sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Motoboys e motoristas em roleta russa
De um lado, cidadãos amedrontados se movem com seus carros por megacidades entupidas, fugindo de congestionamentos, tentando ganhar minutos em desvios e atalhos, competindo por espaços estreitos, pressionados por prazos, exigências e necessidades profissionais e pessoais, assombrados pelo risco de assaltos e aflitos com o perigo de cair na roleta russa de algum motoboy.
Por roleta russa entenda-se aquele trágico acaso de trombar com um, machucar alguém, interromper uma vida e marcar a sua própria; ou ser atacado por um descontrolado de capacete - talvez por uma nuvem deles, agredindo e destruindo...
De outro lado, cidadãos apavorados se equilibram em motos entre fileiras de veículos traiçoeiros, repletos de quinas e saliências tão hostis quanto seus ocupantes amedrontados, fugindo de congestionamentos em megacidades entupidas, tentando ganhar minutos em frestas e vãos, pressionados por prazos, metas de entrega, necessidades profissionais e pessoais, sem esperança de recuperar o emprego que perderam ou a microempresa que fecharam, aterrorizados pelo risco de verem ladrões levando seu veículo e ganha-pão, assombrados pelo perigo de cair na roleta russa de algum motorista.
Por roleta russa entenda-se aquele iminente choque que tira a vida de um motoboy a cada dia em São Paulo, aquela manobra brusca do playboy arrogante que o deixa sem poder trabalhar - e receber - por mais de seis meses, aquela ameaça armada do preclaro senhor transmutado em rambo de pistola na mão...
Há um clima de temor constante nas ruas.
por David Author->blog.estadao.com.br
Morte em acidente com moto aumenta 22 vezes em 16 anos

Um estudo do Ministério da Saúde revela que, nos últimos 16 anos, o número de mortes em acidentes com motos cresceu mais de 22 vezes no país. Em 1990, foram 299 mortes com motocicletas.


Em 2006, o número subiu para 6.734. A média de mortes pelo número de habitantes expõe esse crescimento. Em cidades com população acima de 500 mil habitantes, a taxa de óbitos por acidentes com moto subiu de 0,2 morte por 100 mil habitantes, em 1990, para 2,6/100 mil, em 2006. Em municípios com menor porte populacional --até 20 mil habitantes--, esse número é ainda maior: pulou de 0,01/100 mil habitantes, em 1990, para 4,6/100 mil habitantes, há dois anos. "A moto tornou-se uma opção muito interessante diante dos congestionamentos. É também um meio de trabalho. O fato de ser mais barata e de ser financiada por períodos longos também contribui", diz a autora do estudo, Marli Silva Montenegro, da Secretaria de Vigilância em Saúde do ministério. Ela diz que o aumento do número de acidentes se deve, em parte, à expansão da frota de motocicletas no país. Os números do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) ajudam a confirmar a tese da pesquisadora. O órgão não sabe quantas motos havia em 1990 no Brasil --só começou a contar esses dados em 1994, quando eram 2,596 milhões de motocicletas. Em 2006, o número de motos foi para 7,989 milhões, aumento de 207,71%. O estudo aponta ainda que acidentes com transportes terrestres (carros, caminhões, motos) são a segunda causa de morte por causa externa --28%. Ontem de manhã, por exemplo, dois motoqueiros (de 25 e 28 anos) se envolveram em um acidente com um ônibus, por volta das 8h15, na avenida Washington Luís (zona sul de SP). Eles estavam internados em situação grave. Pior no interior Para o presidente da comissão de direito de trânsito da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Cyro Vidal, é maior o número de mortes nas cidades pequenas porque falta fiscalização nelas. "Em cidades pequenas quase não há fiscalização. Então o pessoal acaba não usando o capacete e a proteção básica", disse. O estudo revelou que, em 1990, as mortes por acidentes de trânsito em geral (carro, moto, caminhão etc) eram mais freqüentes nas cidades com mais de 500 mil habitantes. A taxa era de 26 mortes/100 mil habitantes. Com o Código de Trânsito Brasileiro, de 1998, diz Marli, a situação começou a melhorar. Em 2006, a taxa nessas cidades caiu para 15,8 mortes/100 mil habitantes. Nas cidades com menos de 20 mil habitantes, a taxa foi de 13 mortes/100 mil habitantes, em 90, para 19,7/100 mil, em 2006.

Fonte:http://www.newslog.com.brb/
Ex-guerrilheiro acusa Fidel de trair Che a mando de Moscou

Em declarações publicadas hoje pelo jornal italiano "Corriere della Sera", Alarcón Ramírez afirma que a morte de Che foi fruto de "uma conspiração", da qual são "responsáveis Fidel Castro e a União Soviética".
"Benigno" é um dos três guerrilheiros que, depois da morte de Che Guevara, em 8 de outubro de 1967, na Bolívia, conseguiu escapar das tropas desse país e chegar ao Chile.
"Os soviéticos consideravam Che Guevara uma personalidade perigosa para suas estratégias imperialistas, e Fidel se dobrou por razões de Estado, visto que a sobrevivência de Cuba dependia das ajudas de Moscou. E eliminou um companheiro de luta incômodo. Che era o líder mais amado do povo", afirma o ex-guerrilheiro na entrevista.
Alarcón Ramírez conta que ele e seu grupo queriam exportar a revolução, mas que foram abandonados na selva boliviana.
"Che foi ao encontro da morte sabendo que tinha sido traído", diz "Benigno", que aos 17 anos entrou no grupo do comandante Camilo Cienfuegos depois que os soldados do ditador Fulgencio Batista incendiaram sua propriedade em Sierra Maestra e mataram sua mulher, Noemi, de 15 anos, grávida de oito meses.
Sobre Che Guevara, o ex-guerrilheiro lembra que ele o "ensinou tudo" sobre o socialismo.
"Não era fácil conseguir sua confiança, mas era um homem honrado e bom. Era o único entre os líderes que pagava de seu bolso o carro de serviço", recorda "Benigno", que vive em Paris.
Com quase 70 anos, ele diz que Cienfuegos e Che "ofuscavam Fidel" e que havia diferenças no grupo dirigente.
"Cienfuegos morreu em um misterioso acidente e eu estava com Che no Congo quando Fidel fez pública uma carta na qual Ernesto renunciava a qualquer posto e à nacionalidade cubana. Che começou a bater no rádio enquanto gritava: ''Olha até onde leva o culto à personalidade''", relata.
Quando os dois voltaram para Havana, Fidel sugeriu que fossem combater na Bolívia, após garantir a eles o apoio dos comunistas, a cobertura de agentes secretos e a formação de novas colunas.
Porém, "descobrimos que o Partido Comunista boliviano não nos apoiava talvez por ordem de Moscou", conta "Benigno" ao "Corriere della Sera".
Che Guevara foi detido e assassinado um dia depois, enquanto "Benigno" e os companheiros "Urbano" e "Pombo" se salvaram "com a ajuda de Salvador Allende, presidente do Senado chileno, e chegaram até o Chile".
A partir de então, Benigno começou a se desiludir, sobretudo depois que viu "Urbano" ser detido e "Pombo", nomeado general.
"Comecei uma vida dupla" que durou, assegura, até sua fuga para a França, em 1996.

Fonte:www.odia.terra.com.br

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009


Famílias que ocupam calçada fazem protesto no 7º dia da morte de sem-teto

As famílias que ocupam as calçadas das Ruas João Dembinski e TheodoroLocker, no bairro Fazendinha, em Curitiba, realizaram um protesto,fechando o acesso de veículos à Theodoro Locker na manhã destaquarta-feira (12). A manifestação foi realizada como parte da missa desétimo dia da morte sem-teto Celso Eidt, executado com 15 tiros na noite do dia 5 no acampamento. De acordo com o grupo, cerca de 300 pessoas participaram do movimento. Eidt teria sido expulsoda propriedade por um segurança sob a mira de uma arma. “Voltaram ànoite para terminar o serviço”, disse o irmão, que estava ao lado deEidt no momento da execução, três homens encapuzados invadiram o barraco onde o sem-teto estava e fizeram os disparos, matando a vítima hora. O grupo está acampado nas calçadas desde a reintegração de posse do terreno, que aconteceu no dia 23 de outubro. As famílias já foram notificadas pela prefeitura para deixar o local, mas ainda não há prazo para a operação acontecer. O protesto começou às 9 horas e terminou pouco depois das 10 horas. “Foi tudo organizado de última hora. Na verdade era para ser apenas uma missa em homenagem ao Celso, mas resolvemos aproveitar que havia bastante gente e pedir nossos direitos”, diz Guinalva Silva, uma das coordenadoras do acampamento. “Não sairemos daqui até que nos ofereçam algum pedaço de chão”, afirmou. Guinalva conta que o trânsito foi fechado, mas não soube dizer qual foi a extensão de veículos que chegou a se formar no ponto. “Não havia polícia acompanhando, mas foi tudo pacífico”, afirma. “Queríamos desfazer a imagem de bandido que as pessoas deram ao Celso”. Segundo ela, não estão previstas novas manifestações dos sem-teto para os próximos dias. Ela também disse que o grupo não foi informado ainda sobre quando acontecerá a reintegração de posse das calçadas onde os sem-teto estão acampados.Após a reintegração, o secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, afastou os comandantes da PM que estavam à frente da operação, pois considerou que a polícia usou força excessiva na situação. Desde a reintegração de posse do terreno, alguns ex-invasores passaram a morar na calçada. No dia 3 de novembro, o juiz Douglas Marcel Peres, da 4ª Vara da Fazenda Pública, autorizou a reintegração de posse devido ao “esbulho possessório”– apropriação indevida – das calçadas. No dia 4, o oficial de Justiça Altamir José Narciso recebeu um mandado que permite a retirada das famílias imediatamente. Apesar da conjuntura, ainda não há prazo determinado para a operação, por se tratar de uma ação conjunta que requer cautela.

Fonte: Célio Yano - Centro de Mídia Independente de Curitiba

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse ao povo do mundo islâmico que os americanos não são seus inimigos, em entrevista à rede de TV Al-Arabiya, sediada em Dubai.

"Meu trabalho é comunicar ao povo americano que o mundo islâmico é cheio de pessoas extraordinárias que apenas querem viver suas vidas e ver seus filhos viverem uma vida melhor. Meu trabalho para o mundo islâmico é comunicar que os americanos não são seus inimigos", afirmou.
Obama admitiu que os Estados Unidos às vezes cometeram erros.
"Eu disse a ele (George Mitchell) para começar escutando. Muitas vezes, os Estados Unidos começam dando ordens, mas nós não sabemos todos os fatores envolvidos. Então, vamos ouvir. Ele vai falar com todas as grandes partes envolvidas e me dar um retorno para que possamos formular uma resposta específica", disse Obama.
"Mas eu acho que é importante que estejamos abertos para negociar com o Irã, para expressar de maneira clara nossas diferenças e descobrir os potenciais caminhos para o progresso. (...). Como eu disse em meu discurso de posse, se países como o Irã quiserem abrir seus punhos, encontrarão nossa mão estendida", afirmou o presidente.
O enviado especial do governo dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell, deve chegar nesta terça-feira ao Egito para discutir o conflito entre palestinos e israelenses na Faixa de Gaza.
O Egito tem sido o principal negociador de tréguas entre palestinos e israelenses, assim como entre as facções palestinas Hamas, que controla a Faixa de Gaza, e o Fatah, do presidente palestino, Mahmoud Abbas. Antes que Mitchell embarcasse, o presidente Obama pediu, nesta segunda-feira, que ele agisse "vigorosamente" para buscar progressos na região.
"Quando eu digo progresso, quero dizer não apenas oportunidades para tirar fotos, mas progresso que possa ser sentido de maneira concreta pelas pessoas, para que elas se sintam mais seguras sobre suas vidas. Para que sintam que os sonhos e aspirações de seus filhos podem ser alcançados. Esta será nossa tarefa"" disse Obama na Casa Branca, depois de um encontro com Mitchell.

Fonte: BBC Brasil
Uma vergonha nacional
Ainda repercute a atual situação do assassino do índio Pataxó - hoje funcionário federal ganhando R$ 6,6 mil por mês. Bruno, o rapaz que matou o índio Galdino queimado, foi libertado e, acredite, passou em concurso público federal. O rapaz, que é filho do presidente do TJDF, fez concurso público para o cargo de segurança (12 vagas; salário de R$1,3 mil; nível exigido 2º grau) e ficou em 65º lugar. Depois do resultado do concurso, o número de vagas aumentou para 70! Após 12 dias no cargo, foi promovido a dentista do TJDF, para ganhar R$ 6,6 mil. O presidente do TJDF, seu pai, juiz (?!) Edmundo Minervino, ainda teve a cara-de-pau de afirmar: “Não houve ato ilegal nenhum”. Depois dessa vergonha, nós, cidadãos brasileiros, perguntamos: Se Bruno é tão bom, por que não fez concurso para o cargo de dentista? Por que aumentar o número de vagas exatamente para 70? Como estão se sentindo os que foram mais bem colocados que Bruno? O que se pode esperar de um país que confere poderes a um juiz federal assim? E que julgamento foi esse, que pena foi essa, já cumprida pelo assassino, que já foi solto e até já pode fazer concurso? É importante mostrar que, infelizmente, o coronelismo, o paternalismo e o nepotismo ainda têm força no serviço público brasileiro. É preciso acabar com esta vergonha nacional.
Fonte: Jornal Diário do Sul


O que é o Fórum Social Mundial?

O FSM é um espaço de debate democrático de idéias, aprofundamento da reflexão, formulação de propostas, troca de experiências e articulação de movimentos sociais, redes, ONGs e outras organizações da sociedade civil que se opõem ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital e por qualquer forma de imperialismo. Após o primeiro encontro mundial, realizado em 2001, se configurou como um processo mundial permanente de busca e construção de alternativas às políticas neoliberais. Esta definição está na Carta de Princípios, principal documento do FSM.O Fórum Social Mundial se caracteriza também pela pluralidade e pela diversidade, tendo um caráter não confessional, não governamental e não partidário. Ele se propõe a facilitar a articulação, de forma descentralizada e em rede, de entidades e movimentos engajados em ações concretas, do nível local ao internacional, pela construção de um outro mundo, mas não pretende ser uma instância representativa da sociedade civil mundial. O Fórum Social Mundial não é uma entidade nem uma organização.

Fórum Mundial de Teologia e Libertação - FMTL

Um espaço de encontro para reflexão teológica de alternativas e possibilidades de mundo, tendo em vista contribuir para a construção de uma rede mundial de teologias contextuais marcadas por perspectivas de libertação. Em espírito ecumênico, acolhe e promove a expressão de espiritualidades ecológicas, motivando o aprofundamento de problemas globais de ordem socioeconômica à luz dos recursos da teologia e vice-versa. É um espaço que favorece o diálogo entre diferenças de gênero, religião, etnias, culturas, gerações e capacidades físicas, fomentando uma produção teológica cujo discurso contribua com práticas transformadoras na sociedade, a fim de promover a formação de cidadãos e cidadãs atuantes na construção de um mundo novo solidário. Fontes: www.forumsocialmundial.org.br/ - www.wftl.org/






Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST)

O MTST é um movimento autônomo e não tem vínculos com nenhum partido ou central sindical.
O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) surgiu, no final da década de 90, com o compromisso de lutar, ao lado dos excluídos urbanos, contra a lógica perversa das metrópoles brasileiras: sobram terra e habitações, falta moradia.
A especulação imobiliária transforma terra urbana em promessa de lucro e alimenta o processo de degradação humana, o caos urbano. Em que cidade não se encontram apartamentos vazios, prédios abandonados, terrenos na periferia à espera da valorização? Em qual centro urbano não há mendicância, morador de rua, submoradias?
As famílias sem-teto não têm direitos, são o avesso da cidadania. Não têm emprego, moradia, alimentação, saúde, lazer, cultura. Vivem como sombras nos semáforos, nas esquinas, nos bancos das praças, atrás de um prato de comida, um trocado. Enfrentam a indiferença, o preconceito, a violência policial. Estão excluídas das decisões políticas que determinam os rumos da vida social.
O MTST tem como um dos seus objetivos combater a máquina de produção de miséria nos centros urbanos.
A ocupação de terra, trabalho de organização popular, é a principal forma de ação do movimento. Quando ocupam um latifúndio urbano ocioso, os sem-teto resistem contra a lógica difundida como natural de que pobre nasce, vive e morre oprimido. Não aceitam a espoliação que muitos chamam de sina. Ao montar seus barracos de lona preta num terreno vazio, essas famílias cortam a cerca nada imaginária que protege a concentração de riqueza e de terra nas mãos de poucos. E num terreno de onde uma só pessoa esperava o lucro, os sem-teto plantam a transformação, uma semente de cidadania.

Pouca ação, grandes lucros


O governo acaba de doar 56 bilhões para as centrais sindicais. O dinheiro é proveniente do imposto sindical, valor equivalente a um dia de salário do trabalhador no ano.

A distribuição dos recursos do imposto sindical foi estabelecida pela lei nº 11.648 de março deste ano, que regulamentou as centrais sindicais e faz parte da reforma sindical do governo Lula.

As novas centrais representam a divisão da classe operária são responsáveis por criar as condições para uma grande dispersão do movimento operário e deixar nas mãos da burguesia o controle dos sindicatos e do movimento operário. A dispersão atual já é um fator de fortalecimento da burocracia sindical em crise e de enfraquecimento dos sindicatos de base e da própria classe operária no seu conjunto.

Está colocado esclarecer para todos os trabalhadores que os sindicatos dirigidos pela burocracia sindical e todas estas centrais maiores e menores, legais ou não, está serviço de um grande negócio financeiro que serve, além da corrupção das direções sindicais pela burguesia, para transformar as organizações operárias em meros cabos eleitorais de políticos burgueses.
O valor distribuído contrasta, também, de maneira escandalosa com a falta de atividade dos sindicatos e, particularmente, das centrais. Os trabalhadores devem, desta forma, exigir que todo este dinheiro seja revertido para a defesa dos seus interesses.

ViA CAMPESINA

A Via Campesina é um movimento internacional que coordena organizações camponesas de pequenos e médios agricultores, trabalhadores agrícolas, mulheres rurais e comunidades indígenas e negras da Ásia, África, América e Europa.
Uma das principais políticas da Via Campesina é a defesa da soberania alimentar. Podemos definir Soberania Alimentar como o direito dos povos de decidir sobre sua própria política agrícola e alimentar.

Em todos os países que não fizeram a reforma agrária persiste um grave problema para toda a sociedade, representado pela manutenção da grande propriedade latifundiária e pela alta concentração da propriedade da terra, nas mãos de uma minoria. Esse problema é a causa da existência de elevados níveis de pobreza, da enorme desigualdade social, das péssimas condições de vida, do subdesenvolvimento crônico e dependente da economia, da dominação política e da falta de perspectiva para a maioria da população.
Essa situação se agravou ainda mais na última década, com a aceitação, por parte da maioria dos governos, de políticas econômicas neoliberais. Essas políticas, apoiadas pelo Banco Mundial, subordinaram as economias agrícolas aos interesses do latifúndio, da burguesia nacional e do grande capital internacional, abriram os mercados às empresas multinacionais, elevaram as taxas de juros e desmantelaram o setor público agrícola que é fundamental para o desenvolvimento rural, como a pesquisa agropecuária, assistência técnica, e as políticas de preços, de crédito e de seguro.
Isso provocou um aumento de trabalhadores sem–terra e um desespero dos pequenos e médios produtores, que já não encontram mais na agricultura uma alternativa viável. Houve nos últimos anos um processo acelerado de destruição da pequena propriedade, provocando aumento do êxodo rural, especialmente da juventude.
Ante o quadro histórico de expropriação a que estão submetidas as economias periféricas, de base rural, do agravamento das desigualdades sociais e regionais provocadas pelo modelo neoliberal e do aumento da exploração dos pequenos agricultores, mesmo no primeiro mundo, as organizações camponesas defendem, mais do que nunca, a necessidade de uma ampla política de reforma agrária, como instrumento para eliminar a pobreza e as diferenças sociais e promover o desenvolvimento de nossas sociedades.

Quilombolas - Sofrem atentado no interior do Paraná

Uma comunidade quilombola localizada no município de Doutor Ulysses, no interior do estado do Paraná (PR), foi alvo de um incêndio criminoso.
Um grupo de homens encapuzados ateou fogo nas casas. As pessoas presentes na comunidade se refugiaram na mata que cercava as casas e por lá permaneceram por mais de cinco horas. Nenhuma pessoa ficou ferida com o incêndio. A Secretária de Segurança Pública do Paraná ficou responsável para apurar o caso.

Há suspeita de que o incêndio tenha sido realizado por policiais. As famílias estão no local há mais de 150 anos. No entanto, a área é disputada pela madeireira Tempo Florestal S/A e pelas irmãs Germene e Marjorie Mallmann, que se dizem donas da área e ingressaram com ação de reintegração de posse contra os moradores da comunidade.Segundo o advogado da comunidade, Pedro Luiz Mariozi, a área onde as famílias quilombolas vivem possui aproximadamente 600 hectares, mas o processo de titularidade, que tramita no Ministério do Desenvolvimento Agrário, considera uma área ainda maior, de quase cinco mil hectares.Pedro também informou que a Polícia Militar esteve no local após o incêndio, mas foram embora sem colher nenhum depoimento ou efetuar qualquer prisão.
Fonte: Radioagência NP, Juliano Domingues.
CAMINHO DO ITUPAVA PRIMEIRO ACESSO À VILA DE COREATUBA, QUE VEIO A SE TORNAR CURITIBA

O Caminho do Itupava é uma trilha histórica aberta para ligar Curitiba a Morretes no Paraná entre 1625 e 1654 por índios e mineradores e calçado com pedras por escravos. Durante mais de três séculos os caminhos coloniais foram a única passagem da costa para o planalto, dando posteriormente origem às rodovias e ferrovia, que possibilitaram o desenvolvimento do Estado do Paraná. Deu origem ao traçado da estrada de ferro.
Originário de antigas trilhas indígenas, o Caminho do Itupava foi uma das principais vias de comunicação entre o Primeiro Planalto paranaense e a Planície Litorânea desde o século XVII, até a efetivação da Estrada de Ferro, Curitiba - Paranaguá em 1885, quando foi abandonado. No entanto, propiciou a ocupação e colonização dos Campos de Curitiba onde, durante dois séculos, contribuiu para o desenvolvimento sócio-econômico das regiões que interligava.
Hoje o Caminho do Itupava não tem mais função econômica, porém é um monumental sítio arqueológico que testemunha um precioso patrimônio cultural e natural, principalmente no trecho calçado, em plena Floresta Atlântica (Floresta Ombrófila Densa) na Serra do Mar, trecho que está em relativo estado de conservação. O Itupava é um caminho de belezas naturais e históricas, cruzando rios, cercado de vales verdes e montanhas.

Fonte:
www.facatrilha.com.br
Comunidades do Feixo e da Restinga: Herança dos Afro-descendentes da Lapa
A cidade da Lapa, antigamente chamado Vila Nova do Príncipe, uma das mais antigas cidades do Paraná (1872), ainda não mereceu um tratamento do Estado à altura, que a coloca merecidamente como referência nacional. Tem uma importância especial na constituição da historia paranaense, como um pólo de formação da história do Paraná e da Região Sul. Trata-se de uma região tradicional, com uma historia que tem inicio em 1541, com a passagem de D. Alvar Nunez Cabeza de Vaca pelo território. A cidade ficou famosa por fazer parte do Caminho dos Tropeiros (ponto de referência e abastecimento de toda a região sul brasileira), por ter sido palco de um dos episódios mais trágicos da Revolução Federalista (1893/94) – Cerco da Lapa – e também pela riqueza de suas expressões culturais: mitos religião, (Gruta do Monge), cozinha regional, folclore (Congada da Lapa), além da singularidade de sua arquitetura expressa pela qualidade de algumas exemplares construções, como o Teatro S. João, a casa do Coronel Joaquim Lacerda, a Casa de Câmera e cadeia, dentre outros.Existem no município da Lapa duas comunidades de descendentes africanos que remontam ao século XIX: a da Restinga e a do Feixo. Elas foram criadas por escravos libertos, antes da promulgação da lei Áurea, de 13 de maio de 1888. Estes ganharam as terras de seus donos, ali passaram a viver, constituir famílias e transformaram esse território num pedaço de sua terra natal, inclusive exercendo costumes d`alem mar.A cultura transmitida de geração em geração venceu os tempos e, mais de um século depois, mantém-se viva, embora tenha sofrido modificações e influências de comportamento através dos anos.A raiz, contudo, mantém-se perene, com suas manifestações ainda muito vivas, como a Congada, cuja representação através da dança e canto, conta uma histórica tendo como personagens centrais representantes dos reinos do Congo e de Angola. fonte: www.afrodescendentesdalapa.pr.gov.br
Povo indígena ainda na busca de seus direitos

Dezenove de abril, dia de um povo livre, que planta para comer, que tem as suas próprias regras e a reza como crença mais forte. Que não se apega aos bens materiais, tampouco ao consumismo que assola a população dos dias atuais. Enfim, o Dia do Índio, um povo humilde que luta constantemente para manter uma cultura que permanece há milhares de anos. Por mais que plantar seja uma das características principais desse povo, em Piraquara, os índios guaranis da Aldeia Araçá-í estavam impossibilitados de manter esta tradição. Porém, após uma reivindicação encaminhada ao Ministério Público, no início deste mês, eles conquistaram mais esse direito, que, no entanto, já era deles. De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Turismo, Gilmar Zachi Clavisso, dos 40 hectares, que em 2007 foi decretado pela prefeitura municipal Espaço Etno Biodiverso M’Bya (terra indígena), 15 mil m² agora é destinado para a lavoura, onde eles irão trabalhar com a agricultura orgânica para manter a base alimentar da aldeia. Mandioca, feijão, milho e abóbora são apenas alguns dos alimentos que eles irão plantar.

Índios Guaranis Segundo dados do Sistema de Informação de Atenção à Saúde Indígena (Siasi), da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), a estimativa é que o Paraná concentra cerca de 12.600 índios, desses 3.900 mil indígenas são da etnia guarani.
Em Piraquara (região metropolitana de Curitiba), eles são originários de Mangueirinha, de onde vieram há cerca de nove anos. As 15 famílias existentes somam uma população em torno de 80 índios.

“É muito importante manter está cultura que faz parte da nossa história. Os índios são os verdadeiros donos dessas terras”, declarou Clavisso.
Fonte: agoraparana.uol.com.br

Curitiba inova com projeto de 'aldeia urbana'


As 35 famílias indígenas que vivem irregularmente em uma reserva ecológica no Parque Iguaçu serão transferidas para a Aldeia Kakané Porã, construída pela Prefeitura no bairro Campo de Santana.
A aldeia Kakané Porã foi construída seguindo um projeto diferenciado elaborado por técnicos da Cohab. As 35 casas, com dois quartos e uma varanda, estão dispostas ao redor de uma praça central, sem muros ou cercas, numa grande área comum.

No centro, a Secretaria Municipal do meio Ambiente ergueu uma choupana, para as atividades comunitárias. Os índios que vão morar na aldeia vieram do interior do Paraná e Santa Catarina e são remanescentes das tribos guarani, caingangue e xetá.

Com a mudança, chegará ao fim um impasse que durava mais de quatro anos. O local onde os indígenas moram hoje, a reserva Cambuí, fica dentro do Parque Iguaçu e não é considerado próprio para moradia. Fonte : Redação Bonde e PM de Curitiba

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

O ANEL DE TUCUM É SÍMBOLO DA “IGREJA DOS POBRES”

O anel de tucum é um símbolo usado por aqueles/as que acreditam no compromisso preferencial das Igrejas com os pobres. O objetivo é resgatar este compromisso e denunciar as causas da pobreza. Este é o compromisso simbolizado nesta aliança, já que tanto no Antigo quanto no Novo Testamento os profetas e apóstolos afirmam a fidelidade de Deus aos pobres e oprimidos. A aliança de tucum é o sinal desta fidelidade, deste compromisso. Além da Bíblia, a opção pelos pobres é testemunhada também por toda a tradição da Igreja, principalmente na América Latina, a partir do Concílio Vaticano II e das Conferências dos Bispos em Puebla e Medelin. Esta opção é a essência mesmo da vida cristã porque está ligada à imitação da vida de Cristo. Mas esta opção não é apenas uma responsabilidade individual. Neste momento da história, ela implica um compromisso social que está ligado à partilha e acesso à propriedade dos bens absolutamente necessários à vida. Deus está do lado dos pobres porque Deus ama os pobres. Por isso o cristão é chamado a seguir este mesmo exemplo de amor e opção preferencial que tenta promover a dignidade humana. No pobre revela-se o rosto do próprio Deus (Mt 25,40).
No filme “Anel de Tucum", Dom Pedro Casaldáliga explica assim o sentido desta aliança:
“(...) Este anel é feito a partir de uma palmeira da Amazônia. É sinal da aliança com a causa indígena e com as causas populares. Quem carrega esse anel significa que assumiu essas causas. E, as suas conseqüências. Você toparia usar o anel? Olha, isso compromete, viu?
Muitos, por causa deste compromisso foram até a morte (...)". Fonte: http://www.cpt.org.br/

tucum - (tu.cum) Bras. Bot. - sm. - 1. Palmeira (Bactris setosa) nativa do Brasil, de frutos azul-arroxeados, comestíveis e apreciados pela fauna, e de cujas folhas se extrai fibra de grande resistência; TUCUM-DO-BREJO
2. A fibra dessa palmeira e do tucumã.
3. Ver tucumã.
[Pl.: -cuns.]
[F.: Do tupi tu?kum. Col.: tucunzal.]
Utilidade – a madeira é empregada localmente para construções rurais. Os frutos são comestíveis e muito ricos em vitamina A. O palmito é comestível. As folhas são usadas na confecção de cordas e redes. A amêndoa fornece óleo branco comestível e desse óleo se obtém sabão, cosméticos e medicamentos. Os frutos são muito apreciados pela fauna.
É tipo um côco pequeno, sua casca é bastante utilizada por artesões para fazer anéis.
As espécies de Tucum (Astrocarium sp) são as mais importantes fontes de fibras, além de servir como alimento. Até uma larva de inseto que se alimenta da amêndoa serve de alimento.
Ocorrência – Pará, Piauí, Ceará, Mato Grosso, Goiás, Maranhão e Tocantins

Outros nomes – tucumã do pará, tucum bravo, tucum piutanga

Habitat – floresta de terra firme e invasora de pastagens e áreas degradadas

Propagação – sementes - Arquivo pessoal
A fé sem obras é morta” - Tiago 2:20

No final da década de 1950, ventos renovadores sopram sobre a Igreja Católica no Brasil. Graças ao envolvimento e militância de alguns membros do catolicismo, surge no interior do quadro religioso um movimento pela aproximação junto às camadas populares e aos grupos empenhados nas mudanças sociais. Porém, tal como o mundo que se achava dividido em áreas de influência devido à Guerra Fria, e tal como o país também dividido entre as forças que defendiam um desenvolvimento econômico nacionalista-popular e as que queriam um desenvolvimento econômico internacionalizado, a Igreja estava dividida quanto a essa nova orientação.
A participação da Igreja nas questões sociais se desenvolve lenta e gradualmente. De uma iniciativa pessoal e regional, torna-se um compromisso institucional no Brasil (com a criação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em 1952) e em toda América Latina (surge a Conferência Episcopal Latino-Americana/CELAM, em 1955). A atuação do papa João XXIII e o Concílio Vaticano II, convocado por ele, contribuíram muito para isto na medida em que trouxeram para a ordem do dia a constatação das desigualdades sociais e a necessidade de um desenvolvimento para todo o ser humano.
Reforçando a opção pelos pobres, ocorrem a II Celam, em Medelím (1968), e a Conferência de Puebla (1979). A encíclica de Paulo VI, Populorum Progressio, soma-se a este clima.
Medellín constituiu um marco por representar a ruptura com uma Igreja tradicional, preocupada apenas em divulgar doutrina e valores católicos, e por conter as raízes da Teologia da Libertação. Esta se trata de uma nova forma de fazer teologia, articulando fé e transformação social: a realidade social passa a ser interpretada à luz de Deus, tendo o cristianismo um papel a exercer na dimensão sociopolítica. A exploração econômica e a miséria social são encaradas como pecado, o que exige a libertação dos povos atormentados por ele. Assim orientada, a Igreja se envolve na luta em defesa dos direitos humanos e sociais, indo na contramão do regime ditatorial instalado em 1964 no Brasil, que desrespeitava tais direitos.
Para exemplificarmos a teologia da Libertação, utilizaremos as idéias do ex-frade franciscano, o teólogo Leonardo Boff. Segundo ele, haveria na sociedade pouca Como se daria, então, o fim da opressão e o nascimento de uma sociedade justa e com oportunidades de desenvolvimento para todos? Boff sintetiza: “a comunhão e muita opressão sobre os pobres, sendo as sociedades latino-americanas condenadas à dependência. Trindade é o nosso verdadeiro programa social” Leonardo Boff afirma que, se a Trindade não for compreendida, se houver ênfase unilateral na figura do Pai, ou do Filho, ou do Espírito Santo, a sociedade sofrerá disparidades.
No primeiro caso, Boff sustenta que uma sociedade patriarcal teria uma imagem de Deus como o Pai-todo-poderoso, Senhor absoluto e Juiz Supremo. Não há, ao lado desse Pai, lugar pra um Filho ou um Espírito Santo em comunhão. Jesus também seria chamado de Pai, e o ser humano se sente mais servo do que filho. As sociedades de Nuestra America se enquadram neste caso, onde há uma relação vertical, com o domínio da religião só do Pai.
Já uma segunda interpretação errônea da Trindade é aquela de relação horizontal (comum em sociedades mais modernas), onde o desempenho de figuras carismáticas é valorizado, surgindo a figura de um líder, um irmão ou companheiro. Essa relação, chamada de horizontal, tende a enfatizar a figura de Cristo, com suas atitudes heróicas, muitas vezes desvinculadas do Pai. Essa seria a religião só do Filho que, segundo Boff, gera movimentos como o fascismo.
A terceira interpretação equivocada seria a de grupos carismáticos, onde a busca da paz, superação dos conflitos e satisfação das necessidades pessoais religiosas ganham maior importância. Nesse caso, aparece a chamada “fé cega”, onde a individualidade ganha maior expressão. Há então o crescimento do fanatismo e da anarquia. Seria esta a religião só do espírito, voltada para a relação interior.
Assim, somente a compreensão da Trindade enquanto una, formando uma esfera de comunhão, pode gerar uma sociedade com oportunidades iguais para todos os indivíduos. Não há superioridade de uma pessoa em relação à outra. Chegaríamos ao fim da opressão.
Boff fora perseguido pelo Cardeal Ratzinger em 1984. Este moveu um processo contra seu livro Igreja: Carisma e Poder. Na Congregação para a Doutrina da Fé (antigo Tribunal da Santa Inquisição) Ratzinger mostrou-se irredutível impondo-lhe o silêncio.
Tendo como base esta teologia abordada acima, surgem tanto no Brasil como em outros países da América ao sul dos Estados Unidos, as Comunidades Eclesiais de Base (CEB’s): vínculo entre a fé e a atividade política. Estas surgem ainda na década de 1960 e podem ser caracterizadas como pequenos grupos baseados na fé e organizados em torno da paróquia (urbana) ou capela (rural), por iniciativa de padres, bispos ou, e principalmente, leigos (agentes pastorais).
No contexto de Ditadura Militar, no Brasil, onde os canais de participação popular foram suprimidos, as CEB’s mostram-se lugares onde os trabalhadores poderiam se mobilizar e organizar. Elas se orientam pelo método Ver-Julgar-Agir: identificando as dificuldades, pensam qual julgamento teria Jesus e, finalmente, planejam uma forma concreta de enfrentar o problema, ou seja, consciência sensibilizada gerando uma ação conseqüente.
O papel educativo é uma das características mais importantes das CEB’s. Os “círculos bíblicos” eram instrumentos de sensibilização para a realidade social utilizando textos bíblicos para interpretarem o presente. Esta pedagogia confiava na capacidade do povo de pensar, agir e se organizar, delegando a responsabilidade aos participantes. Propiciar conhecimento crítico e aprofundado da realidade social tornou-se condição da evangelização.
Um dos ícones deste processo de conscientização dos camponeses sobre seus direitos foi Dom Hélder Câmara, criticado pelas direitas como o “bispo vermelho”, apesar de nunca ter aceitado o marxismo.
Sua influência não se limitou ao Brasil, alcançou o Concílio Vaticano II, e viajou pelo mundo, defendendo arduamente os Direitos Humanos, os presos políticos e denunciando a tortura. Desejava uma Igreja mais participativa, orientada para a defesa dos pobres e a favor dos movimentos sociais assim como outros teólogos da libertação que, como Frei Betto, continuam na luta apesar da contínua perseguição. Dom Hélder Câmara na defesa dos pobres e a favor dos movimentos sociais.



  • CRONOLOGIA
    1955 - I Conferência Episcopal Latino-Americana, no Rio de Janeiro/CELAM. Fundação da mesma.
    1962-1965 - Concílio Vaticano II
    1964 - Golpe civil-militar no Brasil
    1967 - 26/03 - Encíclica Populorum Progressio, de Paulo VI.
    1968 - 26/08 a 06/09 - II Conferência Episcopal Latino-Americana, em Medellín (Colômbia)
    1979 - Conferência de Puebla
    1980 - Morre assassinado em El Salvador o arcebispo Oscar Arnulfo Romero.
    06/8/1984 - “Instrução” da Congregação para a Doutrina da Fé sobre a Teologia da Libertação
    07/9/198 - Imposição de silêncio a Leonardo Boff, um dos principais teólogos da libertação do Brasil. 1999 - Morre Dom Hélder Câmara, criticado pelas direitas como o “bispo vermelho”, um dos ícones da Teologia da Libertação.
    Por:

  • Ana Luiza Falcão de Souza
    Ellen da Costa Guedes
    Layanna Cristina Lourenço de Azevedo
    http://www.historia.uff.br/nec/ellenteologiafinal.htm#_ftn1

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009





Quando eu cambaleava nas trevas da incerteza...
Você foi a minha luz
Quando eu vagava sedento no deserto da vida
Você me saciou
Quando eu me afogava no oceano da melancolia
Você me estendeu a mão
Quando eu era pesadelo
Você foi o meu sonho
Quando eu era um viciado
Você foi a minha recuperação
Quando eu era um escravo
Você quebrou as correntes
Quando todos me abandonaram
Você permaneceu ao meu lado
Quando eu caminhava no fio da navalha
Você foi o meu equilíbrio
Quando eu tropecei nas pedras da injustiça
Você me levantou
Quando eu voava com asas de cera
Você me sustentou
Quando eu caí no abismo
Você me resgatou
Quando eu era prisioneiro
Você me libertou
Quando eu estava hibernando no inverno da tristeza
Você me aqueceu
Quando eu estava cego
Você foi meus olhos
Quando eu cheguei à encruzilhada
Você me indicou o caminho
Quando eu era um caminhante errante
Você me abrigou
Quando o meu mundo foi devastado
Você me ajudou a reconstruir

Quando a batalha parecia estar perdida
Você empunhou a espada e lutou
E quando eu perdi a minha fé
Você se tornou a minha esperança
Enxugou as minhas lagrimas; cuidou das feridas do meu coração; me alimentou com seu mel; soprou em meus lábios o fôlego da vida quando a morte se aproximava...
Ninguém antes conseguiu como você me fazer ser tão importante e tão insignificante ao mesmo tempo.
Você é meu tudo, sem você não sou nada.
E quando eu fizer a passagem, rumo ao sol poente, no caminho dos meus antepassados; e se me for permitido levar alguma coisa deste plano, peço ao grande Rei, o senhor do universo, que eu possa levar a sua lembrança. Te Amo, muito mais agora do que já amei algum dia.... Não é o fim... Marcos

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Assentamentos - Depois da terra, a luta por uma vida melhor 25 anos M.S.T

No fim de semana de 20 a 22 de janeiro de 1984, reuniam-se em Cascavel 80 trabalhadores rurais de 12 estados brasileiros com o objetivo de discutir as invasões e organizar o que naquela época já se chamava de “democratização da terra”. O principal fruto dessa reunião foi a criação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), uma das várias organizações populares criadas a partir do fértil ano de 84 – capítulo importante nos livros de História brasileira principalmente por causa da ebulição social do movimento das Diretas Já e da vitória de Tancredo Neves (PMDB) sobre o então candidato do regime militar, Paulo Maluf, que marcou o fim da ditadura.
Hoje, 25 anos depois, o MST continua sendo lembrado pelas fotos de foices e enxadas em punho, mas tenta se descolar da imagem violenta e afirma que aprendeu a fazer política, ressaltando que busca aliados em qualquer partido para lidar com os novos desafios da reforma agrária. Três fatos dos últimos anos ilustram essa recente articulação com Brasília: o descontentamento com um dito descaso do governo em relação à reforma agrária; o crescimento do agronegócio, inimigo da ideologia de agricultura familiar; e também o corte de verbas públicas sofrido pelo MST em função de irregularidades na prestação de contas de suas entidades legais, apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). As acusações são de emissão de notas frias e desvio das finalidades para as quais os recursos foram destinados.
“A reforma agrária verdadeira não exila o agricultor; pelo contrário, envolve terras perto de rodovias, perto de grandes centros consumidores. Ela tem de ser casada desenvolvimento social, econômico e cultural, para desenvolver a comunidade camponesa, com estrada, com água, com luz elétrica, postos de saúde, escolas e armazéns. Esta é a verdadeira reforma agrária, que sempre sonhamos e pregamos, que é possível quando se tem um movimento popular atuante e um governo comprometido com essa causa. E também é essa reforma que esperávamos do presidente Lula”, diz o coordenador do MST no Paraná, José Damasceno.
Fonte: Gazeta do Povo 20/01/09