quarta-feira, 25 de maio de 2011

Evangelista se diz 'surpreso' por mundo não ter acabado

Harold Camping, o âncora de uma estação de rádio e religioso que previu que o mundo acabaria no sábado, dia 21 de maio, se disse "surpreso" no domingo, ao jornal San Francisco Chronicle, pelo fato de sua profecia não ter se materializado. Hoje, ele afirmou que está pronto a explicar por que o Apocalipse não chegou no dia em que ele previu. O engenheiro aposentado de 89 anos alegou que fará mais tarde um comunicado no rádio.

Camping, que comanda a Family Radio International, um grupo evangelista protestante, defendeu durante anos que o mundo acabaria em 21 de maio, com a segunda vinda de Jesus Cristo à Terra. Alguns dos seguidores de Camping, na Califórnia, se disseram decepcionados com o fato do mundo não ter acabado.

Além do desapontamento, fiéis que gastaram suas economias em propagandas para alertar sobre o fim do mundo agora estão com preocupações mais materiais.

Family Radio comprou dezenas de outdoors nas principais cidades dos Estados Unidos e Canadá para anunciar que o Dia do Juízo Final no dia 21 de maio, a campanha mundial na qual advertia que só os verdadeiros crentes se salvariam.

Em seu site, assim como nas ruas, Family Radio advertia que "O Dia do Juízo Final é o dia 21 de maio de 2011. A Bíblia garante".

Segundo o grupo, o presidente da Family Radio, Harold Camping, chegou à conclusão que o fim do mundo seria em 21 de maio de 2011 após estudar a Bíblia e porque é exatamente 7 mil anos depois do episódio que Noé se salva do Dilúvio Universal segundo, o texto religioso.

"A Sagrada Bíblia dá mais provas incríveis que no dia 21 de maio de 2011 é exatamente o momento do Juízo Final" acrescenta no site do grupo. Family Radio considera que os não crentes sofrerão um poderoso terremoto que provocará vários meses de caos na Terra.

As informações são da Associated Press.

segunda-feira, 23 de maio de 2011


Grimsvotn

As cinzas do vulcão mais ativo da Islândia poderão se espalhar para as áreas ao sul da Europa nesta semana, mas especialistas ainda esperam que o impacto no espaço aéreo seja limitado. A erupção do Grimsvotn atingiu, até agora, apenas a Islândia, onde a autoridade de aviação civil declarou que as perspectivas de reabertura do principal aeroporto não são boas.
Uma espessa nuvem de cinzas bloqueou a luz do dia em cidades ao pé da geleira, onde fica o vulcão, e cobriu carros e edifícios.

A erupção é muito mais forte do que o vulcão mais ao sul que entrou em erupção no ano passado e fechou o espaço aéreo europeu por seis dias, prejudicando os voos transatlânticos, devido ao medo de que as partículas vulcânicas entrassem nos motores e causassem acidentes.

O escritório meteorológico da Islândia disse que a nuvem havia caído para entre 10 e 15 quilômetros de altura a partir da máxima de 25 quilômetros.

A entidade que controla o tráfego aéreo europeu advertiu em seu site na Internet para uma possível propagação da nuvem vulcânica. "A nuvem de cinzas deve chegar ao norte da Escócia na terça-feira, 24 de maio. Se as emissões vulcânicas continuarem com a mesma intensidade, a nuvem poderia chegar ao oeste do espaço aéreo francês e ao norte da Espanha na quinta-feira, 26 de maio", disse no boletim.

Outros disseram que o impacto sob o transporte aéreo deveria ser mais limitado, já que os ventos estavam mais favoráveis, a nuvem mais pesada e que pouco provavelmente se espalharia. "Pode haver algum distúrbio, mas apenas por tempo muito limitado e apenas em uma área muito limitada", disse o professor de Geofísica da Universidade da Islândia, Magnus Tumi Gudmundsson.

"Vemos alguns sinais de que sua força está diminuindo um pouco, mas ainda é muito poderosa", disse Gudmundsson, acrescentando que a erupção é a mais violenta do vulcão desde 1873.

A Icelandair, principal companhia aérea da ilha, interrompeu seus voos no domingo e disse em seu portal na Internet que a suspensão poderia se estender até segunda-feira. A empresa informou que 6 mil passageiros foram afetados pelos cancelamentos até o momento.

Escuro como a noite

Gudmundsson disse que a direção do vento estava diferente neste ano, significando que as cinzas estavam caindo principalmente em volta da Islândia. "Mas também de maneira muito importante as regras que são aplicadas hoje e os modelos são muito diferentes. A tolerância é muito maior", disse.

Dave Mcgarvie, vulcanólogo da Universidade Aberta Britânica, concorda. Segundo ele, qualquer cinza que atinja a Grã-Bretanha seria menor que no ano passado e acrescentou que a experiência adquirida desde 2010 levaria a uma menor perturbação.

A nova erupção do Grimsvotn, que entrou em atividade pela última vez em 2004, lançou uma enorme coluna de fumaça e cinzas, que ultrapassou as nuvens da ilha do Atlântico Norte.

Grimsvotn fica embaixo da geleira Vatnajokull, no sudeste da Islândia, a maior geleira da Europa.

Áreas ao sul da geleira foram cobertas por grossas camadas de cinzas e, por várias horas, o sol ficou bloqueado. "Parecia noite, assim como ocorre durante o inverno", disse Benedikt Larusson, falando da cidade de Kirkjubaejarklaustur.

"Agora está um pouco melhor, agora eu posso ver cerca de 100 metros, mas antes eu via cerca de 1 metro."

As cinzas chegaram a atingir 20 quilômetros de altitude no auge da erupção, mas baixaram para 13 quilômetros.

Em abril do ano passado, a erupção de outro vulcão, o Eujafjallajokull, provocou um caos aéreo na Europa e um prejuízo de milhões de euros. Muitos aviões não puderam decolar, já que as autoridades alegaram que as aeronaves não funcionariam com segurança em meio à nuvem de cinzas. Na ocasião, o espaço aéreo foi fechado por vários dias em diversos países.

O geofísico Pall Einarsson, da Universidade da Islândia, adverte que a erupção atual não chegará nem perto da escala registrada no ano passado. "Aquele era um vulcão incomum, uma distribuição de cinzas incomum e um padrão de meteorologia incomum, que conspiraram para dificultar a vida na Europa."

As cinzas vulcânicas do Grimsvotn são maiores do que as do Eyjafjallajokull, e portanto caem mais rápido no solo.


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quinta-feira, 19 de maio de 2011


“O MEC quer criar academias de homossexualidade”

Em audiência pública na Assembleia Legislativa do Mato Grosso, o senador Magno Malta (PR-ES) atacou a cartilha com vídeo (kit) contra a discriminação por opções sexuais que o Ministério da Educação está produzindo e afirmou que o ministro Paulo Haddad transformará as escolas em “academias preparatórias de homossexualidade”.

Magno Malta falou ainda sobre o projeto que criminaliza a homofobia e terminou sua palestra afirmando:

– Deus criou o macho e a fêmea. Não vai ser o Senado da República que criará o terceiro sexo.

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Kit anti-homofobia do MEC

Material que pode chegar a 6 mil escolas é questionado por setores conservadores no Congresso.

O material que trata de homossexualidade é composto por uma cartilha e três vídeos e deve ser distribuído em turmas do ensino médio de 6 mil escolas. Alguns deputados já demonstram revolta diante o material desde o ano passado, o filme "Medo de quê?", vem causando polêmica.


Deputados da Frente Parlamentar Evangélica, composta por 24 deputados, exigiram explicações do MEC e ameaçaram não votar nada enquanto o kit não for recolhido.

O material não chegou a ser distribuído o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que o kit ainda não é oficial porque está em análise. “Houve a entrega oficial desse material por parte da ONG contratada. A partir desse momento, o material é submetido à comissão de publicação, e essa etapa ainda não foi feita. A partir de agora, o debate é interno no Ministério da Educação”, disse o ministro.

A ONG contratada pelo MEC, a Pathfinder, passou para uma instituição parceira, a Ecos – Comunicação em Sexualidade, a responsabilidade pela produção dos vídeos e da cartilha. Segundo a representante da Ecos e coordenadora de conteúdo do kit, Maria Helena Peres, há dois vídeos que integram o kit que vazaram na internet: o “Medo de quê?” e o “Encontrando Bianca”. O trailer de "Boneca na Mochila", terceiro filme apontado como parte do kit por Maria Helena pode ser encontrado no site da Ecos.

A elaboração do kit é uma das ações do Programa Brasil sem Homofobia, lançado pelo governo federal em 2004. Seu conteúdo foi definido por ONGs a pedido do MEC. Segundo a coordenadora de elaboração do material, Maria Helena Peres, o kit serve como guia para professores que queiram tratar o assunto com alunos e com a comunidade acadêmica.

“O preconceito parte de todo lugar, inclusive de funcionários, então a ideia é levar a discussão para a sala de aula e para reuniões de pais e mestres”, explica.

Maria Helena conta que a cartilha traz conceitos teóricos relacionados à sexualidade. Ela explica, por exemplo, o que é gênero, homossexualidade e diversidade sexual. Além disso, traz sugestões de oficinas que podem ser feitas nas escolas e dicas de filmes que tratam sobre o assunto.

O guia do professor é acompanhado por três vídeos que podem ou não ser apresentados ao aluno. “A ideia é que se faça uma discussão a partir dos vídeos, mas a exibição deles fica a critério do professor”, diz.


Psicólogos aprovam vídeos contra homofobia nas escolas

Conselho Federal de Psicologia considera kit feito pelo MEC, alvo de polêmicas, adequado à faixa etária de alunos que o utilizarão, o conselho publicou um parecer favorável ao kit do Projeto Escola sem Homofobia. Uma comissão de psicólogos e especialistas se debruçou sobre o material para avaliar a qualidade técnica, didática e pedagógica dos vídeos e textos e a adequação do conteúdo à faixa etária do público que o receberá. A previsão é de que 6 mil colégios tenham acesso ao material este ano.

Para o CFP, os filmes e livretos que abordam conflitos de adolescentes em relação à sexualidade têm linguagem correta para os alunos que serão alvos do projeto e trata de forma cuidadosa os temas.

“Representa material de vanguarda, pois são instrumentos de capacitação e formação continuada para o próprio professor. O kit reforça a atenção e cuidado com os temas transversais da educação nas relações de ensino-aprendizagem, como no caso do respeito à diversidade sexual”, diz o relatório. A entidade diz que faz parte do compromisso profissional de qualquer psicólogo contribuir para reflexões sobre preconceito e o fim de discriminações sexuais.

O texto de cinco páginas começa justificando a importância da discussão do tema nas escolas, que têm a responsabilidade de formar cidadãos éticos e que respeitem as diferenças, segundo os psicólogos. “A discussão principal sobre o tema refere-se à necessidade de tratar preconceitos e discriminações que refletem uma violência (verbal, simbólica) reverberando nos espaços de convivência escolar”, afirma o texto.

De acordo com os psicólogos, faltam instrumentos de qualidade para que professores e orientadores trabalhem o tema em sala de aula. A iniciativa, para eles, é positiva. A entidade sugere ainda que outros setores, como redes sociais, desenvolvam projetos semelhantes para combater o preconceito.


terça-feira, 17 de maio de 2011


Nos últimos 10 anos tramita no Congresso Nacional um Projeto de Lei (PLC122/2006) que tem como objeto a necessidade de criminalização da homofobia no Brasil. Tal projeto de lei foi proposto pela Deputada Iara Bernardi em 2001, e em 2006 o projeto recebeu nova numeração, além de sofrer inúmeras mudanças ao longo dos últimos 10anos. No final do ano de 2010 o projeto foi arquivado, em razão de não ter sido votado até o fim da legislatura (procedimento padrão). No início de 2011 a Senadora Marta Suplicy desarquivou o projeto de lei e é atualmente a relatora do mesmo.

O Projeto de Lei em questão é denominado como Projeto Anti-Homofobia, entretanto não versa apenas sobre este tipo de discriminação. O projeto pretende ampliar a abrangência da Lei nº 7.716, de 1989 que define os crimes resultantes de preconceitos de raça ou de cor (apelidada de Lei do Racismo), acrescentando-lhe à ementa e ao art. 1º da lei as motivações ‘gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero’, além de acrescentar essas mesmas motivações aos demais artigos da referida lei.[1] O PLC122 dá nova redação ao § 3º art.140 do Código Penal que versa sobre a Injuria Racial (mas que engloba também injurias fundadas em elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência). E ainda dá nova redação ao art. 5º da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que versa sobre a discriminação sexual no trabalho.

A Lei nº 7.716 de 1989 disciplina questões atinentes a formas de discriminação, crimes resultantes de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Ou seja, racismo, xenofobia e a intolerância religiosa são criminalizados por esta lei. E caso o PLC122 fosse aprovado seria incluído no texto da lei os crimes baseados em homofobia e sexismo.

Inicialmente cumpre estabelecer que partimos do pressuposto que discriminação seja:

“qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência que tenha o propósito ou o efeito de anular prejudicar o reconhecimento, gozo ou exercício em pé de igualdade de direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos econômico, social, cultural ou em qualquer campo da vida pública’. ‘Distinção’, ‘exclusão’, ‘restrição’ ou ‘preferência’ são termos que almejam alcançar todas as formas de prejudicar indivíduos ou grupos por meio de distinções ilegítimas no gozo e exercícios de direitos.”[2]

A referida lei nos seus 22 artigos trata de DISCRIMINAÇÃO fundada em discursos de ódio, como exemplos:

“No que respeita à discriminação no âmbito do trabalho, o projeto acrescenta dispositivo que tipifica como conduta criminosa a de motivação preconceituosa que resulte em “praticar, o empregador ou seu preposto, atos de dispensa direta ou indireta”.

Também é acrescentado como crime “recusar ou impedir acesso a estabelecimento comercial, negando-se a servir, atender ou receber cliente ou comprador”, para “impedir, recusar ou proibir o ingresso ou a permanência em qualquer ambiente ou estabelecimento, público ou privado, aberto ao público”.

No âmbito educacional, a proposição amplia a tipificação definindo como crime “recusar, negar, impedir, preterir, prejudicar, retardar ou excluir, em qualquer sistema de seleção educacional, recrutamento ou promoção funcional ou profissional”.

Também, o projeto trata das relações de locação e compra de imóveis, acrescentando, à lei, o crime de “sobretaxar, recusar, preterir ou impedir a locação, a compra, a aquisição, o arrendamento ou o empréstimo de bens móveis ou imóveis de qualquer finalidade”.

Por fim, entre outras modificações feitas na Lei no 7.716, de 1989, são acrescentados dois artigos que definem como crime “Impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público”, em virtude de discriminação; e “Proibir a livre expressão e manifestação de afetividade do cidadão homossexual, bissexual ou transgênero, sendo estas expressões e manifestações permitidas aos demais cidadãos ou cidadãs”.” (Trechos do relatório da Senadora Marta Suplicy)

A Senadora Marta Suplicy em seu relatório apenas modificou um art. do projeto de Lei 122/2006, no intuito de acalmar os ânimos dos críticos ao projeto que alegam que teriam sua liberdade religiosa mitigada com a aprovação do PLC122/2006:

“Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero.

……………………………………………………………………………………

§ 5o O disposto no caput deste artigo não se aplica à manifestação pacífica de pensamento decorrente de atos de fé, fundada na liberdade de consciência e de crença de que trata o inciso VI do art. 5o da Constituição Federal.” (O parágrafo 5o é a emenda feita pela Senadora)

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Alguns criticam a Senadora por sua postura, que estaria cedendo as pressões dos grupos evangélicos. Eu discordo veementemente, a Senadora nada mais faz que explicitar o art. 5º da Constituição Federal, hermenêutica que seria naturalmente realizada por qualquer Juiz no Estado Brasileiro.

Hoje pela manhã o relatório da Senadora seria apresentado a Comissão de Direitos Humanos, entretanto, pelas conversas nos corredores alguns Senadores estariam inclinados a não votar o projeto e pedir mais audiências públicas (Inúmeras já foram realizadas nos últimos 10 anos) e alguns Senadores poderiam pedir vistas com o único intuito de protelar ainda mais a votação. Neste sentido, a relatora decidiu retirar a votação do PLC122/2006 da pauta do dia, para que houvessem outras discussões entre os Senadores antes da votação. A Senadora pediu a palavra e lembrou aos Senadores ali presentes sobre a decisão do STF sobre a União Homoafetiva, além das conquistas do Executivo no que concerne aos direitos LGBTs. Lembrou que o PLC122/2006 discorre sobre DISCRIMINAÇÕES sofridas por homossexuais, e não era uma tentativa como alguns dizem de subverter a moral. Marta lembrou que a sociedade já mudou muito e está em constante processo de mudança e que exige que seus cidadãos sejam tratados com igual respeito e consideração, sejam heteros ou LGBTs. A sociedade já mudou, o Executivo e Judiciário estão fazendo sua parte e só o Legislativo queda inerte e covarde.

A Senadora informou que fez a referida mudança no art. 20 no intuito de atender aos pedidos dos Senadores que falavam de limitação aos direitos de liberdade de expressão e culto, e perguntou qual a desculpa eles vão arranjar agora para impedirem a aprovação do PLC122/2006.

O PLC122/2006 foi cretinamente apelidado de mordaça gay, e uma simples leitura do texto do projeto demonstra que não é sobre PRECONCEITO que o mesmo versa, versa sim sobre DISCRIMINAÇÃO: “Qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência que tenha o propósito ou o efeito de anular prejudicar o reconhecimento, gozo ou exercício em pé de igualdade de direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos econômico, social, cultural ou em qualquer campo da vida pública’”.

Nenhuma lei é capaz de proibir alguém de ter preconceito em relação a alguma pessoa ou situação, a lei age e deve agir no externalização desse preconceito que INVIABILIZA a aquisição por parte de terceiros!

Um cristão pode discordar da minha orientação sexual, é um direito dele, de liberdade religiosa, mas esse mesmo cristão não tem o direito de me menosprezar, de atingir a minha dignidade me achincalhando em rede nacional como o Pastor Silas Malafaia faz. Ele pode me chamar de pecadora? Pode (Pecadora? Sim, e com muito orgulho), porque a religião que ele professa assim o diz. Mas ele não tem o direito de me chamar de aberração(?), de inferior(em relação a quê?), de anormal, doente (a medicina já reviu seus conceitos) de continuar perpetuando o ódio em rede nacional. Pois é isso o que aquele senhor faz. E é por isso que esta lei deve ser aprovada, apesar de qualquer crítica a respeito de sua técnica que ela mereça.

Esta lei terá efeito pedagógico em senhores como Malafaia e Bolsonaro que pensarão mil vezes antes de perpetuar o ódio contra LGBTs. Somos cidadãos deste país e merecemos igual consideração e respeito. É o ódio do carrasco que deve ser punido e atacado e não o direito de milhares de pessoas que infelizmente ainda vivem a margem da sociedade em função deste discurso de ódio milenar, que é a homofobia, e que permeia nossa sociedade.


[1] Relatório da Senadora Marta Suplicy

[2] RIOS, Roger Raupp. Direito da Antidiscriminação. p.20.


http://www.naohomofobia.com.br/lei/index.php


PLC 122 - Perigo da aprovação da perseguição religiosa

Se os homossexuais têm a sua PL-122, os heterosseuxais acabam de ganhar um projeto lei novinho em folha. Trata-se da PL-7382/2010 proposto pelo deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que penaliza a discriminação a heterossexual em até três anos de prisão.

O tal projeto visa contrapor-se a PLC-122/06, apelidada por alguns evangélicos de ditadura gay, que prevê punição equivalente em casos de homofobia. Segundo o nobre deputado, “o Poder Executivo, dentro de sua esfera de competência, penalizará os estabelecimentos comerciais e industriais e demais entidades que, por atos de seus proprietários ou prepostos, discriminem pessoas em função de sua heterossexualidade”, diz no texto do projeto.

Cunha também diz que será punido aquele que “impedir ou restringir a expressão de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público”.

Controvérsias

O deputado Eduardo Cunha foi um dos que votaram contra na votação que beneficiaria a classe trabalhadora brasileira, com um aumento do salário mínimo para R$600. O nobre deputado, cujo slogan de campanha é “o nosso povo merece respeito”, é pivô de um escândalo envolvendo a estatal FURNAS, um golpe de R$ 73 milhões.

Para o Bispo e conferencista Hermes Fernandes o projeto pode ter um outro pretexto: “Até que ponto a tal PL proposta por Cunha não seria mais uma cortina de fumaça? Parece melhor para sua imagem estar envolvido numa controvérsia entre gays e heteros, do que ter seu nome ligado a um escândalo de corrupção”.

No momento em que escrevo estas palavras, encontra-se tramitando no Senado Federal um projeto de lei que propõe oficializar “a livre expressão de afetividade homossexual em locais públicos ou privados abertos ao público”.

Nós, evangélicos, em defesa da família, da moral e dos princípios bíblicos, queremos expressar o nosso protesto contra esse projeto de lei. Amamos os homossexuais, mas não concordamos com a prática do homossexualismo.

Não concordamos, porque a homossexualidade é uma rebelião consciente contra o que Deus estabeleceu na Criação. A Bíblia diz que Deus criou o ser humano como macho e fêmea, e em seguida instituiu o casamento heterossexual e a família. A civilização humana tem perdurado até hoje por causa desse princípio bíblico.

Nenhuma sociedade é mais forte do que a vitalidade de suas famílias, e a vitalidade de suas famílias depende do relacionamento entre pessoas de sexos opostos, dos relacionamentos heterossexuais.

A homossexualidade é uma distorção do que Deus criou. Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, ela é classificada como abominação, paixão infame, perversão moral (Lv 18.22; Rm 1.26,27; 1Co 6.9,10).

Alguns afirmam que a homossexualidade é de origem biológica, genética. O indivíduo já nasceria homossexual. Porém, nenhum cientista jamais conseguiu provar isso. Na cadeia genética do ser humano, não existe nenhum fator, nenhuma ordem cromossômica homossexual. Admitir tal coisa seria o cúmulo do absurdo. Existem cromossomos que determinam o sexo feminino e cromossomos que determinam o sexo masculino.

A homossexualidade é, antes de tudo, uma questão de comportamento, de preferência. É uma conduta aprendida ou induzida. Psicólogos e psiquiatras são unânimes em afirmar que o fator mais importante para uma criança decidir sua preferência sexual é a maneira como ela é criada. Isto é mais importante do que o próprio fator genético.

Se toda prática deturpada, pecaminosa, imoral for legalizada, onde vai parar a nossa sociedade? Se a sociedade legalizar suas aberrações, ela se destruirá. Um erro moral nunca pode ser um direito civil.

Porém, qualquer homossexual que confessar o seu pecado, receber Jesus como Salvador e obedecer à Sua Palavra, poderá tornar-se um heterossexual, poderá ser recuperado e liberto. Jesus tem poder para isto.

Como o PL 122 será tratado em caráter de urgência no Senado, o pastor Silas Malafaia adiantará a data da manifestação pacífica em frente ao Congresso Nacional, em Brasília. O evento, que seria no dia 29 de junho, acontecerá no dia 1º de junho, às 15h. O objetivo é protestar contra esse projeto de lei, desarquivado em fevereiro deste ano, pela senadora Marta Suplicy, do PT, com a assinatura de 27 senadores. O PL 122 criminaliza qualquer ação, opinião ou crítica que venha a ser interpretada como discriminação ou preconceito quanto ao homossexualismo no Brasil, com pena de 2 a 4 anos de prisão. Sendo assim, fere a liberdade religiosa e de expressão, direitos garantidos pela Constituição brasileira, expressas no artigo 5º, incisos 4, 6, 8 e 9. “Essa é uma lei vergonhosa, que finge proteger a prática homossexual, porém, sua intenção real é colocar uma mordaça na sociedade e criminalizar os que são contra o comportamento homossexual. Com essa lei querem atingir as famílias, as questões religiosas e a liberdade de expressão”, afirma o pastor Silas Malafaia, que convida os brasilienses para participarem desse manifesto. Aqueles que não puderem estar presente também podem ajudar nessa luta em favor da família e da liberdade de expressão. Entre no site www.senado.gov.br/senadores e envie para os representantes do seu estado: "Sr. Senador, rejeite o PL122/2006. Em favor da família, em favor da liberdade de expressão e abaixo a pedofilia." Quem desejar pode ainda enviar esse pedido para os senadores dos demais estados da federação. No programa Vitória em Cristo, o pastor Silas Malafaia explicou em detalhes a razão do manifesto.

http://www.vitoriaemcristo.org/_gutenweb/_site/pg_inicial.cfm

http://www.ministeriosilasmalafaia.com.br/


Senadora faz alteração “para agradar religiosos”

A Senadora Marta Suplicy anunciou que fez uma mudança no texto da PLC 122, antiga PL122 também conhecida como Lei Anti-Homofobia. A divulgação foi feita durante o programa Cidadania da TV Senado no dia 28 de Março, onde fez um discurso pró-gay.

A alteração foi a inserção de um parágrafo que protege templos religiosos. Segundo o novo texto, agora o projeto deixa claro que a lei não se aplicará a templos religiosos, pregações ou quaisquer outros itens ligados a fé, desde que não incitem a violência: “Eu tenho também que proteger essa liberdade deles de poderem falar dentro de um templo”, afirma a Senadora. O novo texto agora inclui o parágrafo: “O disposto no caput deste artigo não se aplica à manifestação pacífica de pensamento fundada na liberdade de consciência e de crença de que trata o inciso 6° do artigo 5° (da Constituição)”.

Porém, o novo texto, segundo a própria Senadora, exclui a mídia eletrônica dessa “liberdade de consciência”: “tomei o cuidado de que em mídia eletrônica não pode fazer isso. Mas, dentro de um templo, se não incitar a violência, for alguma pregação religiosa, de culto, de dogma, de fé…”, afirmou. Nesses termos, com o texto aprovado, portais gospel, sites de igrejas, pregações de pastores postadas em blogs ou páginas na internet que discordarem da prática homossexual podem ser criminalizados pela lei como homofóbicos e seus respectivos autores presos por até 3 anos, além de obrigados a pagar multa.

Segundo Marta Suplicy a alteração seria benéfica e poderia retirar os argumentos contra a lei para assim conseguir votos para aprova-la.


http://www.plc122.com.br

Depois de anos na esperança de casais homossexuais se livrarem da descriminação, foi decidido através de um julgamento e reconhecimento unanime dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a união estável entre casais homossexuais. Isto é, direitos iguais reconhecidos nos tribunais do país, contando casamento civil, herança, pensão previdenciária e alimentícia em caso de separação, licença médica, comunhão parcial de bens e futuramente a facilidade de adoção, entre outros benefícios.

Segundo o ministro Luiz Fux, seu voto a favor a união estável deve-se ao reconhecimento de ‘’famílias espontâneas’’ onde independente da vontade de um padre o juiz, um casal homossexual se une na intenção de desenvolver uma convivência saudável e feliz. A decisão foi reconhecida como um verdadeiro avanço para as próximas gerações, onde o respeito e a igualdade deverão ser desenvolvidos entre as diferenças de opções sexuais, assim dando ênfase a afirmação do ministro Celso Mello dizendo que ‘’a decisão rompe paradigmas históricos e culturais e é um passo significativo contra a discriminação’’.

Onde há sociedade há o direito. Se a sociedade evolui, o direito evolui. Os homoafetivos vieram aqui pleitear uma equiparação, que fossem reconhecidos à luz da comunhão que tem e acima de tudo porque querem erigir um projeto de vida. A Suprema Corte concederá aos homoafetivos mais que um projeto de vida, um projeto de felicidade”, afirmou Fux.
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“Aqueles que fazem a opção pela união homoafetiva não podem ser desigualados da maioria. As escolhas pessoais livres e legítimas são plurais na sociedade e assim terão de ser entendidas como válidas. (...) O direito existe para a vida não é a vida que existe para o direito. Contra todas as formas de preconceitos há a Constituição Federal”, afirmou a ministra Cármen Lúcia.

O procedimento do julgamento se estendeu durante mais de 10 horas, finalizando com o presidente do Supremo (STF) , ministro Cezar Peluso, na conclusão de votos, manifestando a decisão através da lei que ele diz “O Poder Legislativo, a partir de hoje, tem que se expor e regulamentar as situações em que a aplicação da decisão da Corte seja justificada. Há, portanto, uma convocação que a decisão da Corte implica em relação ao Poder Legislativo para que assuma essa tarefa para a qual parece que até agora não se sentiu muito propensa a exercer” finaliza Peluso.

Sendo assim, um casal homossexual que teve o inicio da relação de uma forma natural, e a convivência levá-los a unir bens, o contrato jurídico do casamento civil estará disponível, assim permitindo todos os benefícios que são desfrutados por casais heterossexuais, durante ou depois do divorcio, contando também com o respeito mútuo, consideração, bens recíprocos e assistência moral.

Entre um dos importantes argumentos decisivos, entrou o ministro Celso de Mello que afirma que “Esse julgamento marcará a vida deste país e imprimirá novos rumos à causa da homossexualidade. O julgamento de hoje representa um marco histórico na caminhada da comunidade homossexual. Eu diria um ponto de partida para outras conquistas”.

Tanto os ministros do supremo quanto todos os casais homossexuais do Brasil, contam a partir dessa decisão, a redução de descriminação e violência praticada contra o próximo. Atualmente já se contam mais de 20 países que adquiriram esse conceito de união civil entre homossexuais, contando com Argentina, Uruguai e diversos locais dos Estados Unidos. Apesar de ser um fato inaceitável perante a igreja católica, o Brasil conta com próximas gerações de respeito, amor e igualdade entre todos, gerando uma convivência saudável entre as diferenças.

Realmente a noticia foi de agrado de muitos, assim como o desagrado de outros muitos, que querendo ou não terão que aprender a conviver com essa nova lei. Ainda chegará o dia onde crianças poderão ser criadas por pais do mesmo sexo sem precisar crescer e sofrer algum tipo de descriminação por isso, sendo que muitas são vitimas até de violência por possuir uma opção sexual diferente.

segunda-feira, 16 de maio de 2011


“Ele é grande. Ele é muito grande”. “Parece até desenho animado, quando o ônibus faz a curva e entra na próxima rua, você olha para trás e ainda vê o final do veículo na outra rua”. Esses foram alguns dos diversos comentários divertidos sobre a extensão do maior ônibus do mundo, o Ligeirão Azul, que começou a circular na manhã deste sábado, em Curitiba (PR) e que inaugura a terceira fase do Sistema de Ônibus Expresso na cidade.

Anunciado como novidade para o transporte coletivo de Curitiba durante o aniversário da cidade, dia 29 de março, o ônibus azul tem sido a atração do dia pelo caminho que faz. Nesta manhã, muitas pessoas pararam nas ruas para ver o ônibus gigante – com 28 metros de comprimento – passar pelo centro da capital paranaense. Não foram poucos os pedestres que aproveitaram para filmar ou tirar fotos da novidade.

Quem estava dentro do ônibus observava com curiosidade o novo ônibus e, inicialmente, a população parece ter aprovado o Azulão, como já começou a ser chamado. Mais conforto foi a observação mais frequente feita pelos usuários do transporte coletivo para definir o ônibus gigante. “Gostei. É muito grande. Por mim, está aprovado”, respondeu o passageiro Tarcísio de Oliveira.

O formato e material dos bancos foram os pontos que chamaram a atenção da estudante Jeniffer Chemin, de 17 anos. “O espaço para idosos também ficou melhor”, observou. A bibliotecária Elcy Rosa Ribas concorda. “É bem mais confortável que o outro, além de ser mais espaçoso”, disse ela.

As primeiras viagens da manhã foram lotadas, inclusive a que levou o prefeito, e uma comitiva de funcionários municipais, às 7h20. Ninguém entrou no ônibus de graça. E o veículo ficou cheio. Com capacidade para 250 passageiros, o ônibus levou 310 pessoas. A lotação é uma das preocupações dos trabalhadores e estudantes, como é o caso de Lucimara do Nascimento Silva, que pega o ônibus no bairro Boqueirão para chegar ao centro de Curitiba todos os dias, no início da tarde. “O ônibus vai sempre cheio. Espero que agora seja menos lotado”, ressalta ela.

Acessibilidade

Embora se destaque pelo tamanho, uma das principais vantagens do Azulão são as condições oferecidas para cadeirantes. Além dos avisos sonoros que já existem nos outros ônibus de Curitiba, para que se saiba as paradas dos veículos, o ônibus azul tem um dispositivo para que o deficiente físico possa comunicar da sua descida (para os outros passageirosa, não há campanhia, já que o ônibus sempre faz as quatro paradas, na canaleta específica pela qual o veículo trafega). E, para os portadores de deficiências auditivas, foram instaladas luzes dos lados de dentro e de fora nas portas, que indicam quando o ônibus será fechado.

Ambientalmente correto (movido 100% a biocombustível), mais confortável e mais comprido. Mas o verdadeiro teste para o Ligeirão Azul começa nos próximos dias, quando a sua capacidade será testada pelos mais de 25 mil passageiros que fazem o trajeto diariamente. “Gradualmente, o Ligeirão vai levar mais pessoas e com mais comodidade, para diminuir a superlotação”, disse o presidente da Urbanização de Curitiba S.A. (Urbs), empresa responsável por gerenciar o transporte coletivo na cidade. A oferta de lugares, com a chegada do Ligeirão Azul, deve ser ampliada em 45%.

Circulação

O trecho que o Azulão começou a operar liga o terminal do bairro Boqueião à Praça Carlos Gomes, no centro, pela Linha Ligeirão, que já existe há um ano. Nos horários de pico (das 6h30 às 7h45 e das 18h às 19h30), a Linha Ligeirão é feita com intervalo de quatro minutos e meio entre a passagem de dois veículos. No restante do dia, o ônibus vai passar a cada dez minutos, em média.

Os primeiros dez ônibus gigantes colocados na rua vão substituir outros dez veículos, os tradicionais articulados vermelhos de Curitiba, cada um com 18 metros de comprimento e capacidade para 170 passageiros. Até o início de maio, outros 10 ônibus azuis devem começar a operar na linha que liga o terminal do bairro Pinheirinho até o centro.

Inicialmente programado para três paradas, nos próximos meses o Ligeirão Azul vai incluir também um novo ponto: a estação TRE, por causa do recadastramento biométrico de todos os curitibanos, determinado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e que prossegue até o fim do ano.

Nova linha

Uma terceira linha para o Ligeirão Azul está sendo planejada para entrar em circulação do trecho que liga o bairro Santa Cândida à Praça do Japão, no bairro Batel. A perspectiva é que seja inaugurada daqui um ano, também no dia do aniversário da cidade, segundo o prefeito.

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terça-feira, 10 de maio de 2011

Estados Unidos, enfrenta suas piores inundações desde a década de 30.

Moradores de Memphis, no estado americano do Tennessee, estão sendo retirados de suas casas desde o o último fim de semana depois que as águas do rio Mississippi atingiram o maior níveldesde 1937.

Segundo o Corpo de Engenheiros do Exército, o volume de água passando em um segundo seria suficiente para encher um estádio de grande porte.

Nesta segunda-feira autoridades decidiram criar um desvio para alterar parte do curso da água. Victor Landry, do Corpo de Engenheiros do Exército, disse que não vão abrir tudo imediatamente:

- Abrir um vertedouro separado forçaria a evacuação de pessoas e animais na bacia do rio Atchafalaya no centro-sul da Louisiana

Mark Luttrell, prefeito de Shelby County, no Tennessee, disse também que as pessoas devem sair da zona de risco:

- Está na hora de recolher o que é importante e ficar preparado para deixar sua propriedade.

O rio Mississippi é o segundo mais longo da América do Norte, ficando atrás do rio Missouri.


Os meteorologistas já advertiram que o problema continuará durante semanas. Bill Borghoff, do Serviço Nacional de Meteorologia, afirmou neste domingo à rede americana "CNN" que as águas devem voltar aos níveis normais até "princípios de junho".

Tom Salem, também do Serviço Nacional de Meteorologia, explicou à rádio pública "NPR" que a enchente excepcional deste ano se deve à "enorme quantidade de chuva que caiu durante um grande período de tempo" e ao fato de que ainda se recebe "água do degelo das montanhas de Montana".


Nos últimos meses, diversos Estados no sul dos Estados Unidos foram atingidos por tornados e tempestades. As perdas e estragos provocados pelas fortes chuvas são estimados em até US$ 5,5 bilhões


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domingo, 8 de maio de 2011


A segunda edição da Conferência Internacional de Cidades Inovadoras (CICI 2011) começa oficialmente no dia 17 de maio de 2011.

O que é a Cici?
Em março de 2010, a Conferência Internacional de Cidades Inovadoras (CICI 2010) reuniu em Curitiba cerca de 3.500 pessoas. Com o encerramento do evento, o desejo de dar continuidade às discussões deu origem à Rede Global de Cidades Inovadoras (a Redeci, esta rede), que possui hoje mais de 800 membros. Mas como nós, pessoas de espírito inovador, não nos contentamos com o que está bom e queremos sempre melhorá-lo, damos um passo adiante: a CICI 2011.

Embora a cidade-sede se repita, esta edição promete novidades: maior número de eventos simultâneos, debates mais dinâmicos, novos enfoques (entre eles: educação, empreendedorismo, produção de energia limpa) e participação da Rede Global de Cidades Inovadoras na organização.

A Redeci não é uma instituição e sim o conjunto dos indivíduos conectados, isto é, somos todos nós. Isso significa que qualquer membro pode opinar na organização com sugestões ou críticas. Essa comunicação será feita aqui pela plataforma Ning, nos fóruns de discussão.

Além disso, na conferência do próximo ano também repetiremos o que houve de melhor na CICI 2010: mega Open Spaces, participação de palestrantes gabaritados, presença de representantes das cidades mais inovadoras do mundo, discussões online e projeção do Twitter em tempo real. Até o momento já estão confirmados estes palestrantes: Jaime Lerner, Fritjof Capra, Jeremy Rifkin e Nicholas Christakis.

http://www.cidadesinovadoras.org.br/cici2011/FreeComponent15189content128468.shtml


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quinta-feira, 5 de maio de 2011


Cerca de 2.000 pessoas ficaram feridas no Alabama nesta que se tornou a segunda onda de tornados mais mortífera da história dos Estados Unidos, após a registrada em março de 1925, que deixou 747 mortos.

Em Tuscaloosa, uma das regiões mais afetadas, cerca de 800 reservistas da Guarda Nacional foram mobilizados para proteger propriedades que ficaram literalmente partidas ao meio, sem paredes e com todos os pertences dos moradores esparramados.

Equipes de emergência americanas e milhares de voluntários tentavam em meio aos escombros fornecer ajuda a milhares de pessoas atingidas pela passagem dos piores tornados em quase um século nos Estados Unidos, que deixou pelo menos 350 mortos.

Equipes de emergência utilizando cães farejadores de corpos, trabalhavam em Tuscaloosa e em outras cidades do Alabama em busca de novas vítimas.

Ainda não se sabe o número exato de desaparecidos, já que "muitas pessoas que são localizadas por seus familiares não informam a polícia logo depois", disse o prefeito de Tuscaloosa, Walt Maddox.

Vários estados da região foram atingidos pela série de tornados e tempestades dos últimos dias. Além do Alabama, as vítimas foram numerosas em Mississipi, com 34 mortos, Tennessee, também com 34, Geórgia, com 15, Arkansas, com 8, e Virgínia, com 5.


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