terça-feira, 31 de março de 2009

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Estreou 'Che', o filme da guerrilha e da revolução em Cuba, no dia 27 de março de 2009.

O médico e revolucionário (entre outras coisas) argentino Ernesto "Che" Guevara é uma figura tão polêmica quanto fascinante. Assim sendo, sua trajetória comporta bem mais do que um único filme. No caso do diretor Steven Soderbergh, ele fez dois — e o primeiro deles, Che, chegou aos cinemas de São Paulo, Rio e Campinas, na ultima sexta-feira (27).

"Che", de Steven Soderbergh, o filme de quase cinco horas de duração (4h28).
Na primeira metade, o longa se debruça sobre a participação de Che na Revolução Cubana (1959) e avança até o discurso do guerrilheiro na ONU, em 1964. A segunda parte de "Che" se concentra nos 341 dias que ele passou na selva boliviana, treinando guerrilheiros, até sua morte, em outubro de 1967.
"Cuba é um assunto que me interessa menos do que Che", disse Soderbergh.
"Mas há muitos aspectos da vida de Che que as pessoas não conhecem. Se contássemos o que ocorreu na Bolívia sem mostrar o que houve antes, não haveria o contexto para entender a história."
Protagonizado pelo ator norte-americano de origem porto-riquenha Benicio Del Toro, "Che" custou US$ 60 milhões (R$ 98,9 milhões) e foi rodado na Espanha, Bolívia, México, Porto Rico e nos EUA - em Nova York (a cena da ONU).


O ator brasileiro Rodrigo Santoro interpreta Raúl Castro, irmão de Fidel (vivido pelo mexicano Demián Bichir). "Foi uma honra fazer parte deste projeto", disse Santoro. "Éramos atores de todas as partes da América do Sul, trabalhando juntos na selva. Parecia um sonho de Che."


"É necessário aplaudir o fato de que um realizador norte-americano tenha rodado dois filmes sobre Guevara em espanhol", observou o cineasta brasileiro Walter Salles, cujo "Diários de Motocicleta" aborda a juventude de Che.
"Não se pode fazer um filme com um mínimo de credibilidade sobre esse assunto sem que ele seja falado em espanhol", disse Soderbergh, que elogiou "Diários de Motocicleta"- "Walter o fez muito bem".

Del Toro afirmou que "não foi fácil" atuar em espanhol. "Meu [sotaque] espanhol é de Porto Rico. Eu tinha 13 anos quando saí de lá e meu espanhol se manteve no mesmo nível. Che era um intelectual que se expressava no melhor espanhol."


Duas partes
Quando "Che" estrear nos cinemas, Soderbergh gostaria que ele fosse exibido em duas partes autônomas depois de uma semana em cartaz na versão integral.

Dividido em duas partes: Che - O argentino, que estreou no País, e Che - A Guerrilha, ainda sem data definida.

O diretor achou "hilária" a recepção crítica desigual que seu filme teve em Cannes. "Enquanto uns o criticaram por ser muito convencional, outros cobraram mais momentos convencionais no filme", disse.
Sobre os que desaprovam o fato de "Che" ter um perfil positivo do guerrilheiro e favorável às suas ações, Soderbergh afirmou:
"Conheço bem a argumentação dos que são anti-Che e sei que qualquer quantidade de barbaridades que incluíssemos nesse filme não seria suficiente para satisfazê-los".

Nome original: Che: Part One
País: Espanha/EUA/França/2008
Direção: Steven Soderbergh
Com: Benicio del Toro, Catalina Sandino Moreno, Rodrigo Santoro e Demián Bichir
Duração: 126 minutos
Classificação: 12 anos

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Como se explica que Che Guevara tenha se tornado e continue sendo um mito da cultura popular mundial, uma espécie de estrela do cinema-realidade da história e da vida?

O filme de Walter responde perfeitamente a essa pergunta. O segredo do extraordinário apelo exercido pela figura do Che é revelado (e talvez esteja mesmo) naquela viagem que começou com a saída de Buenos Aires na garupa da moto de Alberto. Pois, naquela viagem, formou-se um homem que quis (e por isso pagou o preço que sabemos) conciliar uma sede intransigente de liberdade com a necessidade de uma escolha política radical e também intransigente.Por isso, já nos anos 60, o Che era um ícone de ambos os lados do Atlântico, uma espécie de ponte entre a contracultura americana e o engajamento do maio francês e europeu: mistura de Jack Kerouac com Daniel Cohn-Bendit em seus dias melhores e mais raivosos. Ele era o ideal de uma vida em que a exigência de justiça e mesmo de revolução não contradizia a decisão (de uma certa forma, festiva) de encarar a existência como uma aventura.Certo, esse ideal assombrou os anos 70: pensavam em Guevara os jovens europeus que, naquela época, escolheram a luta armada e acabaram massacrando inocentes pelas ruas da Europa. Mas, apesar dessa década triste, o ideal Guevara nunca deixou em paz os homens e as mulheres de minha geração, cronológica e política. Ele ainda funciona, hoje, como um lembrete, às vezes amargo.

Ernesto Guevara (Gael García Bernal) é um jovem estudante de Medicina que decide viajar pela América do Sul com seu amigo Alberto Granado (Rodrigo de la Serna). A viagem é realizada em uma moto, que acaba quebrando após 8 meses. Eles então passam a seguir viagem através de caronas e caminhadas, sempre conhecendo novos lugares. Porém, quando chegam ao Peru, a dupla conhece a dura realidade de mineradores e camponeses indígenas.A dupla chega a uma colônia de leprosos, com o fim de exercer os conhecimentos de Medicina e passam a questionar a validade do progresso econômico da região, que privilegia apenas uma pequena parte da população. Baseado nos livros "Notas de Viaje", de Ernesto "Che" Guevara e "Con El Che por America Latina", de Alberto Granado.

Direção: Walter Salles
Duração: 126 min
Origem: Argentina, Brasil, Chile, Reino Unido, Peru, Estados Unidos da América, Alemanha, França e Cuba
Idioma: Espanhol / Quéchua

sábado, 21 de março de 2009

Curitiba 316 anos
Curitiba é a capital do Paraná, um dos três Estados que compõem a Região Sul do Brasil.
Em 29 de março de 1693, o capitão-povoador Matheus Martins Leme, ao coroar os "apelos de paz, quietação e bem comum do povo", promoveu a primeira eleição para a Câmara de Vereadores e a instalação da Vila, como exigiam as Ordenações Portuguesas. Estava fundada a Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, depois Curitiba.
Esquecida pelos governantes da Capitania de São Paulo, Curitiba passou por um período de extrema pobreza. A prosperidade só viria a partir de 1812, com o tropeirismo. Ponto estratégico do caminho do Viamão a São Paulo e às Minas Gerais, o povoado viu crescer o comércio com a passagem dos tropeiros.

Origem do Nome

Curitiba é uma palavra de origem Guarani: kur yt yba quer dizer “grande quantidade de pinheiros, pinheiral”, nomeação dada pelo cacique da tribo Tingui que a chamou de Coré-Tuba, na linguagem dos índios, primeiros habitantes do território. Nos primórdios da ocupação humana, as terras onde hoje está Curitiba apresentavam grande quantidade de Araucaria angustifolia, o pinheiro-do-Paraná. A árvore adulta tem a forma de uma taça. Sua semente é o pinhão, fonte de proteína e alimento de grande consumo, in natura ou como ingrediente da culinária regional paranaense. O pinhão servia de alimento a um pássaro também encontrado em grande quantidade no começo da ocupação do território: a gralha-azul (Cyanocorax caeruleus). De corpo azulado e cabeça preta, a gralha-azul, diz uma lenda, colhia o pinhão com o bico e o enterrava no solo para consumo posterior. Desses pinhões enterrados acabavam nascendo novos pinheiros.
No século XVII, sua principal atividade econômica era a mineração, aliada à agricultura de subsistência.O ciclo seguinte, que perdurou pelos séculos XVIII e XIX, foi o da atividade tropeira, derivada da pecuária. Tropeiros eram condutores de gado que circulavam entre Viamão, no Rio Grande do Sul, e a Feira de Sorocaba, em São Paulo, conduzindo gado cujo destino final eram as Minas Gerais. O longo caminho e as intempéries faziam com que os tropeiros fizessem invernadas, à espera do fim dos invernos rigorosos, em fazendas como as localizadas nos "campos de Curitiba". Aos tropeiros se devem costumes como o fogo de chão para assar a carne e contar "causos", a fala escandida - o sotaque leitE quentE -, o chimarrão (erva-mate com água quente, na cuia, porque os índios a utilizavam na forma de tererê, com água fria), o uso de ponchos de lã, a abertura de caminhos e a formação de povoados.
No final do século XIX, com o ciclo da erva-mate e da madeira em expansão, dois acontecimentos foram bem marcantes: a chegada em massa de imigrantes europeus e a construção da Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba, ligando o Litoral ao Primeiro Planalto paranaense.
Os imigrantes - europeus e de outros continentes -, ao longo do século XX, d
eram nova conotação ao cotidiano de Curitiba. Seus modos de ser e de fazer se incorporaram de tal maneira à cidade que hoje são bem curitibanas festas cívicas e religiosas de diversas etnias, dança, música, culinária, expressões e a memória dos antepassados. Esta é representada nos diversos memoriais da imigração, em espaços públicos como parques e bosques municipais.
A "mítica imigrante do trabalho" (observação do poeta Paulo Leminski, falecido no século passado) aliada a gestões municipais sem quebra de continuidade, acabou criando uma Curitiba planejada - e premiada internacionalmente, em gestão urbana, meio ambiente e transporte coletivo. A capital do Estado do Paraná, formada num altiplano 934 metros acima do nível do mar, carente de marcos de paisagem oferecidos pela natureza, acabou criando suas principais referências pela ciência e pela mão humana.
No século XX, no cenário da cidade planejada, a indústria se agregou com força ao perfil econômico antes embasado nas atividades comerciais e do setor de serviços. A cidade enfrentou, especialmente nos anos 1970, a urbanização acelerada, em grande parte provocada pelas migrações do campo, oriundas da substituição da mão-de-obra agrícola pelas máquinas. Curitiba enfrenta agora o desafio de grande metrópole, onde a questão urbana é repensada sob o enfoque humanista de que a cidade é primordialmente de quem nela vive. Seu povo, um admirável cadinho que reuniu estrangeiros de todas as partes do mundo e brasileiros de todos os recantos, ensina no dia-a-dia a arte do encontro e da convivência. Curitiba renasce a cada dia com a esperança e o trabalho nas veias, como nas alvoradas de seus pioneiros.

DADOS PRINCIPAIS
Área - 430,9 km²
População - 1.727.010 (estimativa IBGE/2004)
Bairros - 75
Relevo - Levemente ondulado
Área verde por habitante - 51 m²
Extensão Norte-Sul - 35 km
Extensão Leste-Oeste - 20 km
Altitude média - 934,6 m
Latitude - 25º25'48'' Sul
Longitude - 49º16'15'' Oeste
Fuso horário - Brasília
Clima - Temperado
Pluviosidade - 1.500 mm/ano
Temp. média no verão - 21ºC
Temp. média no inverno - 13ºC
Distância de São Paulo - 400 km
Planeta água pede socorro!

As reservas de água doce do planeta estão sendo ameaçadas devido ao crescimento da população mundial, seu consumo excessivo e o alto nível de poluição. Poucos desconhecem e alguns se fazem ignorantes a esta realidade preocupante de uma possível crise de água potável, onde esse recurso natural indispensável pode tornar-se uma mercadoria tão cara quanto o petróleo, podendo com isto, causar disputas e guerras por fontes e reservas d'água.
Água é fonte da vida. Não importa quem somos, o que fazemos, onde vivemos, nós dependemos dela para viver.
No dia 22 de março, é comemorado o dia mundial da água. Se hoje os países lutam por petróleo, não está longe o dia em que a água será devidamente reconhecida como o bem mais precioso da humanidade.
Segundo estatísticas, 70% do planeta é constituído de água, sendo que somente2,5% são de água doce e, desse total, 98% está de água subterrânea. Isto quer dizer que a maior parte da água disponível e própria para consumo é mínima perto da quantidade total de água existente na nossa Terra.

A Terra possui 1,4 milhões de quilômetros cúbicos de água, mas apenas 2,5% desse total é doce. Os rios, lagos e reservatórios de onde a humanidade retira o que consome só correspondem a 0,26% desse percentual. Daí a necessidade de preservação dos recursos hídricos. Em todo mundo, 10% da utilização da água vai para o abastecimento público, 23% para a indústria e 67% para a agricultura.A água doce utilizada pelo homem vem das represas, rios, lagos, açudes, reservas subterrâneas e em certos casos do mar (após um processo chamado dessalinização). A água para o consumo é armazenada em reservatórios de distribuição e depois enviada para grandes tanques e caixas d'água de casas e edifícios. Após o uso, a água segue pela rede de captação de esgotos. Antes de voltar à natureza, ela deve ser novamente tratada, para evitar a contaminação de rios e reservatórios.
A água é, provavelmente o único recurso natural que tem a ver com todos os aspectos da civilização humana, desde o desenvolvimento agrícola e industrial aos valores culturais e religiosos arraigados na sociedade.

É um recurso natural essencial, seja como componente bioquímico de seres vivos, como meio de vida de várias espécies vegetais e animais, como elemento representativo de valores sociais e culturais e até como fator de produção de vários bens de consumo final e intermediário.
- Um sexto da população mundial, mais de um bilhão de pessoas, não têm acesso a água potável;

- 40% dos habitantes do planeta (2.400 milhões) não têm acesso a serviços de saneamento básico;
- Cerca de 6 mil crianças morrem diariamente devido a doenças ligadas à água insalubre e a um saneamento e higiene deficientes;
- Segundo a ONU, até 2025, se os atuais padrões de consumo se mantiverem, duas em cada três pessoas no mundo vão sofrer escassez moderada ou grave de água.
Mais informações acesse: www.brasildasaguas.com.br

quinta-feira, 19 de março de 2009

Durante inauguração de um megatemplo, foram distribuídos 150 mil preservativos.

SOWETO – A Igreja Universal inaugurou o maior templo da África do Sul, em Soweto. Um dos jornais de grande veiculação no país, o ‘The Star’, publicou matérias falando da nova Catedral e do grande benefício que ela vem proporcionando à população.
A inauguração da Catedral trouxe grande contentamento ao povo, pois não são poucos os casos de pessoas que chegam à IURD viciadas, deprimidas, com problemas familiares ou enfermas. A situação mais preocupante é a dos infectados pelo vírus HIV. A Igreja Universal tem presenciado o sofrimento deste povo e vem clamando a Deus por uma solução. Nos últimos dois anos, foram realizadas várias passeatas simultâneas organizadas pelos freqüentadores da IURD. Em cada evento, mais de 30 mil pessoas compareceram, cantando e dançando, enquanto clamavam ao Deus vivo por ajuda aos soropositivos.
O alto número de estupros devido a algumas crenças religiosas também tem influenciado na propagação da doença. “Segundo uma lenda, se o homem tiver sexo com uma moça virgem, ele será curado. Isso é um problema muito grave porque, desesperados, eles começam a praticar estupros. Há estatísticas que mostram que, por dia, cerca de 200 mulheres são estupradas na África do Sul”, revela o bispo. Ele acrescenta um dado alarmante: “De cada 10 pessoas que eu atendo na Igreja, seis são portadoras do vírus da Aids.”

O governo tem pedido às igrejas e a toda a população que contribuam no combate à doença. A IURD tem abraçado esta causa. Além das passeatas organizadas pelos membros da igreja, em muitos templos do continente africano são realizadas reuniões especiais somente para portadores do vírus HIV e durante a inauguração da nova Catedral de Soweto foram distribuídos preservativos. “A IURD crê que o casamento é a única forma de sexo seguro, mas nós não podemos evitar que as pessoas tenham relações sexuais.


"Eu acho que distribuindo camisinhas estamos fazendo um trabalho social como costumamos fazer na Igreja e, certamente, as pessoas que fazem sexo antes do casamento vão naturalmente pensar duas vezes."

E é isso que eu quero: que elas pensem no que é melhor para elas”, declarou o bispo Edir Macedo à Record.Segundo o último relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), embora a incidência do vírus esteja sofrendo uma "desaceleração", as proporções epidêmicas são graves na África subsaariana. Com pouco mais de 10% da população mundial, a África subsaariana abriga cerca de 24,5 milhões de infectados, quase dois terços dos portadores do HIV no mundo. Cerca de três quartos dos 25 milhões de pessoas que morreram em decorrência do HIV desde o início da epidemia, nos anos 80, eram do continente africano.


Fonte:http://www.igrejauniversal.org.br
Bento XVI condena o uso da camisinha

O papa Bento 16 iniciou uma visita de seis dias à África, o continente que tem a maior parcela de população contaminada pelo vírus da Aids no mundo, reafirmando a posição da Igreja Católica contrária ao uso da camisinha.

Ao mesmo tempo, ao chegar a Camarões, primeira escala de uma visita que incluirá ainda Angola, Bento 16 pediu aos católicos do continente que lutem contra a violência, a pobreza, a corrupção e os abusos de poder -práticas que, segundo ele, têm travado a melhoria das condições de vida na região.Camarões é governado há 26 anos pelo mesmo presidente, Paul Biya, e o país é descrito pelo governo norte-americano como palco de um "lento movimento em direção a reformas democráticas".

Ainda no avião que o levava de Roma à capital camaronesa, Yaoundé, o papa afirmou que a Aids "não pode ser derrotada com a distribuição de preservativos".

A doença já matou mais de 25 milhões de africanos desde o início dos anos 80. Hoje, cerca de 20 milhões de pessoas no continente têm o vírus HIV, e alguns países da região apresentam taxas superiores a 20% da população infectada.Para Bento 16, a camisinha não é a solução, mas, "ao contrário, aumenta o problema".

A visão da igreja é a de que a distribuição indiscriminada de preservativos pode estimular um comportamento sexual que ela vê como irresponsável e que estaria na raiz da epidemia de Aids que o mundo viveu em décadas recentes.

Para a igreja, o ponto crucial da visita à África, no entanto, é outro. O continente é visto como uma "fronteira" de evangelização para todas as grandes religiões monoteístas do mundo, onde elas competem para "receber" fiéis provenientes das inúmeras religiões tradicionais locais.Em Camarões, a "divisão" se dá entre cristãos e muçulmanos. Já em Angola, destino de Bento 16 a partir de sexta-feira, a colonização portuguesa contribuiu para a forte presença católica.

Essa prevalência tem sido ameaçada em anos recentes com o avanço dos protestantes, muitos deles neopentecostais de origem brasileira.

No discurso que fez na chegada a Camarões, o papa disse que "num momento de escassez global de alimentos, de problemas financeiros, e de mudanças climáticas, a África sofre de maneira desproporcional"."Mais e mais pessoas se tornam vítimas da fome, da pobreza e da doença. Eles clamam por reconciliação, justiça e paz, e é isso que a igreja tem a lhes oferecer."

quarta-feira, 18 de março de 2009

Clube de motoqueiros prega a fé nas estradas brasileiras

A paixão pelas duas rodas e o amor a Jesus Cristo são o que movem um grupo de motociclistas pelas estradas de todo o Brasil. O Motoclube Pregadores do Caminho, o primeiro evangélico no Município, tem como propósito principal compartilhar vida e, com isso, estar integrado com os demais motociclistas.
Criado no Rio de Janeiro em 2005, o motoclube é um ministério da Igreja Batista Betânia.
Há dois anos em Rio Grande, o grupo já reúne 15 membros, entre eles homens, mulheres e crianças. Isso porque um dos princípios desses motociclistas é estarem acompanhados das famílias. "Nossa intenção é estar em comunhão. Mas é importante ressaltar que não queremos impor ou empurrar Jesus Cristo para as pessoas. O evangelismo significa compartilhar vida em Cristo e é isso que queremos. Cremos que podemos abençoar as pessoas", explica o presidente do Pregadores do Caminho na região Sul, pastor Renato Vieira de Castro.O motociclista afirma que a única diferença entre motoclube evangélico e os demais motogrupos é o viver conforme os ensinamentos de Cristo. "No mais, seguimos o principal lema dos motoclubes: Irmandade, Fraternidade, Liberdade e Lealdade. Tudo isso de acordo com a palavra de Deus", diz. Para quem imagina que isso possa ser sinônimo de preconceito, engana-se. O grupo, já respeitado entre o meio dos motociclistas, neste ano, integrou a equipe de apoio na organização do 5º Moto Praia, evento realizado pelo Motoclube Pica-Paus do Asfalto que aconteceu no Cassino de 21 a 23 de novembro. Durante o encontro, eles comemoraram aniversário de dois anos e reuniram mais de 90 motociclistas de diversos motoclubes em um jantar, com direito à banda de rock gospel.
Mas foi em meio à multidão que assistia ao show da banda Só Creedence, no Moto Praia, que o pastor se deparou com uma situação de fé e emoção. "Eu estava no show quando um casal me perguntou por que somos Pregadores do Caminho. E eu expliquei sobre o motoclube e que somos evangélicos. Então eles me disseram que também crêem em Jesus e estavam procurando um grupo que fosse como eles", conta. Logo depois, o homem chamou Castro e disse que queria pedir a namorada em noivado. "E foi ali, no meio do show, que ele tirou as alianças do bolso e a pediu em casamento. Eu orei e abençoei o noivado e a vida deles. A menina não esperava e se emocionou. Foi benção", afirma.

Além disso, os motociclistas já participaram de inúmeros eventos na região, como o 7° Moto Show do Mercosul, que reuniu mais 3 mil motociclistas em Pelotas. E hoje já se tornaram até referência. Em muitos encontros Castro é convidado a levar uma palavra, uma pregação. "Em outros casos, se alguma pessoa está com problemas me chama para conversar", garante. A próxima parada do grupo será Jaguarão. O Pregadores do Caminho foi convidado a participar do 9° Motofest em janeiro, um dos maiores encontros de motociclistas da região. "Será mais uma oportunidade de levarmos a palavra de Deus aos motociclistas", diz.
Fonte: Jornal Agora
Motociclistas ou Gangues? Motoclube ou Facção Criminosa? Homens ou Bandidos?
CONHEÇA A VERDADE ! Saiba sobre o 1%ers !

No Brasil pouco sabe-se da realidade escondida no motociclismo, afinal aqui o surgimento de grupos e o uso da denominação MC além de recente quando comparado a outros países, sua grande maioria são criados com um único e bom propósito, o de lazer. Junta-se um grupo de meia dúzia de amigos, as vezes menos e funda-se uma associação denominada Motoclube ou abreviado MC. Acontece que da mesma forma que estas boas pessoas que buscam lazer e descobriram vantagens ao andar em grupo, outras pessoas, mal intencionadas e com propósitos voltados para obtenção de lucro fácil passando por cima das leis, descobriram as vantagens de usar o MC para disfarçar uma grande estrutura criminosa, por vezes internacional. Quem está de fora, principalmente as autoridades, não enxergam e não tem motivos para desconfiança afinal eles fazem de tudo e insistem dizendo tratar-se de grupos voltados para o lazer e ainda fazem ações filantrópicas e eventos públicos em suas regiões despistando qualquer tipo de desconfiança. Na verdade reza a lenda que alguns motociclistas de grupos são maus, na verdade não trata-se de lenda, estes criminosos que estão disfarçados em MC são realmente maus, envolvendo-se frequentemente em brigas e violência em eventos do gênero e também fora deles tendo sua grande maioria envolvimento com consumo de drogas. No Brasil, ainda não temos em estatísticas policiais a violência e troca de tiros entre este tipo de gangues o que já ocorre com freqüência em alguns países e pode ser acompanhado por vários endereços na Internet e sites especializados em notícias policiais envolvendo gangues de motociclistas como o Demo World BikerNew-http://demosworld.blogspot.com/,OutlawBikerWorld - http://bikernews.obworld.com/index.cfm?d=news&p=topic&topic=1%er e White Trash Networks - http://www.bikernews.org/wtn/news.php
Os fatos:
De acordo com o SE-GAG (Southeastern Connecticut Gang Activities Group -
http://www.segag.org/ ), uma organização americana que investiga as atividades das diversas gangues a nível nacional, os motoclubes denominados 1% ers ou simplesmente 1% com ramificações em vários países como Outlaws MC , Bandidos MC entre outros são realmente gangues criminosas envolvidas diretamente com o tráfico internacional de drogas comprando cocaína da Colômbia e de Cuba para revenda em vários estados americanos e outros países, o mesmo faz com a Maconha e outras drogas. Essas organizações disfarçadas de Motoclubes também mantém diversos laboratórios clandestinos para manipulação e refino de drogas como anfetaminas e outros conhecidos como LSD, Êxtase, PCP entre outros.O SE-GAG ainda apurou que essas gangues criminosas internacionais disfarçadas de motociclistas estão envolvidos com crimes de adulteração de documento e chassi de veículos automotores que são na maioria das vezes roubados para seu uso ou comercialização das peças assim como sabe-se do envolvimento na prostituição onde exploram o sexo de mulheres, em sua grande maioria viciadas em drogas, que trabalham em casas noturnas mantidas por estas organizações. Para ter uma idéia da agressividade desses grupos, alguns podem ser identificados pelas suas ações de represálias a inimigos como é o caso do Pagan's MC 1% que deixa costumeiramente como marca de sua vingança cruel dois tiros de revolver Colt .38 na parte traseira da cabeça do inimigo.
1%ers ou 1%:
De acordo com a SE-GAG e confirmado através de várias pesquisas essa simbologia surgiu de uma indicação da AMA (Associação Americana de Motociclistas) que no passado afirmava que 99% dos motociclistas eram pessoas de bons princípios e 1% eram sujeitos desajustados, fora da lei. Atualmente o real significado da terminologia 1%ers ou simplesmente 1% de acordo com a SE-GAG trata-se de uma marca para indicar que o sujeito é um fora-da-lei, um sinal de que o grupo em questão está envolvido no crime e disposto a defender seu território, portanto outras gangues são seus rivais e em hipótese alguma compartilham uma mesma área. Algo parecido como são no Brasil as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) de São Paulo, CV (Comando Vermelho), TC (Terceiro Comando), ADA (Amigo dos Amigos) e TCP (Terceiro Comando Puro) estas do Rio de Janeiro. O único diferencial é que essas facções criminosas do Brasil são criminosos assumidos e não estão disfarçados no meio motociclístico através de Motoclubes. No exterior todo Motoclube 1% tem seus membros ligados a criminalidade, usam armas e normalmente encontros com outras gangues resultam em sangue, tiros e mortes assim como é aqui no Rio de Janeiro a rivalidade entre as facções criminosas.

No Brasil nos últimos anos começaram a surgir grupos de motociclistas violentos, com evidente envolvimento no consumo de drogas e agora alguns começam a sustentar a terminologia do 1%. Eu os faço uma pergunta: Será que eles estão apenas brincando de imitar os grupos criminosos americanos e demais internacionais ou estariam também solidificando-se em facções criminosas? Um grupo que destaca-se no Brasil pelo seu tamanho e evidência seus membros começam a sustentar a simbologia 1% e por sinal já iniciou capítulos de conflitos tanto dentro como fora do Brasil. Fazendo uma busca pela Internet já é possível encontrar discussões em fóruns internacionais onde figuram em atrito com certas gangues internacionais como pode ser verificado no Desguace Foro um site em Espanhol que promete discussão sobre motos e clubes sem censuras. Seria ótimo a certeza que tudo envolvendo clubes Brasileiros fossem parte de uma brincadeira de imitação, mas, infelizmente pesquisas tem mostrado o contrário e para evitar falsas suposições citando nomes indevidamente fizemos uma busca atrás de indícios e lamentavelmente todo achado leva ao caminho escuro, da marginalidade que um dia poderá fazer muitas famílias brasileiras chorar a perda de entes queridos em nosso Brasil.
No site
é possível encontrar a simbologia do 1% assim como é visto em suas vestes e também outras diversas fotos com o grupo criminoso Outlaws MC e frases nazistas assustadoras. Para quem não conhece, no Brasil as festas de alguns Motoclubes existe um clima conhecido como "legalize" onde o uso de certas drogas, principalmente a Maconha é tido como normal assim como shows públicos com nudez total feminina caracterizando a prostituição, no exterior essas gangues conseguiram burlar a polícia e as autoridades por décadas e algumas como as citadas neste artigo infelizmente ainda continuam agindo fervorosamente.

Resumo:
É tudo muito triste e o Brasil provavelmente será palco de mais esta modalidade criminosa, um novo gênero de violência. Lamentável ver tantos homens, brasileiros, muitas vezes pai de família estar a colaborar com este tipo de organização e o mais triste ainda é saber que muitas vezes o crescimento vem com ajuda e suporte de pessoas eleitas e pagas para defender o interesse público e coletivo, pessoas que recebem salário do estado para garantir o bem estar do cidadão brasileiro, como é o caso de policiais, políticos e pessoas que ocupam cargos públicos ou representativos na sociedade e dão apoio a estas gangues. Pode ser tarde mas insisto a todos em forma de apelo que tenham um pouco de amor ao próximo e sejam solidários com a sociedade e com vossa a pátria, temos tudo aqui, não é preciso copiar e reviver esta modalidade criminosa americana em nosso país. Espero que tanto as pessoas que vem apoiando assim como as que encabeçam estes grupos, reflitam e passem a enxergar o mal que fazem a humanidade, que tenham um pouco de fé e juízo. Sempre vem a minha mente a pergunta: O que será da próxima geração? O que será de vossos filhos e filhas? Enfim, que este artigo ilumine essas mentes!

domingo, 8 de março de 2009

Frade Metaleiro
Um frade italiano que criou uma banda de heavy metal será uma das atrações de um festival de música ao lado de bandas consagradas como Iron Maiden e Judas Priest.
Aos 62 anos, Cesare Binozzi, um frade franciscano da ordem religiosa dos capuchinhos, tem uma banda chamada Irmão Metal, que já gravou 15 discos de forma independente, com músicas que falam de temas religiosos.
Este ano o grupo participa do principal festival de música heavy metal da Itália, o Gods of Metal, no próximo fim de semana, na cidade de Bolonha.
A banda pisará no palco cantando músicas do seu último disco, Mistérios. A noite será fechada por um show do Judas Priest.
Segundo os organizadores, o festival deverá atrair um público de cerca de 100 mil pessoas.
“Não uso a música para ganhar dinheiro, mas para difundir os valores ligados à Igreja. Se a linguagem é dura, é somente porque assim é a realidade”.
“O heavy metal é energia pura, intensa e tem sua beleza, além de conteúdo, porque faço música com letras que ajudam a entender coisas importantes a nível de fé e de vida”.
“Os jovens não são bobos ou estúpidos. Entendem que o que digo tem sentido e valor.”
“As letras são boas porque falam de coisas da vida, como o álcool, sexo, a vida em geral, temas normais. Se você ouve o disco sem entender as palavras, parece uma música heavy metal como as outras”, disse o baterista, Andrea Zingro, à BBC Brasil.
Segundo o músico, é mais divertido tocar com o frade do que com outros cantores.
“Não acho estranho. É uma pessoa como as outras, e tem experiência em muitas coisas. Nos divertimos muito mais com ele do que com outros cantores”, disse Zingro.
“O heavy metal é o oposto do satanismo. Há dois ou três grupos que se dizem satânicos, mas são poucos em milhares que nada têm a ver com o demônio. Conheço o guitarrista do Metallica. Ele faz meia hora de oração antes de ir ao palco. No fundo é música boa e vontade de socializar”, afirmou o frade.

Frade Cesare diz que gosta de todo tipo de música, mas tem preferência pela metaleira, ainda que o gênero esteja muito distante do que tradicionalmente se ouve nas igrejas.
Ele diz que o heavy metal, ao contrário do que muitos dizem, não tem ligações com ritos satânicos e cultos ao diabo.

Nem mesmo o gesto típico dos metaleiros, com os dedos mindinho, indicador e polegar apontados tem simbologia negativa, segundo ele.
"É um símbolo do amor, quer dizer eu te amo", interpretou.
Cesare Bonizzi trabalhou como operário e comerciante antes de entrar para o convento Musocco, nos arredores de Milão.
Ele foi ordenado sacerdote em 1983 e iniciou sua atividade pastoral trabalhando com grupos de motoristas de bonde e metrô da cidade. Foi neste ambiente que começou a compor suas primeiras canções, como A dança do bonde.
O público que freqüenta os shows de heavy metal não vê o frade com desconfiança, garantem os músicos.
"Os jovens gostam dele", disse o baterista.
"Às vezes tem alguém que se incomoda, não porque seja contra mim pessoalmente, mas porque não deve gostar de padres. O que posso fazer? Em geral o relacionamento é muito bom", afirmou o religioso.
O Vaticano, que defende liturgias tradicionais, ainda não se pronunciou sobre o caso do frade metaleiro.

http://www.cristianismocriativo.com.br/
Dia Internacional da Mulher

O dia 8 de Março é, desde 1975, comemorado pelas Nações Unidas como Dia Internacional da Mulher ,neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias, que recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas. Em 1903, profissionais liberais norte-americanas criaram a Women's Trade Union League. Esta associação tinha como principal objetivo ajudar todas as trabalhadoras a exigirem melhores condições de trabalho. Em 1908, mais de 14 mil mulheres marcharam nas ruas de Nova Iorque: reivindicaram o mesmo que as operárias no ano de 1857, bem como o direito de voto. Caminhavam com o slogan "Pão e Rosas", em que o pão simbolizava a estabilidade econômica e as rosas uma melhor qualidade de vida.Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher".

Os Mistérios da Mulher

Na origem de todos os povos do mundo sempre existiu a tradição de um casal fundador da raça humana. A maioria são casais-deuses, exceto nas religiões patriarcais, como a cristã, onde um único Deus masculino formou todas as coisas e seres.

Entretanto, ao estudar a espiritualidade hebraica, através da Cabala, nos é ensinado que o grande deus monoteísta não é do sexo masculino, mas é completo em si mesmo, o que existem são divisões de gênero, inclusive é uma insolência lhe dar aspecto humano, pois sua essência é luz pura. E desde quando luz tem sexo?

Mas como sabemos vivemos num mundo bipolar e é por isso que nossa Divina Arquiteta (a luz) teve a iluminada idéia de semear o amor no terreno fértil de nossos corações, para que pudéssemos andar lado a lado, sempre em casais e nunca sozinhos.

Na natureza, o princípio feminino ou a deusa feminina mostra-se como uma força cega, fecunda, cruel, criativa, acariciadora e destruidora.
É a fêmea das espécies mais mortal que o macho, feroz em seu amor como também com seu ódio.
Esse é o princípio feminino na forma demoníaca. O medo quase universal que os homens têm de cair sob o domínio ou fascinação de uma mulher e a atração que esta mesma servidão têm para eles, são evidências de que o efeito que uma mulher produz num homem é, em geral realmente de caráter demoníaco.
O primeiro capitulo da Bíblia, conta a história de Adão e Eva ...mas segundo o Zohar (comentário rabínico dos textos sagrados), Eva não é a primeira mulher de Adão. Quando Deus criou o Adão, ele fê-lo macho e fêmea, depois cortou-o ao meio, chamou a esta nova metade Lilith e deu-a em casamento a Adão. Mas Lilith recusou, não queria ser oferecida a ele, tornar-se desigual, inferior, e fugiu para ir ter com o Diabo. Deus tomou uma costela de Adão e criou Eva, mulher submissa, dócil, inferior perante o homem.
De acordo com Hermínio, "Lilith foi feita por Deus, de barro, à noite, criada tão bonita e interessante que logo arranjou problemas com Adão". Esse ponto teria sido retirado da Bíblia pela Inquisição. O astrólogo assinala que ali começou a eterna divergência entre o masculino e o feminino, pois Lilith não se conformou com a submissão ao homem.
O mito de Lilith pertence à grande tradição dos testemunhos orais que estão reunidos nos textos da sabedoria rabínica definida na versão jeovística, que se coloca lado a lado, precedendo-a de alguns séculos, da versão bíblica dos sacerdotes. Sabemos que tais versões do Gênesis - e particularmente o mito do nascimento da mulher - são ricas de contradições e enigmas que se anulam. Nós deduzimos que a lenda de Lilith, primeira companheira de Adão, foi perdida ou removida durante a época de transposição da versão jeovística para aquela sacerdotal, que logo após sofre as modificações dos pais da igreja.

No Talmude, ela é descrita como a primeira mulher de Adão. Ela brigou com Adão, reivindicando igualdade em relação a seu marido, deixando-o "fervendo de cólera". Lilith queria liberdade de agir, de escolher e decidir, queria os mesmos direitos do homem mas quando constatou que não poderia obter status igual, se rebelou e, decidida a não submeter-se a Adão e, a odia-lo como igual, resolveu abandona-lo. Segundo as versões aramaica e hebraica do Alfabeto de Ben Sirá (século 6 ou 7).
Lilith foi feita da mesma argila com que Deus fez Adão. Por motivo de orgulho e luxúria, Lilith cansou-se de
todas as vezes em que eles faziam sexo, Lilith mostrava-se inconformada em ter de ficar por baixo de Adão, suportando o peso de seu corpo. E indagava: "Por que devo deitar-me embaixo de ti? Por que devo abrir-me sob teu corpo? Por que ser dominada por ti?Fomos criados iguais e devemos fazê-lo em posições iguais? Contudo, eu também fui feita de pó e por isso sou tua igual.
" Mas Adão se recusava a inverter as posições, consciente de que existia uma "ordem" que não podia ser transgredida. Lilith deve submeter-se a ele pois esta é a condição do equilíbrio preestabelecido. Vendo que o companheiro não atendia seus apelos, que não lhe daria a condição de igualdade, Lilith se revolta, pronuncia nervosamente o nome de Deus, faz acusações a Adão e vai embora; é o momento em que o Sol se despede e a noite começa a descer o seu manto de escuridão soturna, tal como na ocasião em que Jeová-Deus fez vir ao mundo os demônios,aliando-se com os Inimigos do Eterno. Perdida no mundo, ela terminou se transformando num demônio perverso que assola e vampiriza a todos os seres humanos que tentam viver o Amor.
Adão sente a dor do abandono; entorpecido por um sono profundo, amedrontado pelas trevas da noite, ele sente o fim de todas as coisas boas.
Desperto, Adão procura por Lilith e não a encontra: Procurei-a em meu leito, à noite, aquele que é o amor de minha alma; procurei e não a encontrei" (Cântico dos Cânticos III, 1).
Lilith partiu rumo ao mar vermelho (Diz-se que quando Adão insistiu em ficar por cima durante as relações, Lilith usou seus conhecimentos mágicos para voar até o Mar Vermelho).
Lá onde habitam os demônios e espíritos malignos, segundo a tradição hebraica. É um lugar maldito, o que prova que Lilith se afirmou como um demônio, e é o seu caráter demoníaco que leva a mulher a contrariar o homem e o questionar em seu poder. Desde então, Lilith tornou-se a noiva de Samael, o senhor das forças do mal do Outro Lado . Como conseqüência, deu à luz toda uma descendência demoníaca, conhecida como "Liliotes ou Linilins", na prodigiosa proporção de cem por dia.
Alguns escritos contam que Adão queixou-se a Deus sobre a fuga de Lilith e, para compensar a tristeza de Adão, Deus resolveu criar Eva, moldada exatamente como as exigências da sociedade patriarcal. A mulher feita a partir de um fragmento de Adão. É o modelo feminino permitido ao ser humano pelo padrão ético judaico-cristão. A mulher submissa e voltada ao lar. Assim, enquanto Lilith é força destrutiva (o Talmude diz que ela foi criada com imundície e lodo), Eva é construtiva e Mãe de toda Humanidade (ela foi criada da carne e do sangue de Adão). Jehová-Deus tenta salvar a situação, primeiro ordenando-lhe que retorne e, depois, enviou ao seu encalço uma guarnição de três anjos, Sanvi, Sansavi e Samangelaf, para tentar convencê-la; porém, uma vez mais e com grande fúria, ela se recusou a voltar. Lilith está irredutível e transformada. Ela desafiou o homem, profanou o nome do Pai e foi ter com as criaturas das trevas. Como poderia voltar ao seu esposo? Os anjos ainda ameaçaram: "Se desobedeces e não voltas, será a morte para ti." Lilith , entretanto, em sua sapiência demoníaca, sabe que seu destino foi estabelecido pelo próprio Jeová-Deus. Ela está identificada com o lado demoníaco e não é mais a mulher de Adão.

Acasalando-se com os diabos, Lilith traz ao mundo cem demônios por dia, os Lilim, que são citados inclusive na versão sacerdotal da Bíblia. Jeová-Deus, por seu lado, inicia uma incontrolável matança dessas criaturas, que, por vingança, são enfurecidas pela sua genitora. Está declarada a guerra ao Pai. Os homens, as crianças, os inválidos e os recém-casados, são as principais vítimas da vingança de Lilith. Ela cumpre a sua maligna sorte e não descansará assim tão cedo.

Uma outra versão diz que foram os anjos que mataram os filhos que tivera com, Adão. Tão rude golpe transformou-a, e ela tentou matar os filhos de Adão com sua segunda esposa, Eva.
Lilith Alegou ter poderes vampíricos sobre bebês, mas como os anjos a queriam impedir, fizeram-na prometer que, onde quer que visse seus nomes, ela não faria nenhum mal aos humanos. Então, como não podia vencê-los, ela fez um trato com eles: concordou em ficar afastada de quaisquer bebês protegidos por um amuleto que tivesse o nome dos três anjos. Não obstante, esse ódio contra Adão e contra sua nova (e segunda) mulher, Eva, resultou, para Lilith, no desabafo da sua fúria sobre os filhos deles e de todas as gerações subseqüentes. A partir daí, Lilith assume plenamente sua natureza de demônio feminino, voltando-se contra todos os homens, de acordo com o folclore assírio, babilônico e hebraico. E são inúmeras as descrições que falam do pavor de suas investidas. Conta-se, por exemplo, que Lilith surpreendia os homens durante o sono e os envolvia com toda sua fúria sexual, aprisionando-os em sua lasciva demoníaca, causando-lhes orgasmos demolidores. Ela montava-lhes sobre o peito e, sufocando-os (pois se vingava por ter sido obrigada a ficar "por baixo" na relação com Adão), conduzia a penetração abrasante. Aqueles que resistiam e não morriam ficavam exangues e acabavam adoecendo. Por isso Lilith também está identificada com o tradicional vampiro. Seu destino era seduzir os homens, estrangular crianças e espalhar a morte.
Durante os primeiros séculos da era cristã, o mito de Lilith ficou bem estabelecido na comunidade judaica. Lilith aparece no Zohar, o livro do Esplendor, uma obra cabalística do século 13 que constitui o mais influente texto hassídico e no Talmude, o livro dos hebreus. No Zohar, Lilith era descrita como succubus, com emissões noturnas citadas como um sinal visível de sua presença. Os espíritos malignos que empesteavam a humanidade eram, acreditava-se, o produto de tais uniões. No Zohar Hadasch (seção Utro, pág. 20), está escrito que Samael - o tentador - junto com sua mulher Lilith, tramou a sedução do primeiro casal humano. Não foi grande o trabalho que Lilith teve para corromper a virtude de Adão, por ela maculada com seu beijo; o belo arcanjo Samael fez o mesmo para desonrar Eva: E essa foi a causa da mortalidade humana. O Talmude menciona que "Quando a serpente envolveu-se com Eva, atirou-lhe a mácula cuja infecção foi transmitida a todos os seus descendentes... (Shabbath, fol. 146, recto)". Em outras partes, o demônio masculino leva o nome de Leviatã, e o feminino chama-se Heva. Essa Heva, ou Eva, teria representado o papel da esposa de Adão no éden durante muito tempo, antes que o Senhor retirasse do flanco de Adão a verdadeira Eva (primitivamente chamada de Aixha, depois de Hecah ou Chavah). Das relações entre Adão e a Heva-serpente, teriam nascido legiões de larvas, de súcubos e de espíritos semiconscientes (elementares). Os rabinos fazem de Leviatã uma espécie de ser andrógino infernal, cuja a encarnação macho (Samael) é a "serpente insinuante" e a encarnação fêmea (Lilith), é a "cobra tortuosa" . Segundo o Sepher Emmeck-Ameleh, esses dois seres serão aniquilados no fim dos tempos: "Nos tempos que virão o Altíssimo (bendito seja!) decapitará o ímpio Samael, pois está escrito (Is. XVII, 1): 'Nesse tempo Jeová com sua espada terrível visitará Leviatã, a serpente insinuante que é Samael e Leviatã, a cobra tortuosa que é Lilith' (fol. 130, col. 1, cap.XI). Também segundo os rabinos, Lilith não é a única esposa de Samael; dão o nome de três outras: Aggarath, Nahemah e Mochlath. Mas das quatro demônias, só Lilith dividirá com o esposo a terrível punição, por tê-lo ajudado a seduzir Adão e Eva. Aggarath e Mochlath tem apenas um papel apagado, ao contrário do que acontece com as outras duas irmãs, Nahemah e Lilith.
A partir dessa narração alegórica e ao mesmo tempo ocultista, Lilith foi chamada de a mãe dos demônios e de todas as perversidades sexuais, homossexualismo etc., além de ser traidora, por se aliar aos Anjos Caídos. Algumas tradições dizem que Lilith sai mundo afora para seduzir tanto a homens quanto a mulheres para logo em seguida assassiná-los e sugar seu sangue Lilith, segundo o esoterismo, é na verdade um terrível mago negro do mundo astral, iniciador ou criador de entidades diabólicas, tais como as lamias, as estriges, as harpias, as górgonas, as rínias e fúrias, as moiras e parcas etc.
Cuidadosamente apagada da Bíblia cristã, Lilith permanece como símbolo de rebelião à repressão do feminino na psique e na sociedade. O mito Lilith mostra bem a passagem do matriarcado para o patriarcado.

Tanto na literatura ortodoxa como na apócrifa, a sombra de Lilith seguiu cercando as mulheres até o século XV d. C. Nessa época, e utilizando as mesmas imagens incorporadas em Lilith, milhares delas foram acusadas de copular com o demônio, matar crianças e seduzir homens, ou seja, de serem bruxas.

Textos da literatura judia de fontes apócrifas, não incluídos no canon ortodoxo do Antigo Testamento, contêm passagens como a seguinte:

"As mulheres são o mal, filhos meus: como não têm o poder nem a força para enfrentar o homem, usam truques e intentam enganá-lo com seus encantos; a mulher não pode dominar pela força o homem, porém o domina mediante a astúcia. Pois certamente a anjo de Deus me falou sobre elas e me ensinou que as mulheres se entregam mais ao espírito de fornicação que o homem, e que tramam conspirações em seus corações contra os homens; com sua forma de adornar-se primeiro lhes fazem perder a cabeça, e com uma olhada inoculam o veneno, e logo durante o próprio ato os fazem cativos; pois uma mulher não pode vencer o homem pela força. Assim que evitai a fornicação, filhos meus, e ordenem a vossas esposas e filhas que não adornem suas cabeças e seus rostos, pois a toda mulher que usa truques desse tipo estará reservado o castigo eterno".

Esse exemplo nos mostra como um mito, se for entendido e concebido de forma literal, pode criar um prejuízo e converter-se em uma doutrina que se declara a si mesma uma verdade divinamente revelada. É conveniente lembrar que Jesus não aprovou nem o mito nem suas implicações, nem os costumes patriarcais referentes as mulheres, muito pelo contrário. Foram transmitidas ao Novo Testamento através dos escritos de Pablo, e assim fizeram sua entrada na doutrina formal cristã.
Lilith é o arquétipo da mulher indomada, que luta apaixonadamente pelo poder pessoal. Suas características são destemor, força, entusiasmo e individualismo. Ela é atividade e exuberância emocional.

Para as religiões patriarcais, é a personificação da luxúria feminina, uma inimiga das crianças que atua de noite, semeando o mal e a discórdia. Na Bíblia, aparece uma fugaz alusão a Lilith. Em Isaías (34:14) explica-se com detalhe como Deus, com sua espada, mata a todos os habitantes de Edom e que ali ficam como senhores animais como abutres, serpentes e... Lilith... , ela é chamada de "a coruja da noite".
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sábado, 7 de março de 2009

IGREJAS PARA TODAS AS TRIBOS
OFERECENDO DOUTRINAS MAIS FLEXÍVEIS, ABREM AS PORTAS PARA ACOLHER GENTE QUE NÃO SE ENQUADRA NAS IGREJAS TRADICIONAIS

Aos 18 anos, o estudante Vítor Lima pensava em se mudar para Portugal, onde estudaria para se tornar um frei franciscano. Os dreadlocks no cabelo, os brincos e as tatuagens, porém, não combinavam com a vida eclesiástica. Na época, ainda indeciso, Vítor foi a um show de death metal (um estilo mais pesado que o heavymeta!) no galpão da Comunidade Zadoque, na zona oeste de São Paulo. Ele não sabia que aquele galpão era uma igreja evangélica, fundada e freqüentada por pessoas que também curtiam rock pesado e tatuagens. Naquela noite, a banda escalada para tocar era comandada pelo pastor da igreja, um sujeito cabeludo e cheio de piercings. Durante o show, diz Vítor, hoje com 22 anos, Deus falou diretamente com ele. Não precisava abrir mão do seu modo de ser e de vestir para vivenciar sua fé. Ele não teve dúvida esqueceu a Europa, fez mais dez tatuagens e converteu-se à fé pentecostal.
Assim como Vítor, pessoas que não encontraram abrigo em nenhuma crença religiosa têm se reunido em igrejas próprias. Nos últimos anos, surgiram templos evangélicos para gays, ciganos, góticos, punks, surfistas e outras tribos que não se enquadravam nas doutrinas tradicionais. Em dez anos, o número de fiéis de origem pentecostal mais que dobrou. Os responsáveis por esse aumento foram os jovens, que somam 62% dos 17,6 milhões de evangélicos brasileiros, segundo o IBGE. Boa parte desses recém-convertidos não precisou abandonar suas tradições, convicções ou seu estilo de vida: foram as igrejas que se moldaram ao perfil deles. Os dados do Censo de 2000 confirmam: na última década, surgiram 1 200 novas denominações religiosas, sendo que de 60 a 70% eram igrejas pentecostais. Esse fenômeno de multiplicação de templos foi chamado de "pulverização pentecostal".
"A quase individualização dos templos espirituais é uma marca dos protestantes", afirma o historiador Paulo Siepierski, membro da Igreja Batista do Recife. Segundo ele, a cisão dos evangélicos em núcleos específicos tem origem na Reforma Protestante comandada por Martinho Lutero, em 1517. Desde o momento em que o teólogo alemão fixou suas 95 teses na porta da igreja do castelo de Wittemberg, na Alemanha, contra algumas práticas católicas, foi aberto o caminho para a partilha das igrejas. Ele rompeu com a Igreja para adaptar-se a uma sociedade nascente. "Quando Lutero retirou da instituição cristã a responsabilidade pela salvação e passou-a para o indivíduo, surgiram milhares de templos", diz Paulo. O chamado "individualismo protestante" dá a cada um liberdade para interpretar a Bíblia e alcançar a graça divina.
"Na Igreja Católica tradicional, por exemplo, isso não ocorre. Ela é monolítiica, assim como outras religiões centralizadoras", afirma ele. O Protestantismo, ao contrário, dá liberdade aos seus seguidores para fundar igrejas e adaptar doutrinas. Criar novos templos não é complicado. Bastam alguns passos burocráticos e um regimento interno que não viole a Constituição. De acordo com Paulo, essa possibilidade de fragmentação é o modo de as igrejas evangélicas adquirirem novos seguidores. "Para levar o Evangelho a públicos que ainda não foram alcançados, a igreja se divide de acordo com seus adeptos", diz.
Segundo o pesquisador Lourenço Kraft, do Serviço para a Evangelização da América Latina (Sepal), uma missão evangélica cujo objetivo é propagar a Palavra de Cristo, a história religiosa está repleta de igrejas que surgem para responder a demandas sociais. "Como a sociedaade está em contínua evolução, é mais fácil criar algo diferente que adaptar uma instituição antiga, com tradições obsoletas, para disseminar o Evangelho", afirma ele.

PREGAÇÃO AO SOM DE METAL:
Todos os sábados, às 15 horas, cerca de 50 jovens reúnem-se em um galpão no bairro da Barra Funda, em São Paulo, para estudar os ensinamentos deixados por Cristo. Exceto pelas roupas pretas e Bíblias com adesivos de bandas de rock, tudo ali lembra uma reunião de evangélicos tradicionais. No fim da tarde, no entanto, quando as negras cortinas do palco nos fundos do galpão se abrem e pesados acordes de guitarras ecoam pelo ambiente, esse cenário se transforma. Ensandecida, a platéia formada por 300 punks, skinheads, góticos e metaleiros clama pelo vocalista da banda Antidemon. Ao som de um death metal ensurdecedor, ele grita paara o público: "Se você quer a paz que não encontra em droga, sexo ou bebida, nos dê a mão!" Rapidamente, centenas de braços levantam-se. Em altos brados, a platéia repete: "Morte, fora!" Dezenas de jovens choram ao sentir a presença do sobrenatural, entregando-se completamente ao chamado divino.
"Nossa arma para trazer as pessoas para Deus é a música, diz o pastor Antônio Batista, de 36 anos, o vocalista tatuado e cheio de piercings que estende a mão a seus fiéis. Ele e a mulher, a também pastora Elke Nascimento, são os fundadores da Comunidade Zadoque, uma igreja evangélica que louva a Deus por meio do rock pesado. Seu público, antigos integrantes de grupos rivais, hoje mantém a agressividade apenas no visual. "Buscamos a escória da sociedade, discriminada nas igrejas tradicionais", afirma o pastor Antônio.
Segundo ele, a história do templo começou em 1994, quando, em uma noite, sonhou que era o vocalista de uma banda de heavy metal e cantava para uma platéia com visual agressivo. Evangélico, filho de um pastor presbiteriano e vindo da classe média, Antônio não conhecia nada de heavy metal e sequer tinha tido contato com pessoas desse meio. Depois de enfrentar sérios problemas financeiros, ele se tornou temporariamente catador de papelão. Nas andanças pelas ruas de São Paulo, conheceu punks, hippies, metaleiros, gente envolvida com bebida e drogas. Para Antônio, o "chamado" estava ali: encontrar um jeito de ajudar àquelas pessoas. Foi quando decidiu criar a banda Antidemon.
Na época, o casal fazia parte da Renascer em Cristo, igreja neopentecostal surgida na década de 80, famosa por atrair milhares de jovens em seus cultos. "Mas, pouco a pouco, começamos a sentir que não íamos nunca ter espaço ali. Nosso som e nossa atitude eram muito radicais", diz a pastora Elke. Em 2000, o galpão na Barra Funda passou a receber os seguidores da nova igreja, que hoje lotam o local todos os fins de semana, quando ocorrem cultos e shows.
"Eu achava que só tinha duas opções: morrer ou matar. Mas, no fundo, sempre soube que a vida não poderia ser um vazio completo", diz o fiel Ricardo Souza, de 24 anos. Integrante do movimento punk na adolescência, ele conta que, quando conheceu a Comunidade Zadoque, deixou as drogas e resgatou a Bíblia guardada na gaveta do criado-mudo. ''Agora tenho as respostas que buscava e sei como fazer para encontrar a felicidade", afirma Ricardo.
''A igreja conservadora não comporta esses novos adeptos, daí a necessidade de templos com feições diferentes", diz o sociólogo Ricardo Mariano, da PUC do Rio Grande do Sul. Ritmos profanos e cultos menos tradicionais são estratégias antigas para criar vínculos entre os fiéis e a instituição religiosa. "A Renascer em Cristo foi pioneira no emprego desses recursos: estabelecia um alvo e seduzia o público", afirma o sociólogo. "O argumento de que Cristo pregava para os perdidos é amplamente utilizado nas novas igrejas."
Conhecido também por "christian metal", "unblack metal" ou, simplesmente, "metal cristão", trata-se de um rock geralmente pesado que, visto de fora, em nada difere do seu correspondente mundano, o heavy metal. Na verdade, o "white metal" é um termo genérico, tal como o "heavy metal", para um conjunto mais amplo de sonoridades de rock pesado. Assim, se o heavy metal comporta sub-estilos como death metal, black metal, trash metal, industrial, gothic, grind, etc., também o white metal comporta os correspondes evangélicos destes sub-estilos.
Esses estilos são, mormente, celebrados no interior daquilo que seus cultuadores chamam de "cena underground cristã", ou seja, do conjunto de igrejas, "ministérios", "bares evangélicos", casas de show, estúdios de gravação, etc. dedicados a esse estilo de música. Alguns desses "ministérios" (organizações evangélicas interdenominacionais) ou igrejas já se tornaram referências obrigatórias para esse segmento jovem: Comunidade Zadoque (São Paulo), Caverna de Adulão (Belo Horizonte), Manifesto Underground (Uberlândia), Ministério Metanóia (Niterói), Ministério Milícia (Vila Velha), Ministério Underground Ossos Secos (Florianópolis), Missão Urbana Ossos Secos (João Pessoa), Caverna do Rock Missões Urbanas (Juiz De Fora), Comunidade Alternativa Restaurar (São Gonçalo), Jocum Underground (Goiânia), Ministério Impacto Urbano (Governador Valadares), Verbo Missões Urbanas (Macaé), etc.
surfistas, jovens de classe média e famosos
Poucos metros separam dois points da juventude carioca: a Praia do Pepê e o templo da igreja Bola de Neve Church, ambos na Barra da Tijuca. Na praia, os surfistas usam as pranchas para pegar onda e, nos cultos, elas estão no altar. É isso mesmo. Criada há quase uma década por um surfista de São Paulo, Rinaldo de Seixas Pereira, a igreja nasceu com o objetivo de aproximar os jovens da religião. Hoje, os cultos mostram que a meta foi alcançada. Qualquer um dos 75 templos espalhados pelo País fica lotado de meninas e meninos bronzeados, bonitos, malhados, tatuados. De quebra, ela também está conquistando famosos como os atores Guilherme Berenguer, Fernanda Vasconcellos, Thiara Palmieri, Alexandre Frota e o cantor e ex-Raimundos Rodolfo. O que atrai tanta gente? Há, certamente, mais de um motivo. O púlpito em forma de prancha, a pregação embalada pelo reggae, a Bíblia com imagens de esportes radicais na capa, além de pista de skate. O culto parece uma festa. Mas os preceitos bíblicos, entre os quais virgindade até o casamento, são o centro das atenções. Segundo Eduardo Refkalefsky, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e especialista em comunicação religiosa, o sucesso está justamente no equilíbrio entre forma e conteúdo: “A Bíblia é apresentada com uma linguagem jovem. A informalidade é atraente e gera identificação”, afirma.
Tudo é diferente, a começar pelo nome. Bola de Neve quer dizer algo que não pára de crescer. “Acreditávamos que a igreja começaria pequena e ficaria grande, como uma avalanche”, explica Rinaldo, o pastor Rina, 36 anos, ex-usuário de drogas que se tornou evangélico após contrair uma hepatite, em 1992. “O nome é diferente porque a igreja é diferente”, resume. O ator Guilherme Berenguer concorda. Ele encontrou na Bola de Neve um ambiente estimulante: “O que fascina é a possibilidade de receber orientação espiritual de uma forma completamente descontraída e livre. Não tem o peso que eu sentia na escola dominical quando criança. Eu não absorvia tanto os ensinamentos da forma como eram passados. Não tinha essa identificação.” Sempre que pode, o ator vai aos cultos, que são realizados duas vezes por semana, aos domingos e às quartas-feiras.
Cânticos em ritmo de reggae e rock dão início à reunião. Os nossos jovens dançam, acompanhando os passos de duas dançarinas que agitam lenços coloridos. De calça jeans, tênis e camisa florida, o pastor Gilson Mastrorosa, 33 anos, sobe ao altar meia hora depois. “A igreja tá bombando”, diz ao microfone, arrancando palmas dos fiéis, que ainda procuram um lugar para sentar ou mesmo ficar em pé. Ele pára e observa a movimentação. De repente, se joga no chão, simulando um cochilo. As gargalhadas são inevitáveis. “Pára de palhaçada. Vamos prestar atenção”, pede, ainda rindo, ao se levantar. Mas as brincadeiras continuam, mesmo durante o casamento de dois vendedores que superaram uma crise conjugal. “Deixa ver se essa aliança não é dá China”, brinca, antes de celebrar a união de Fernanda de Lucena e Roberto de Azevedo, ambos de 33 anos. “A gente não faz tipo de pastor. No altar somos nós mesmos”, afirma, convencido de que isso é uma vantagem.
O pastor, porém, pára com as gracinhas ao pedir a colaboração dos fiéis. É hora do dízimo. Embora mantenha o tom informal, recheado de gírias, o discurso também é mais sério quando começam os estudos bíblicos. Segundo o professor Refkalefsky, da UFRJ, a Bola de Neve tira proveito das novas tecnologias, muito utilizadas pelos jovens. “Além do site, que mais parece o de uma grife de surfwear, eles são muito populares em páginas como o Orkut. Esse boca a boca virtual a ajuda a crescer”, argumenta. A informalidade, contudo, não se confunde com flexibilidade. Quem é da igreja segue a Bíblia. Ninguém está proibido de ir a festas, mas os jovens fiéis acabam evitando as noitadas, normalmente regadas a bebidas. É o caso da estudante Milla Knesse, 17 anos, que se converteu aos 14 e já começa a fazer pregações para adolescentes. “Não vou mais a alguns lugares aonde ia porque meus objetivos mudaram, mas continuo saindo muito”, diz Milla, que pega onda, faz kitesurf e usa as mesmas roupas das meninas de sua idade. Mas não namorou mais desde que se converteu. “Entrei na igreja namorando um menino que não freqüentava. Eu achava que não íamos terminar, mas não deu certo”, lembra. Terá mais chances com a bela garota um parceiro que também goste de Jesus.
http://www.boladenevechurch.com.br/
cristão pornô

Igreja americana discute indústria do sexo sob a ótica cristã na Rolling Stone,eles querem que a sociedade reflita sobre seu grau de envolvimento com a indústria pornográfica – e todos os malefícios que isso acarreta. Desde 2002, o americano Craig Gross, de 32 anos, mantém a XXXChurch (www.xxxchurch.com), autodenominado primeiro site cristão pornô, que se propõe a discutir a indústria do sexo pela ótica do cristianismo. O fundador da página afirma em reportagem da edição de maio da revista Rolling Stone (www.rollingstone.com.br) não adotar abordagens moralistas e que não quer apontar o dedo para ninguém ou acabar com esta indústria. “Acho que a pornografia machuca, degrada a mulher, atrapalha os relacionamentos e, freqüentemente, substitui a vida sexual de alguém”, afirma Gross. Os debates promovidos pela igreja em universidades e igrejas dos Estados Unidos já ultrapassaram fronteiras e chegaram à Nova Zelândia e têm datas marcadas na Austrália. Quem participa dos debates é o “Rei do Pornô” Ron Jeremy, famoso por sua atuação em mais de 1800 filmes e pela direção de mais cem. A relação entre o astro e o pastor é amigável. “Não quero a vida dele, mas sinto que podemos ser amigos, trabalhos à parte. É o que espero que todos vejam – e coloquem essa questão em uma nova visão de cristianismo. O debate não seria possível se não fôssemos amigos”, diz Gross. O Brasil também possui a sua igreja pornô, a SeXXX Church (www.sexxxchucrch.com), criada no ano passado por membros da Igreja Evangélica Projeto 242. Eles já tentaram, sem sucesso, contato com a produtora da série Brasileirinhas para promover debates sobre o assunto no Brasil. “Não queremos julgar ninguém nem apontar os defeitos, apenas andar ao lado dessas pessoas”, esclarece o idealizador do site Jota Mossad.
MISTURA DE TRADIÇÕES
As ciganas reunidas, domingo à noite, no templo de Campinas, no interior de São Paulo, já não sabem adivinhar a sorte: trocaram a interpretação das linhas das mãos pela leitura da Bíblia. Mas na Assembléia de Deus da Comunidade Cigana, onde se encontram toodos os fins de semana para louvar ao Senhor, elas ainda enfeitam os cabelos com lenços coloridos e cantam em romanês, sua primeira língua.
"No início, ouvíamos essa ladainha evangélica só por educação. Estávamos acostumados a banquetes de três dias em homenagem a santos cristãos, com muita bebida. Não queríamos nem saber de ser crentes", diz o cigano Emílio Hudorovich, de 61 anos, pastor da Assembléia de Deus desde 1990. Na metade da década de 80, um missionário venezuelano evangélico veio ao Brasil trazer a mensagem de Jesus aos ciganos. De uma só vez, batizou cerca de 200 famílias sem que a resistência do restante do clã fosse obstáculo à conversão. Como a demanda era grande, dois membros da comunidade foram consagrados pastores: Emílio e seu primo Henrique Hudorovich, que sabiam pouco da Bíblia, mas concordaram em ser os primeiros ciganos a se tornar clérigos evangélicos no Brasil.
"Historicamente, somos muito ligados a Deus", conta Emílio. O local das reuniões era um salão da Assembléia de Deus, hoje matriz de outras cinco instituições pentecostais ciganas, no Brasil. Os cultos têm forte presença de elementos culturais ciganos, misturados à tradição evangélica. "Algumas concessões precisaram ser feitas, senão ninguém ia aparecer na igreja", afirma o pastor Emílio. "É muito difícil derrubar costumes ancestrais de uma só vez." Danças e bebidas alcóolicas permanecem liberadas aos fiéis, somente os pastores não ingerem álcool. Os rituais são falados na língua de cada tribo e as músicas seguem os ritmos ciganos. A iugoslava Daniela Breschak, de 51 anos, uma das primeiras batizadas em Campinas, afirma que continua tão cigana como era antes de sua conversão. Dos costumes antigos, ela só abandonou a leitura de mãos, que hoje considera algo demoníaco. "A gente nem sabia o que estava lendo, olhava lá e adivinhava", diz ela.

A FÉ NÃO TEM SEXO
A explicação para o nome da Igreja Acalanto é simples: assim como a mãe acalenta seus filhos com carinho e compreensão, esse novo templo também aceita seus fiéis como nasceram. Os cerca de 40 homossexuais que freqüentam os cultos semanais da igreja não precisam modificar sua orientação sexual ou reprimir seus desejos afetivos. Ali; podem estar bem consigo mesmos e com Deus.
O responsável pela fundação dessa igreja para gays e lésbicas é o chileno Victor Orellana,que vem. de uma família de religiosos metodistas. Aos 24 anos, quando se afirmou como homosssexual, rompeu os laços com sua igreja e passou anos buscando um 'lugar para praticar sua espiritualidade." Era como se faltasse um pedaço de mim. Exercia minha afetividade, mas precisava do contato com Deus". afirma. Depois de ser consagrado pastor por Nehemias Marien (o único clérigo favorável à causa homossexual no Brasil, integrante da Igreja Presbiteriana Betesda), encontrou outros gays que também sofriam preconceito em sua igrejas e decidiram se reunir para interpretar passagens da Bíblia com base na doutrina pentecostal. Em julho de 2003, a Igreja Acalanto abriu suas portas e, aos 32 anos, Victor tornou-se seu primeiro pastor. ''As igrejas falharam em seu papel de minimizar o sofrimento. Seu propósito verdadeiro é dar respostas, tornar as pessoas felizes, e não tapar a boca", diz.
Encarada como desvio no meio religioso, a homossexualidade costuma ser reprimida nos templos. "Por dez anos, tentei todos os tipos de terapia e tratamento da igreja de que participava para me tornar heterossexual", conta o evangélico Jefferson Marques, de 30 anos. "Mas isso não é possível. Com o passar do tempo, desenvolvi uma disritmia cerebral e até hoje tomo remédios." Há nove meses, chegou à Acalanto. Segundo ele, temia ser excluído das atividades religiosas, como ocorria na Igreja Cristã Maranata, que freqüentava desde criança. "Mas aqui encontrei abrigo. Nunca me senti tão feliz", afirma ]efferson.
Para conciliar a comunidade homossexual e a Bíblia, o pastor Victor faz uma interpretação "histórico-crítica" das palavras de Cristo. Agumas passagens das escrituras defendem a escravidão ea submissão feminina, situações rejeitadas atualmente. Por que o gay tem de continuar sendo discriminado?", diz. De acordo com ele, as igrejas tradicionais não acompanharam a evolução da sociedade e, por isso, novos templos surgem como resposta a questões contemporâneas - a homossexualidade é um exemplo. "Aqui, não enxergamos pessoas com suas diferenças, mas, sim, seres humaanos e suas almas", afirma Victor.
Rita de Cássia Loiola - Revista das Religiões

sexta-feira, 6 de março de 2009

Excomunhão
O caso da menina de 9 anos que interrompeu a gravidez de gêmeos causou comoção e revolta. A repercussão foi ainda maior pela reação da Igreja Católica ao aborto provocado pelos médicos. O arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, excomungou a mãe e a equipe médica envolvida no procedimento.
O arcebispo disse que o padrasto, suspeito de violentar a menina e ser pai dos bebês, não pode ser excomungado. "Ele cometeu um crime enorme, mas não está incluído na excomunhão", afirmou Sobrinho. "Esse padrasto cometeu um pecado gravíssimo. Agora, mais grave do que isso, sabe o que é? O aborto, eliminar uma vida inocente." A equipe que participou do aborto está recebendo e-mails de médicos do país inteiro. Foram mais de 500 mensagens de apoio até a manhã desta sexta. Para os especialistas, não havia dúvida sobre a necessidade de interromper a gravidez e, sobre essa conduta, não cabe intervenção da Igreja.
A criança foi abusada por seu padrasto, que está preso, a polícia diz que a menina sofria violência sexual desde os 6 anos, o padrasto também é suspeito de abusar da enteada mais velha, uma adolescente de 14 anos.
A menina foi levada ao Imip, onde fez exames que constataram a gravidez de 15 semanas, segundo a assessoria da instituição, a mãe da criança pediu para que o aborto fosse realizado.
O Imip deu entrada ao processo e uma equipe de médicos e psicólogos começou a preparar a menina para o procedimento, a gestação era considerada de alto risco por causa do porte da criança, que tem 1,33 metro e 36 quilos.
O procedimento foi realizado com autorização da mãe e consentimento da menina, seguindo protocolo recomendado pelo Ministério da Saúde em casos de gravidez de risco ou decorrente de violência sexual. "Nós entendemos que a menina se encaixava em ambos os casos", disse o médico. Para o procedimento, os médicos usaram um medicamento que provoca contrações do útero, induzindo a expulsão do feto. Segundo Cabral, a menina passa bem e ainda está no centro cirúrgico, onde deve aguardar um período de jejum, de oito a doze horas,após esse tempo, deverá ser realizada uma curetagem uterina (processo que realiza a limpeza do útero), prevenindo infecções posteriores.
"Se a gravidez continuasse, o dano seria pior. O risco existiria até de morte ou de uma sequela definitiva de não poder mais engravidar”, explica o médico Olímpio Moraes.
Mas, para a equipe médica, não foi uma decisão simples. A realização do aborto passou a contar com oposição declarada do arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, um integrante da ala conservadora da Igreja. “A lei de Deus está acima de qualquer lei humana. Então, quando uma lei humana, quer dizer, uma lei promulgada pelos legisladores humanos, é contrária à lei de Deus, essa lei humana não tem nenhum valor”, acredita.
“Há duas indicações legais no abortamento previsto em lei, que é o estupro e o risco de vida. Ela está incluída nos dois e, como médico, a gente não pode deixar que uma menina de 9 anos seja submetida a sofrimento e até a pagar com a própria vida”, rebate o médico.
A reação do arcebispo foi imediata. Assim que soube que o aborto havia sido consumado, dom José Cardoso Sobrinho disse que a Igreja Católica considera que houve um crime e um ato inaceitável para a doutrina. E decidiu: todas as pessoas que participaram do aborto, com exceção da criança, estão excomungadas da Igreja.
“Para incorrer nessa penalidade eclesiástica, é preciso maioridade. A Igreja, então, é muito benévola, quer dizer, sobretudo, com os menores. Agora os adultos, quem aprovou, quem realizou esse abordo, incorreu na excomunhão. A Igreja não costuma comunicar isso. Agora, a gente espera que essa pessoa, em momentos de reflexão, não espere a hora da morte para se arrepender”, afirma.
O Diretor da maternidade que está entre os excolmulgados comentou a decisão do arcebispo. "Nós apenas temos a dizer que continuaremos a atender mulheres vítimas de violência sexual e garantir-lhes o direito por lei de serem adequadamente assistidas, inclusive no abortamento previsto em lei caso seja necessário", falou Sérgio.
Carla Batista, educadora da S.O.S Corpo, que comandou uma mobilização para que o aborto fosse autorizado pela Justiça disse que tem formação católica e que a excomunhão não muda sua relação com a igreja. "Tenho toda tranquilidade de tudo que foi feito. Acho que agimos de uma forma correta, justa, buscando levar esse caso à melhor solução possível, que trouxesses maior amparo e respaldo para essa mulher e a sua filha", afirma.
Entidades de defesa da mulher, da criança e do adolescente não concordam com a decisão do arcebispo. “Há organizações que não levam em consideração a vida dessa menina em um momento como esse e fazem um enorme desserviço em criar uma polêmica em torno de um caso que está garantido por lei e que há uma decisão da responsável pela menor no sentido de encaminhar dessa forma como está sendo encaminhado”, afirma a educadora do SOS Corpo.
O teólogo e ex-professor da PUC de São Paulo João Batistiole comentou a excomunhão dos envolvidos no aborto legal. “Acho que é uma posição dura, difícil de entender, uma posição institucional. Acho que a igreja perde um pouco da credibilidade perante seus fieis”, avalia.
O advogado da Arquidiocese de Olinda e Recife, Márcio Miranda, deve oferecer ao Ministério Público de Pernambuco, ainda nesta quarta-feira, denúncia contra a mãe da menina, o pai biológico da menina grávida solicitou que o aborto não fosse feito.
Blindagem a cara paranaense do rock
A banda Blindagem é um desses dinossauros do rock para os quais a experiência, só alimenta novas inspirações. Fundada no final dos anos 70, tornou-se a banda mais conhecida do Paraná ao longos dos anos. Foi a primeira do estado a conseguir destaque nacional, com sucessos nas rádios de todo o país e shows nos principais programas de televisão. Com seu jeito próprio, intercala os acordes puros do rock'n'roll com baladas românticas. Em 1981 lançou o seu primeiro LP, "Blindagem". No mesmo ano lançou também um compacto com as músicas "Marinheiro" e "Oração De Um Suicida". Depois lançou campactos com as músicas "Malandrinha" e "Me Provoque pra Ver" em 1983, "Operário Padrão" em 1985, em 1987 lançou o disco "Cara x Coroa" que foi reeditado em CD em 1998.
Nos shows, a banda Blindagem presta homenagem ao seu maior parceiro, o poeta curitibano Paulo Leminski.
A importância dele no trabalho da banda pode ser comprovada nos registros de LPs, compactos e CD, nos quais, das 38 músicas já gravadas pela Blindagem, 11 têm parceria com o poeta.
Em 2007, ano em que será comerado 30 anos da banda, prepararam um grande e emocionante espetáculo tocando com a Orquestra Sinfônica do Paraná, sendo a 1º banda do Brasil a realizar um evento desse porte.
O encontro da Blindagem com a Orquestra Sinfônica surgiu de um sonho antigo do maestro Alessandro Sangiorgi. “Sou da geração que nasceu nos anos 60 e cresceu ouvindo rock”, conta ele, que chegou a ter uma banda quando ainda vivia em Milão, na Itália, seu país de origem. “São gêneros tão diferentes, mas quando bem executados, um complementa o outro”, afirma Sangiorgi.Inspirado num trabalho semelhante feito entre a banda Scorpions e a Filarmônica de Berlim, e também numa parceria entre a Deep Purple e a Royal Filarmônica de Londres, Sangiorgi apresentou sua idéia ao Teatro Guaíra e à banda Blindagem. “Foi uma coincidência enorme, pois este também era um desejo antigo da banda”, afirma o vocalista da Blindagem, Ivo Rodrigues.
Com sua própria linguagem e estilo, a banda conquistou fãs de várias gerações, que continuam prestigiando a banda onde quer que ela toque,de um jeito próprio, intercala os acordes puros do rock’n’roll com as baladas românticas que tocam o sentimento.
A Blindagem é formada pelo vocalista Ivo Rodrigues, Paulo Teixeira (guitarra), Alberto Rodriguez (guitarra), Paulo Juk (baixo) e Rubén “Pato” Romero (bateria).
Mais do que uma banda seminal para a história da música no Paraná, Blindagem é uma reunião de amigos, cheios de histórias curiosas e engraçadas a contar, no que eles chamam de “um casamento sem sexo”... Eles nunca se separaram, nunca pararam de tocar. E sobem ao palco com o prazer dos que sabem exatamente que ali é onde querem estar.

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