregava a liberdade e a justiça social.

As rebeliões estudantis que varreram universidades da Europa, EUA e América Latina nos anos 60 não tiveram como ponto de partida o Maio de 68 francês na Sorbonne e em Nanterre, mas no "Free Speech Movement"-Movimento pela Liberdade de Expressão- na Universidade de Berkeley (Califórnia), em outubro de 1964.
1968 foi um ano célebre pelos acontecimentos que o marcaram.
Na França, o mês de Maio caracterizou-se por uma série de manifestações estudantis que contribuíram para as reformas sociais que se vieram a verificar em muitos países europeus.
A "Primavera de Praga", na Checoslováquia , foi um período de liberalização política e em Março de 1968 os estudantes universitários polacos revoltaram-se a favor de reformas e da liberdade de expressão. A Primavera de Praga foi o movimento liderado por intelectuais reformistas do Partido Comunista Tcheco, interessados em promover grandes mudanças na estrutura política, econômica e social, na Tchecoslováquia.
A experiência de um "socialismo com face humana” foi comandada pelo líder do Partido Comunista local, Alexander Dubcek. A proposta surpreendeu a sociedade tcheca, que em 5 de Abril de 1968 soube das propostas reformistas dos intelectuais comunistas. Os russos conseguiram uma ocupação total em poucas horas, porém chegaram a um impasse político, as diversas tentativas para criar um governo colaboracionista fracassaram e a população tcheca foi eficiente em minar a moral das tropas.
No dia 23 se iniciou uma greve geral e no dia 26 se publicou o decálogo da não cooperação:
não sei, não conheço, não direi, não tenho, não sei fazer, não darei, não posso, não irei, não ensinarei, não farei!
As reformas foram canceladas e o regime de partido único continuoua vigorar na Tchecoslováquia.
Em protesto contra o fim das liberdades conquistadas, o jovem Jan Palach ateou fogo ao próprio corpo numa praça de Praga em 16 de Janeiro de 1969.
As alterações decorrentes dos acontecimentos de 1968 desempenharam um papel importante na construção da Europa actual, representada no Parlamento Europeu. O debate sobre o legado de há 40 anos continua aberto, mas muitos defendem que está na hora de olhar para o futuro.
A Passeata dos 100 Mil foi um dos eventos mais importantes da luta contra a ditadura militar.
No dia 26 de junho de 1968, aproximadamente cem mil pessoas ocuparam as ruas do Centro do Rio de Janeiro para protestar contra o ambiente de opressão e violência que dominava a sociedade brasileira do período.
A partir de 1967, as passeatas estudantis foram a forma mais significativa de oposição por parte da sociedade ao regime militar, agregando cada vez mais manifestantes por evento e refletindo a crescente insatisfação com a ditadura.
No segundo semestre de 1968, as autoridades militares passaram a perseguir líderes estudantis, políticos e artistas críticos ao regime. No dia 13 de dezembro de 1968, o governo edita o AI-5, ato institucional que acabava definitivamente com as liberdades individuais e reprimindo violentamente todo ato de insubmissão contra a ditadura.
O movimento e cultura hippie nasceu e teve o seu maior desenvolvimento nos EUA. Foi um movimento de uma juventude rica e escolarizada que recusava a injustiças e desigualdades da sociedade americana, nomeadamente a segregação racial. Desconfiava do poder económico-militar e defendia os valores da natureza. Dois valores defendidos eram a "paz" e o "amor". Opunham-se a todas as guerras, incluindo a que o seu próprio país travava no Vietname. Defendiam o "amor livre", quer no sentido de "amar o próximo", quer no de praticar uma actividade sexual bastante libertária. Podia-se partilhar tudo, desde a comida aos companheiros.
A palavra de ordem que melhor resume este sentimento foi a famosa "Make Love Not War".
Em Março de 1965 os estudantes da Universidade de Michigan levaram a cabo a primeira acção com o objectivo de mostrar que a guerra do Vietname era imoral e que os EUA a deveriam abandonar.
"Foram os melhores tempos. Foram os piores tempos. Foi uma amálgama que não se voltará a repetir".
Janeiro: Ofensiva do Tet (Vietnã) As forças norte-vietnamitas atacavam centenas de cidades do sul, entre elas Hue e Saigon. A ofensiva surpresa, que causou comoção na opinião pública americana e desacreditou o governo do presidente Lyndon Johnson (1963-1969), mostrou que uma guerrilha poderia desafiar o até mesmo o poderio bélico dos EUA.
Março: Nanterre se agita (França) Estudantes liderados por Daniel Cohn-Bendit ocuparam a torre administrativa da Universidade de Nanterre e criaram o Movimento 22 de Março.
15 de março - São desapropriados, em Cuba, os últimos estabelecimentos privados -bares, livrarias e oficinas
16 de março - Militares norte-americanos massacram cerca de 150 civis vietnamitas na aldeia de My Lai, no Vietnã
28 de março - O governo da África do Sul apresenta três leis que culminam no apartheid
Abril: Assassinato de Martin Luther King (EUA) Ativista contra a segregação racial nos EUA, o pastor negro e Prêmio Nobel da Paz em 1964 foi assassinado no dia 4 por um segregacionista branco em Memphis (Tennessee). Os distúrbios que se seguiram atingiram as grandes cidades americanas, entre elas Washington. Pouco tempo depois, o presidente americano Johnson assinaria a lei dos direitos cívicos, proposta por King.
05 de abril - É lançado, na Tchecoslováquia, o programa de reformas políticas que ficou conhecido como Primavera de Praga

10 de abril - Caetano Veloso participa da "Noite da Banana" no "Programa do Chacrinha" (Rede Globo)

17 de abril - 68 municípios são considerados área de segurança nacional. Com isso, ficaram suspensas, nessas cidades, as eleições municipais de novembro
28 de abril - Cerca de 60 mil manifestantes protestam, no Central Park, em Nova York, exigindo o fim da Guerra do Vietnã (1959-1975)
30 de abril - Estréia na Broadway o musical "Hair"
Maio: A insurreição parisiense (França)

Em Maio de 68, a França concentrou em um mês as transformações sociais de uma década que já ocorriam nos Estados Unidos e em países da Europa e da América Latina. Em 30 dias, os estudantes criaram barricadas, formando verdadeiras trincheiras de guerra nas ruas de Paris para confrontar a polícia. Mais do que isso, os jovens tiveram idéias e criaram frases tidas como as mais "ousadas" da segunda metade do século 20.
A agitação universitária se transformava em insurreição na madrugada de 10 de maio, com barricadas e incêndios de viaturas policiais no bairro latino Quartier Latin. Uma greve geral lançada no dia 13 do mesmo mês paralisa o país.
Desconcertado a princípio, o governo se recupera e organiza, no dia 30, uma enorme manifestação de apoio ao presidente Charles de Gaulle, que declara: "Não sairei".
Em julho, De Gaulle vence as eleições legislativas e se fortalece.

Enquanto a agitação causada pelos protestos contra a Guerra do Vietnã (1959-1975) se instala nos campi norte-americanos, o maio parisiense se estende a países como a Itália, a Alemanha, o Brasil, a Turquia e o Japão
Junho: Um segundo Kennedy assassinado (EUA) No dia 5 de junho, na noite de sua vitória nas primárias democratas da Califórnia, o senador Robert Kennedy, o Bobby, irmão mais novo do ex-presidente John F. Kennedy(1961-1963), assassinado em 1963, recebe vários tiros à queima-roupa disparados pelo palestino Sirhan Sirhan, e morre no dia seguinte.
16 de junho - A polícia francesa retoma à Sorbonne, até então ocupada pelos estudantes

26 de junho - É realizada, no Rio de Janeiro, a "Passeata dos Cem Mil", reunindo principalmente estudantes, intelectuais, artistas, padres e mães, autorizada pelo governo federal.

Julho: Fome em Biafra (Nigéria) Tragicamente famosa pelas imagens da fome difundidas pela mídia na época, a Guerra de Biafra, iniciada em 1967 pela luta separatista dessa região do leste da Nigéria, desencadeia um movimento humanitário internacional.
18 de julho - Integrantes da peça "Roda Viva" são agredidos no teatro Ruth Escobar, em São Paulo. A ação foi atribuída a integrantes do CCC (Comando de Caça aos Comunistas).

Agosto: Repressão à Primavera de Praga (Tchecoslováquia)
Nomeado secretário do Partido Comunista tcheco em janeiro, Alexander Dubcek instaura a experiência original do "socialismo com face humana" e liberaliza o regime, algo inaceitável para Moscou, que, no dia 21, envia os tanques do Pacto de Varsóvia (aliança militar dos países do Leste Europeu) para reprimir os anseios por democracia.
21 de agosto - A Tchecoslováquia é invadida por tropas do Pacto de Varsóvia, em represália à "Primavera de Praga"

24 de agosto - A França explode, no oceano Pacífico, a sua primeira bomba de hidrogênio 03 de setembro - O deputado federal Márcio Moreira Alves, do MDB (atual PMDB), discursa contra as Forças Armadas na Câmara dos Deputados, em Brasília

Outubro: Massacre no México Entre 200 e 300 estudantes mexicanos que realizavam protestos morrem após serem atacados pelas forças de ordem, no dia 2 de maio, na praça das Três Culturas, na Cidade do México.
O massacre ocorre dez dias antes da abertura dos Jogos Olímpicos, quando, diante das câmeras de TV do mundo todo, dois atletas afro-americanos sobem ao pódio com os punhos erguidos com luvas negras, uma saudação do grupo de defesa dos direitos civis aos negros Panteras Negras.
02 de outubro - Confronto entre estudantes da Universidade Mackenzie e da Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras da USP, em São Paulo, mata o estudante José Guimarães

10 de outubro - A Assembléia Nacional da França realiza reformas no sistema educacional do país

12 de outubro - Cerca de 1.200 estudantes são presos em Ibiúna (São Paulo), quando realizavam clandestinamente o 30º Congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes)

05 de novembro - O republicano Richard Nixon (1969-1974) é eleito presidente dos EUA

21 de novembro - O presidente Costa e Silva aprova a lei de censura de obras de teatro e cinema. É criado também o Conselho Superior de Censura

22 de novembro - Chega às lojas, nos EUA, o "Álbum Branco" dos Beatles.

13 de dezembro - Entra em vigor o AI-5 (Ato Institucional nº 5), que suprime as liberdades democráticas no Brasil. Com o AI-5, o Congresso Nacional é colocado em recesso e vários parlamentares têm seus mandatos cassados.
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