sexta-feira, 12 de junho de 2009


O maior crime de guerra já desferido contra a humanidade. O holocausto nuclear contra as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki.


Por causa da sua posição pacifista, logo no início da Primeira Guerra Mundial Einstein passou a enfrentar represálias políticas, inicialmente verbais e posteriormente através de atos de vandalismo. Em 12 de fevereiro de 1920, numa declaração à imprensa Einstein afirmou que existia certa hostilidade dirigida a ele; não era algo explicitamente anti-semita, mas podia ser interpretado como tal .

Em 24 de agosto do mesmo ano, a recém-fundada organização científica Arbetsgemeinschaft deutscher Naturforscher, organizou uma reunião na maior sala de concertos de Berlim com o objetivo de criticar o conteúdo da teoria da relatividade e a alegada propaganda de mau gosto que seu autor fazia em torno dela.

Três dias depois Einstein comentou a reunião, dizendo que as reações poderiam ter sido outras se ele fosse "um cidadão alemão, com ou sem suástica, em vez de um judeu com convicções liberais internacionais".

Com a eleição de Hitler para o cargo de Chanceler, em janeiro de 1933, a perseguição a Einstein ameaçava atingir níveis insuportáveis.

Einstein deveria voltar para a Alemanha, mas foi desaconselhado por Paul Schwartz, cônsul alemão:
"Se você for para a Alemanha, Albert, vão arrastá-lo pelas ruas pelos cabelos".

Referindo-se a um discurso que Einstein fez aos pacifistas americanos, um editor de jornal em Berlim escreveu: "(...) esse enfatuado monte de vaidades ousou emitir um julgamento contra a Alemanha sem saber o que acontece por aqui , coisas que serão eternamente incompreensíveis para um homem que, para nós, nunca foi alemão, e que se diz judeu e nada mais que judeu" .

Logo em seguida tropas de choque revistaram o apartamento de Einstein em Berlim, mas saíram de mãos vazias. Margot havia transferido, clandestinamente, todos os papéis importantes para a Embaixada da França em Berlim. Tropas de choque (as S.A.) revistaram a casa de campo de Einstein, em Caputh (pequena aldeia perto de Berlim) em busca de armas e munição, pois tinham informações de que ele dera permissão para militantes comunistas estocarem equipamento militar em sua propriedade. Nada foi encontrado, além de uma faca de pão!
Tais acontecimentos haviam sido previstos por Einstein, ao fechar a casa em Caputh ele teria dito a Elsa:
"Dreh dich um. Du siehst's nie wieder" ("Olha em volta. Não voltarás a vê-la").

Em 9 de setembro 1933 Einstein deixou o continente europeu para sempre; dez dias depois estavam chegando a Nova York. Depois da quarentena foram conduzidos diretamente a Princeton, onde permaneceria, trabalhando no Instituto de Estudos Avançados, até a sua morte, em 18 de abril de 1955.

Entre as várias atividades e manifestações políticas, ganhou grande destaque suas cartas ao presidente Roosevelt, incentivando-o a apoiar o programa de fabricação de armas atômicas. Sabe-se todavia que a participação de Einstein foi apenas marginal. Na verdade, era "quase-ignorante" em física nuclear.

Em 14 de março de 1939, ao completar sessenta anos, Einstein deu uma entrevista ao New York Times, na qual declarava não acreditar que a energia liberada no processo de divisão do átomo pudesse ser usada para fins práticos.

Em julho, depois de ouvir os comentários de Leo Szilard e Eugene Wigner, e convencido de que os alemães poderiam fabricar uma bomba nuclear, ele exclamou: "jamais pensei nisso".

Em 2 de agosto, Einstein escreveu a famosa carta para o presidente Roosevelt, alertando-o para a possibilidade da bomba nuclear alemã. Aparentemente, esta carta não causou grande impressão no governo norte-americano; os recursos destinados para as pesquisas sobre fissão nuclear eram insignificantes.

Por sugestão de alguns cientistas, Einstein escreveu outra carta para Roosevelt, em 7 de março de 1940. Mais uma vez, o Presidente não foi significativamente influenciado, pois só decidiu iniciar o projeto Manhattan em outubro de 1941.
Do que se sabe, a participação de Albert Einstein nesse projeto resume-se aos fatos aqui mencionados.

Nos últimos anos da sua vida ele teria dito "Se soubesse que os alemães não seriam bem-sucedidos na produção da bomba atômica, não teria levantado um dedo".

Embora não tivesse participado do projeto e sequer soubesse que uma bomba atômica tinha sido construída até que Hiroxima fosse arrasada, em 1945, o nome de Einstein passou para a história associado ao advento da era atômica.

Durante a segunda guerra mundial, ele participou da organização de grupos de apoio aos refugiados e, terminado o conflito, após o lançamento de bombas atômicas em Hiroxima e Nagasaki, uniu-se a outros cientistas que lutavam para evitar nova utilização da bomba. Intensificando a militância pacifista, defendeu particularmente o estabelecimento de uma organização mundial de controle sobre as armas atômicas.

Os militares pensavam, que seria melhor sacrificar toda a vida do planeta terra do que permitir ao nazismo ser vitorioso.

Até o final de 1941 a 2ª Guerra Mundial registrava o avanço das forças do Eixo, compostas pela tríade formada pela Alemanha nazista, pela Itália fascista e pelo Japão expansionista, querendo consolidar um verdadeiro império do sol nascente na Ásia.

Ao meio-dia de 7 de dezembro de 1941, em Pearl Harbor, num ataque que durou uma hora e cinqüenta minutos, os japoneses conseguiram explêndida vitória, ao aplicar um golpe demolidor à frota do Pacífico dos Estados Unidos.

“Não importa o tempo que demoraremos para responder a esse ato premeditado,o povo americano, em nome da justiça desta causa, lançará todo o seu poderio até a vitória total. Não só nos defenderemos ao máximo como asseguraremos de que essa forma de traição nunca mais nos porá em perigo... Conquistaremos o triunfo inevitável - com a ajuda de Deus. " Roosevelt após o ataque na declaração de guerra ao Japão.

Ao entrar na guerra ciente da pesquisa que poderia (ou deveria) estar sendo desenvolvida pelos alemães na busca dos armamentos atômicos, Roosevelt criou o Projeto Manhattan.

A informação veiculada de que a bomba estava sendo construída pelos cientistas de Hitler era falsa, mas o Projeto Manhattan concluíra com êxito o seu objetivo.

Quando a bomba ficou pronta, perto do final do primeiro semestre de 1945, com os testes decisivos sendo realizados no deserto do Novo México, a Alemanha e a Itália já haviam sido derrotadas na guerra travada na Europa. Os nazistas e os fascistas já eram parte de um passado tenebroso e se aprontava o cenário para o julgamento dos principais líderes de um dos maiores genocídios já praticados na história da humanidade.

O horizonte ainda colocava os japoneses no front de combate dos americanos. Olhando mais para frente, de olho num futuro previsto nas Conferências (Teerã, Potsdam e Yalta) que reuniram os principais líderes das nações que lideraram a vitória contra o nazi-fascismo (Churchill pela Inglaterra, Stálin pela União Soviética e Roosevelt pelos Estados Unidos, posteriormente substituído por Wilson), os norte-americanos visualizavam os soviéticos como seus principais oponentes na disputa pela liderança mundial.
150 mil civis inocentes são condenados à morte por Harry Truman. Primeira e única nação do mundo a jogar bombas atômicas sobre civis.

Com a II guerra mundial praticamente acabada e sem ter podido justificar o gasto de 2.6 bilhões de dólares no Projeto Manhattan, Harry Truman busca oportunidades para jogar uma, ou quem sabe até mais, de suas bombas envenenadas sobre cidades inimigas e demonstrar ao mundo o tamanho do poder que os Estados Unidos detinham na mão.
O povo americano já estava sendo “envenenado” há muito tempo por sua mídia tendenciosa que os fazia crer que a bomba atômica daria fim a uma guerra e salvaria vidas, já que seus filhos voltariam da guerra.

Havia até um fervor religioso no desempenho americano, pelo menos na cabeça de Truman:

“... Agradecemos a Deus por [a bomba] ter vindo a nós ao invés de nossos inimigos; e oramos para que Ele nos guie para usa-la a Sua maneira e com Seus propósitos...”

Pior que isso, só mesmo uma reveladora pesquisa que mostra o desejo dos americanos em substituir um genocídio por outro.

“...Uma pesquisa do Gallup feita em dezembro de 1944 revelou que 13% dos americanos eram a favor da eliminação do povo japonês por meio do genocídio...”

Infelizmente para os planos de Truman, a Alemanha havia assinado rendição incondicional em Maio de 1945 logo após o suicídio de Adolf Hitler. A Itália já havia se rendido anteriormente quando da prisão e assassinato de Mussolini. Naquele momento só restara o Japão. Ao ver-se sem muitas alternativas para concretizar seus planos, Truman se apega na última oportunidade que lhe apareceu ao alegar a não rendição incondicional do Japão, que insistia em manter seu reverenciado imperador.

Grandes estrategistas de guerra desaconselharam o presidente a utilizar as armas atômicas, propondo como alternativa um grande bloqueio marítimo, aliado à entrada da Rússia na frente do Pacífico e mais os bombardeios focados em alvos militares. De acordo com esses especialistas, essas manobras seriam suficientes para acabar com a guerra até Julho de 1945. Mesmo assim, Truman simplesmente ignorou-os e, utilizando o mote da não rendição incondicional, decidiu o destino de duas cidades e centenas de milhares de vidas humanas.

Assim, no fatídico dia 06 de Agosto de 1945, movidos além de tudo por um sentimento indissimulável de vingança pelo ataque japonês à base militar de Pearl Harbor, aviões amercanos se aproximaram do primeiro alvo a sofrer os horrores das armas nucleares.

Hiroshima, a então sétima maior cidade japonesa, com 350 mil habitantes, foi atacada por Little Boy, que até o fim do ano de 1945, decretou a morte de aproximadamente 150 mil japoneses, dos quais apenas 20 mil eram militares.

Não satisfeitos com tamanha atrocidade e apenas três dias depois do primeiro ataque, como se fosse possível preparar uma declaração total de rendição incondicional em três dias, os estadunidenses atacaram a segunda cidade-alvo no dia 09 de agosto.

Nagasaki e seus 175 mil habitantes foram a vítima de Fat Man, segunda e mais poderosa bomba, que vitimou aproximadamente 70 mil seres humanos na contabilidade macabra feita em dezembro de 1945.

Os verdadeiros objetivos por trás dos bombardeios de Hiroshima e Nagasaki ficaram obscuros durante muito tempo. Na época foi alegada a resistência dos japoneses em aceitar rendição incondicional, já que os Estados Unidos exigia a deposição do imperador japonês e eles não aceitavam essa condição. Dwight Eisenhower, general americano que futuramente se tornaria presidente, disse que “O Japão estava buscando alguma forma de render-se com uma perda mínima de aparência (...) não era necessário golpeá-lo com aquela coisa”.
O principal objetivo por trás dos ataques a Hiroshima e Nagasaki foi a necessidade de enviar uma mensagem clara à União Soviética, que vinha se expandindo pelo leste europeu (Polônia, Romênia, Hungria), de que os Estados Unidos tinham em mãos uma arma poderosa e que não hesitariam em utilizá-la caso fosse necessário. Ainda de acordo com Peter Scowen, “... já em 1944 os americanos haviam considerado a arma um trunfo em suas relações com Stalin e Truman acreditava que uma exibição pública da capacidade da bomba iria tornar a URSS mais manejável na Europa...”

O lançamento das bombas atômicas em 6 e 9 de agosto de 1945 sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki, no Japão, serviu para sacramentar a vitória dos Estados Unidos no Pacífico e para, de certa forma, firmar a supremacia dos norte-americanos na nova ordem internacional (mensagem destinada aos russos).

Para os japoneses, por outro lado, parecia que o céu havia caído em cima de suas cabeças. As descrições das pessoas que sobreviveram e puderam visualizar a catástrofe dão conta de pessoas com a pele em tiras, com as vísceras saltando para fora das barrigas, corpos pegando fogo, pessoas desesperadas carregando corpos inertes e totalmente deformados, queimaduras de diferentes graus, a destruição de mais de 80 % das construções das duas cidades e, em virtude da radiação, um enorme contingente de pessoas com câncer que não sobreviveriam mais que cinco anos depois do lançamento das bombas.
Era difícil para os japoneses entender como uma única bomba lançada sobre cada cidade poderia causar tanta e tamanha destruição. No epicentro, o local onde as bombas teriam explodido se tivessem tocado no chão das duas cidades as pessoas que ali estavam simplesmente desapareceram (evaporaram, viraram pó). Além disso, depois das explosões ocorreu a tristemente célebre chuva negra, com seus pingos escuros e ácidos em decorrência da mistura dos elementos da bomba com a precipitação por ela provocada.

As bombas não haviam nem tocado no solo japonês, entretanto causaram mais destruição que todas as outras bombas lançadas pelos inimigos do Japão durante toda a guerra. Duas bombas, apelidadas inocentemente pelos norte-americanos como Fat Man e Little Boy (Homem Gordo e Menininho), causaram a morte de mais de 200 mil japoneses nas duas cidades.
O Cogumelo atômico provocado pelas explosões assustou até mesmo os pilotos americanos responsáveis pelo lançamento das bombas. A partir de então o mundo nunca mais seria o mesmo...

No dia 2 de setembro de 1945, o império japonês capitulou.

Estas foram as palavras do imperador Hirohito
"...o inimigo começou a empregar uma nova e aterrorizante bomba, capaz de matar muitas pessoas inocentes e cujo poder de destruição é incalculável. Se continuássemos a lutar, isto significaria não apenas o fim da nação japonesa, como também levaria ao extermínio completo da civilização humana..."

Em 1949, apenas quatro anos depois das bombas jogadas sobre o Japão, os soviéticos divulgavam para o resto do mundo que também dominavam a tecnologia atômica. Iniciava-se uma nova guerra, travada de forma calculista, como num jogo de xadrez, tendo como oponentes, diante do tabuleiro mundial, os Estados Unidos e a União Soviética e a defesa ardorosa de seus sistemas ou modos de produção, o capitalismo e o socialismo, respectivamente. Era a Guerra Fria...

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