quarta-feira, 30 de setembro de 2009

holocausto em quadrinhos
Uma história que mostra ao leitor, de maneira inusitada, com os judeus sendo representados por ratos, os horrores da segunda guerra mundial

A segunda guerra mundial, um dos tantos marcos cruéis na história da humanidade, rende, até hoje, estudos, livros, ensaios e filmagens. Porém, um dos mais marcantes e verdadeiros relatos do que aconteceu em meio à tragédia que teve início na Alemanha foi apresentado ao mundo na forma de uma história em quadrinhos.
Maus, de Art Spiegelman, publicado no Brasil pela Editora Brasiliense, em duas partes (formato livro), nos traz um impressionante relato da trajetória de um Judeu em meio à guerra.O judeu em questão é o pai do autor, que é apresentado na história já como uma pessoa de idade, narrando ao filho sua passagem pela guerra.
Portanto, o livro é baseado em fatos reais, um relato detalhado, minucioso até, que nos apresenta tudo em detalhes, inclusive a personalidade das pessoas envolvidas, principalmente do protagonista, mesquinho, avarento e racista, embora inteligente, perspicaz, dotado de uma intuição fantástica e, principalmente, de muita, muita sorte.
Em Maus, mais que os desenhos, o que salta aos olhos é o roteiro. Os personagens são muito bem caracterizados, têm vida própria, pulsante. É difícil permanecer indiferente à leitura desta obra.
A crueldade dos fatos é gritante, machuca, incomoda. A qualidade com que o autor associa texto e imagens é tal, que é impossível não imaginar na própria pele a dor, a angústia, o medo e o terror impostos pelos nazistas.
A caracterização dos personagens é um capítulo à parte. Os judeus são retratados como ratos, os alemães como gatos, os americanos como cachorros e os poloneses como porcos. Isso não diminui a grandeza da obra. Pelo contrário! Aumenta ainda mais, pois, além da originalidade, torna a leitura ainda mais fluente. Outro mérito é o humor, muitas vezes ácido e corrosivo, mas sempre inteligente.
Os personagens secundários, alguns com passagens relâmpagos pela história, são marcantes. São diversos fatos ocorridos ao redor do protagonista, em toda sua caminhada no decorrer da guerra. Homens, mulheres, velhos, jovens e crianças, todos jogados a um destino incerto e quase sempre terrível, tentando, de todas as maneiras, possíveis e impossíveis, buscar a sobrevivência através da esperança, uma esperança vã, que não resiste à certeza dos fatos. E a única certeza, para as vitimas dessa guerra, era a morte.
Nos quadrinhos de Spiegelman os animais simbolizam diferentes nacionalidades e raças diferentes:

Ratos - Judeus: Podem ser vistos como vítimas fracas e indefesas e simbolizam a idéia nazista dos judeus serem vermes, assim como a incapacidade dos nazistas de acabar com essa raça por causa do seu grande número populacional.
Porcos - Poloneses: Os poloneses ficaram ofendidos, mas Spiegelman explica que os porcos têm boa reputação com os americanos por causa de programas de TV como: Miss Piggy e Pork Pig.
Gatos - Alemães: Inimigos e perseguidores naturais dos ratos.
Sapos - Franceses: Referência direta ao apelido francês e participação dos sapos na culinária francesa.
Cachorros - Estadunidenses: Compara a antipatia do cão ao gato aos estadunidenses e alemães, inimigos na II Guerra Mundial.
Renas - Suíços:
Ursos - Russos:
Peixes - Britânicos:
Personagens
Art Spiegelman - Filho de Vladek, criador dos quadrinhos.
Vladek Spiegelman - Judeu polonês sobrevivente do Holocausto.
Anja Spiegelman - Mãe de Artie, também sobrevivente do Holocausto.
Richieu Spiegelman - Irmão de Artie, morreu ainda criança, envenenado por Tosha que não queria deixar o Alemães levá-los para as câmaras de gás.
Mala Spiegelman - Segunda Mulher de Vladek. Os dois vivem brigando por causa de dinheiro e manias que
Vladek adquiriu enquanto estava em poder dos Nazistas.
Francoise - Mulher de Artie. Francesa. Converteu-se ao judaísmo.
Sr. Zylberberg - Pai de Anja. Se achava rico demais pra morrer. Acaba indo para Auschwitz por ser velho demais e morre.
Orbach - Amigo de Vladek. Ajuda Vladek dizendo que este era seu primo.
Pai do Vladek - pai de Vladek. Pula a cerca procurando a filha (Fela) e acaba ficando no estádio pra morrer.
Tio Herman - irmão de Anja. Ele e a esposa estavam nos EUA quando começou a guerra, seus filhos ficaram no Holocausto.
Tosha - irmã mais velha de Anja. Muda-se com o marido, a filha e o sobrinho (Richieu). Com medo dos Alemães se envenenou e envenenou as crianças também.
Sr. Ilzecki - Cliente de Vladek antes da guerra. Participa do mercado negro. Oferece levar Richieu pra um lugar seguro, mas Anja recusou.
Nahum Cohn - Comerciante. Participou com Vladek no comércio de mercadorias sem cupom (mercado negro). Foi enforcado.
Avós da Anja - Moravam com os pais e o resto da família de Anja. São escondidos pela família até serem levados pelos Alemãs. Morreram nas câmaras de gás.
Lolek - sobrinho de Vladek, filho de Herman. Abandona Anja e Vladek por não querer mais se esconder. Sobrevive ao Holocausto e torna-se professor universitário.
Haskel Spiegelman - primo de Vladek, faz parte da polícia judáica no gueto.
Miloch Spiegelman - primo de Vladek. Supervisor na fábrica de calçados, ajuda alguns judeus a se esconderem dos Alemães e depois quando Vladek vai para Hungria ele e sua família se escondem com Motonowa.
Pesach Spiegelman - primo de Vladek. Vendeu "bolo de sabão em pó" no gueto.
Sr. Lukowski - porteiro da antiga casa de Anja. Ajuda-os a se esconder e indica-os a Casa de Sra. Kawka.
Sra. Kawka - Abrigou Vladek e Anja no celeiro de sua casa em Sosnowiec. Apresentou-os aos traficantes que combinaram de levá-los para Hungria.
Sra. Motonowa - Polonesa que vendia comida sem cupom. Abrigou Vladek e Anja em Sosnowiec.
Mandelbaum - antigo conhecido de Vladek, possuia uma loja de massas antes da guerra. Foi com Vladek para Hungria.
Abraham - primo de Artie, vai primeiro para a Hungria e promete a Vladek e a seu primo enviar-lhes cartas avisando sobre sua situação.
Os Karps - vizinhos de Vladek nos bangalôs de Catskills.
Kapo do Vladek - Ajudou Vladek no campo de concentração em troca de aulas de Inglês.
Pavel - Judeu sobrevivente do Holocausto. Atualmente psicólogo de Artie.
Yidl - Chefe de Vladek na funilaria em Auschwitz. Comunista.
Mancie - Namorada de um Kapo que ajuda Anja e Vladek a se encontrarem.
O Francês - Amigo de Vladek. Recebia pacotes da Cruz Vermelha com comida e dividia com Vladek, já que este era o único com quem conversava, afinal não sabia falar nem polonês nem alemão.
Shivek - Amigo de Vladek de antes da Guerra. Os dois se reencontram quando saem de seus respectivos campos de concentração.
A cigana -Prima de Artie.Fala sobre passado e futuro de Anja, seus filhos e família, e dá esperanças sobre Vladek.
Spiegelman foi procurado por diversas vezes com propostas para transformar a obra em filme, porém recusou-se. "Não entendo porque em nossa cultura ninguém parece acreditar que algo não é real, até que seja transformado em filme", declarou. Em sua opinião, Maus encontrou seu formato ideal nos quadrinhos. Imprescindível tanto para colecionadores de HQ's quanto para aqueles que apreciam obras literárias, Maus não deve faltar em nenhuma biblioteca particular que se preze. Marcelo Naranjo

terça-feira, 29 de setembro de 2009


Mas a suástica hitlerista, teria sua origem nas divindades do Tibete xamanista, alguns autores especulam quanto o interesse demonstrado por Hitler pela suástica, relacionando ao ocultismo.

Albert Ambelain escreve que certos hitleristas mantiveram contatos íntimos e sérios com o mundo místico da Índia e do Tibete, do qual veio a suástica sinistrogira a cruz gamada com os braços torcidos, para realçar melhor o sentido de seu turbilhão contrário à rotação normal (dextrogira). Robert Ambelain, afirma que Hitler não manteve a suástica em sua posição normal, ou seja, como uma cruz com os braços verticais.


O líder alemão, intencionalmente, colocou-a de lado, de maneira a dar à cruz, simbolicamente, a discreta lembrança de uma atitude de Siva, deus hindu da destruição, e representado, dançando na roda da existência e dos mundos. E que isso lhe foi aconselhado por instrutores secretos de Hitler, Karl Haushofer e Dietrich Eckart, os quais estariam em contato com os tântricos da Índia e do Tibete. Acrescenta o referido autor que Siva é o adversário de Vishnu, o deus conservador da vida e que a suástica dextrogira provém desse deus.

Segundo ainda Robert Ambelain, o geopolítico alemão Karl Haushofer, fez parte do Vril, uma sociedade secreta violentamente anticristã, onde eram praticadas, segundos nossas próprias pesquisas, técnicas tântricas herdadas diretamente dos bonpos tibetanos, também chamados Barretes Pretos, em oposição aos Barretes Amarelos do budismo tradicional. Acrescenta que os bonpos praticam um xamanismo misturado com o tantrismo, em meio a ritos sexuais, sacrifícios animais (no passado, de seres humanos), e a sua cruz gamada é sinistrogira, em oposição à dos Barretes Amarelos, que é dextrogira.

Eckart incluiu um tipo de magia sexual extraída do pensamento de Aleister Crowley [1875-1947], mago negro da moda, do tipo personalidade excêntrica que escandaliza a sociedade, aquele que ficou conhecido como O Homem Mais Perverso do Mundo. No contexto da operacionalidade da magia, o metabolismo sexual, mais precisamente, o momento do orgasmo é considerado especialmente propício para alcançar um estado de consciência alterado, superior, que permitiria a percepção da realidade além do meramente visível ou palpável.

O princípio básico dessa magia sexual é se apossar da energia bruta do sexo, que é energia de geração ─ [reprodução animal] para utilizá-la em obras de regeneração e/ou transformação de determinado aspecto da natureza. Este é um dos motivos da polêmica em torno de Crowley: Ele trouxe para a luz da publicidade a idéia de que fomentar orgasmos no contexto da magia era e/ou é um sistema tão bom e eficiente [ou mais] quanto qualquer outro para produzir a energia concentrada em uma idéia. Enfim, o orgasmo mágico em nada se relaciona com conceitos de moral e bons costumes; é técnica; ciência ou poiesis [realização] aristotélica.

Não há dúvida que Eckart estudou as semelhanças entre a magia sexual de Crowley e a Magia Astrológica de Landulf de Capua, o mago negro do século IX, Uma diferença significativa é que Crowley não matava pessoas. [Ainda que, eventualmente, deixasse algumas loucas]. Os sacrifícios rituais crowleyanos tinham limites. Landulf fazia sacrifícios humanos.
Segundo as lendas de Caltabellota os rituais de Landulf incluíam terríveis torturas: abrir o ventre e lentamente extrair as entranhas da vítima; introduzir estacas nos orifícios dos corpos e fazer tais coisas invocando espíritos da Trevas Íncubos que estupravam virgens raptadas.

Nas orgias da Sociedade Thule-Vril ,garantem que Hitler jamais participou delas, em sessões comuns do grupo, o ditador teve um preparo mais que privado, especial, pessoal, Hitler, tendo sido escolhido pelos cabeças do Partido Nazista exatamente por ser um medium genuíno passou pelos rituais de Iniciação mágica segundo a tradição da Magia Negra Ocidental, estas iniciações pretendem matar e/ou submeter no adepto seu Ego Inferior para que ele possa ressuscitar como Iniciado nos mistérios consciente de seu Eu Superior

Quando Hitler chegou ao poder ele já tinha sido devidamente educado por Eckart, estava inteiramente viciado em estados de espírito e consciência modificados pelo uso de drogas [morfina, cocaína, mescali e praticamente impotente; estado perfeito para quem deveria encarnar Parsifal, o herói puro e casto, único capaz de resgatar a Lança do Destino, o Santo Graal e a nobreza racial germânica.

O ato final de Eckart foi iniciar Hitler em um "ritual monstruoso e sadista de magia... após o qual ele ficou sexualmente impotente. A impotência de Hitler tinha uma profunda base psicológica. Ele atingia a satisfação sexual por meio dos extremos do sadismo e do masoquismo ... a perversão sexual teve um lugar central em sua vida... uma perversão sexual monstruosa era o centro de toda sua existência, a fonte de seus poderes mediúnicos e clarividentes e a motivação para todos os atos com os quais perpetrou uma vingança sadista na humanidade.


A Magia Sexual, conhecida no Oriente como Tantra, é a prática ritualística desenvolvida através das energias canalizadas do corpo físico, da mente e do espírito humano. O ato de criar outras vidas através de relações sexuais e instituir uma força, ou um vínculo energético entre as pessoas envolvidas, é visto como místico e sagrado.

Como outras modalidades de Magia, a Magia Sexual também é um recurso usado como fonte do poder que fortalece as cerimônias ritualísticas e para obter o auto-conhecimento através da exploração do próprio corpo, psique e alma. A Magia Sexual é uma das faces mais importantes da Magia moderna.

O conceito pagão da atividade sexual era saudável e natural. Era a mais poderosa energia que os humanos podiam experimentar através dos próprios sentidos, com a manifestação afetiva de um indivíduo ou simplesmente a ação de compartilhar prazer e desejo carnal com outra pessoa.


Ao fim de todo o processo, Hitler referia-se a si mesmo como "um possuído". Acreditando ser um Escolhido, dizia: "Eu sou como um sonâmbulo e vou onde a Providência me leva"

Hitler agia co
mo que se possuido por forças exteriores.

Uma entidade estranha tinha entrado nele: era como se o próprio Hitler ouvisse, dentro dele mesmo, que a entidade tinha tomado posse de sua alma; e quando esta entidade o deixava, ele desabava em sua cadeira, esgotado, uma figura solitária, caída das alturas de um êxtase orgiástico, bruscamente abandonado por aquela força carismática ─ Walter Stein, companheiro de estudos em Viena

Sua vontade estava habitada por um demônio que, no fim, também possuía seu corpo ─ Dr. Otto Dietrich, médico que atendeu Hitler no bunkerHitler nunca empreendia uma ação sem antes receber uma ordem ou indicação da Providência. Suas vozes interiores ordenavam-lhe marchar ─ Werner Masser, historiador

Com freqüência dava a impressão de estar alucinado e de ser manobrado, de fora, por algum ser terrível? Que pacto teria firmado com as forças ocultas? ─ André Brissaud, escritor e jornalista francês

Em seus momentos de fúria, este simplório é terrível. De repente, de um ser informe, transforma-se em uma criatura aterrorizante que assusta aos mais valentes e se converte em uma espécie de possesso disposto a matar imediatamente a qualquer um que se atreva a resistir-lhe. Sem dúvida, um possesso ─ André Rivaud

Estava em transe. Nesse momento já não respondia por si mesmo. Para chegar a esse desdobramento da personalidade ele tinha se exercitado... Seus exercícios mobilizavam não somente a energia dez vezes superior à vontade ordinária de um homem mas também forças supra-terrestres. Eram ritos procedentes de Sociedades mágicas do passado, herança de civilizações nórdicas desaparecidas...

Absorto em suas vozes interiores mais obscuras e inquietantes, parecia transportado para outro mundo onde uma vontade infernal ditava-lhe as ordens... Ficava horas absorto em estranha contemplação. Passava da meia-noite e e ele ali, interrogando as vozes e às estrelas sobre as decisões que tomaria... Ele mesmo deixou entrever que padecia a influência de uma energia cósmica.

...Até Himmler, sobre ele [Hitler] dizia que: estava possuído por uma força oculta que escapava por completo ao seu [dele, Hitler] controle. Era o demônio que o tinha em seu poder e o obrigava a cometer seus horríveis crimes porque, segundo dizia, havia [o demônio] tomado posse de seu corpo [dele, Hitler] havia muito tempo. E no fim da vida teve a clara consciência de que havia sido enganado por um gênio do mal ─ Francois Ribadeau Dumas, escritor ocultista

O poder mágico que exercia sobre as massas era comparável às práticas ocultas dos buxos da África ou dos Shamans da Ásia. Assistimos à metamorfose de um homem insignificante em um homem importante ─ Otto Strasser[1897-1974], um dos fundadores do Partido Nazista

O Führer tinha grande prazer quando Krafft [um dos esotéricos que o cercavam] dizia-lhe ter lido nos céus que aterrorizar as pessoas
por meio da matança e da destruição era uma distração dos deuses ─ Édouard

Hitler respondia: Os deuses são maus e gostam da guerra.

O Nazi Fetichismo ou Fetiche Nazista, é um dos mais recentes nas categorias de submissão como o BDSM. Trata-se da atração física de pessoas com envolvimento neonazista, ou paixão excessiva do Nazismo como forma de poder. As pessoas que cultivam esse fetiche, gostam de se sentir como se estivessem na Alemanha da Segunda Guerra e além de produzir-se com roupas temáticas, ainda fazem com que seus parceiros sejam submetidos a humilhações, chutes, e dominações, como forma de alto poder.>Além disso, por se tratar de um tema bastante delicado, muitas vezes esse fetiche é praticado em locais de reuniões Neonazistas, cujo são extremamente sigilosos

segunda-feira, 28 de setembro de 2009


Foi por volta de 1920 que a liderança do então pequeno Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães via crescer as fileiras de adeptos e carecia, portanto, de se ter uma bandeira ou um símbolo para os seus partidários. Consciente desta necessidade, Adolf Hitler explica em seu livro Meín Kampf, como adotou a cruz gamada.

Hitler, pronunciou a favor da conservação das antigas cores da bandeira imperial alemã, em parte por seu efeito estético e que melhor que qualquer outra combinação, harmonizava com seu próprio modo de sentir. Ele mesmo, depois de inumeráveis ensaios logrou definir uma forma definitiva, ou seja: sobre um fundo vermelho, um disco branco e no centro, a cruz gamada em negro.

Sobre o seu significado, Hitler escreve:
  • Como nacional-socialistas vemos em nossa bandeira nosso programa.
  • no Vermelho, a idéia social do movimento;
  • no Branco, a idéia nacionalista
  • e na Suástica, a missão de lutar pela vitória do homem ariano, e ao mesmo tempo pelo triunfo da idéia do trabalho produtivo, idéia que é e será sempre antisemita.

Assim, na localidade de Tegernsee, no verão de 1920, se empunhou pela primeira vez, a bandeira do jovem movimento que iria mudar a história da humanidade. Tal símbolo em sentido horário, usado como emblema do partido nazista e do estado alemão sob o III Reich, fora adotado oficialmente em 1935.

Großdeutsches Reich


Mas registra-se que em fins da primeira década do século XX, os alemães já usavam a bandeira da suástica como distintivo político, através dos ex-combatentes do corpo de voluntários, o Freikorps. Também o Grupo Thule? organizado pelo barão Rudolf von Sebonttendorff, utilizava como emblema a cruz gamada, baseando-se nos estudos de Adolf-Josef Lang. No emblema da Thule - sociedade secreta, com vistas a perpetuar ensinamentos esotéricos provenientes das velhas tradições germânicas pagãs, pode-se observar além do ano de 1919, como data de fundação daquela sociedade, a espada de santa Vehme no meio de um ramo duplo de carvalho, na frente de uma suástica, resplandecendo num turbilhão.

À semelhança do nazismo com um culto religioso ajuda-nos a explicar a existência de seu símbolo. Como fazem certos cultos religiosos, o nazismo oferecia, a seus seguidores fanáticos, além de um líder carismático, um emblema que retratava a imagem do poder, da força e do dinamismo. A cruz suástica como imagem simbólica, vinha servir ao propósito da propaganda do Partido Nacional-Socialista, na marcha inexorável para o triunfo, um futuro a ser conquistado pela confiança no Fuehrer, que sempre ostentava no seu braço esquerdo, a cruz gamada negra.


Faço esse juramento sobre a suástica, esse sinal sagrado para nós, para que tu ouças, ò Sol triunfante, e manterei minha fidelidade em relação a ti. Tem confiança em mim, assim como tenho em ti. Nosso Deus é o pai do combate e sua astúcia é a da águia, símbolo dos arianos. Assim, para marcar a combustão espontânea da águia, vamos representá-la em vermelho. Esse é o nosso símbolo; a águia vermelha lembra que temos de passar pela morte para podermos reviver.


Israel e EUA boicotam conferência sobre racismo


Divergências sobre o Oriente Médio e aspectos religiosos levaram os Estados Unidos e outros países ocidentais a boicotar a conferência sobre racismo da ONU, em Genebra, com participação do polêmico presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad, que nega o Holocausto. Mas muitos países ocidentais, entre eles o Reino Unido, um dos principais aliados dos EUA, anunciaram que vão participar do encontro, apesar das polêmicas.

EUA, Canadá, Israel, Holanda e Austrália anunciaram que não participarão da Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e Outras Formas Relacionadas de Intolerância –conhecida como Durban 2–, que durante cinco dias examinará os esforços realizados para combater o racismo, a xenofobia e a intolerância desde a primeira reunião organizada em Durban, na África do Sul, em 2001.
O porta-voz do Departamento de Estado americano, Robert Wood, afirmou no sábado que apesar dos avanços, o último projeto da declaração final de Genebra mantém trechos inaceitáveis da declaração de 2001 e infringem a liberdade de expressão.


Negociadores na capital suíça afirmaram na sexta-feira que países ocidentais e muçulmanos haviam concordado com a declaração contra o racismo da ONU, que retirava do texto a maioria dos elementos considerados controversos relacionados à discriminação religiosa, Israel e o Oriente Médio.

Austrália e Holanda se uniram neste domingo às críticas e anunciaram um boicote.


Já o Reino Unido confirmou presença em Genebra. “Estamos observando o desenrolar dos acontecimentos. Ainda temos a intenção de participar”, afirmou um porta-voz da diplomacia britânica, que fez questão de destacar que será “inaceitável” uma tentativa de negar ou subestimar o Holocausto nazista nos debates.
O Papa Bento 16 deu apoio à conferência neste domingo, para que consiga “acabar com toda forma de racismo e disriminação”.

Polêmica


A polêmica sobre conferência aumentou pelo fato do orador mais famoso do dia de abertura ser o presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad, que já questionou várias vezes a existência do Holocausto, no qual milhões de judeus morreram nos campos de concentração da Alemanha nazista.
O ministro das Relações Exteriores israelense, Avigdor Lieberman, criticou neste domingo a conferência por contar com a participação de líderes que chamou de “racistas”, como o presidente iraniano.
“Uma conferência internacional na qual um racista como Ahmadinejad, que defende dia e noite a destruição de Israel, é convidado a palestrar expõe [por si só] quais são seus objetivos e seu caráter”, disse o ministro israelense em comunicado. Israel também pediu ao presidente suíço, Hans-Rudolf Merz, que cancele um encontro com o presidente iraniano.


Na primeira edição da Conferência Mundial contra Racismo, em Durban, na África do Sul, participantes judeus disseram ter sido silenciados e ameaçados por ativistas árabes. Ao final, as delegações dos Estados Unidos e de Israel acabaram abandonando o evento quando foi apresentado um rascunho do texto da conferência no qual havia uma comparação entre o sionismo –movimento para estabelecer e manter o Estado de Israel– e o racismo.


Para Soldados Israelenses, Guerras de Israel são Guerras de Deus!


Exército israelense está mudando. As unidades de combate que um dia se orgulharam de ser seculares estão agora povoadas por opiniões de que as guerras de Israel são guerras de Deus.
Rabinos estão se tornando cada vez mais poderosos nas forças armadas, e cadetes religiosos são treinados para se tornar parte da elite militar.

Durante as operações em Gaza, no início do ano, rabinos entregaram centenas de panfletos para soldados. Alguns desses panfletos retratavam civis palestinos, não só militantes, como inimigos.
Outros chamavam os soldados israelenses de filhos da luz e os palestinos de filhos das trevas. O Exército israelense tenta se distanciar desse tipo de mensagem, mas os panfletos vêm com selo oficial.


Muitos cadetes religiosos vivem em assentamentos na Cisjordânia ocupada.
Se as negociações de paz na região avançarem, Israel um dia terá que retirar a maioria dos colonos dessa região. Se isso acontecer, há dúvidas sobre se os soldados religiosos respeitarão as ordens de seus comandantes, indo contra suas crenças.

domingo, 27 de setembro de 2009


A sagrada aliança da Ultra-Direita


“O Deus do Islã não é nosso Deus e o Islã é uma religião muito maléfica e perversa.” Foram essas as palavras do reverendo Franklin Graham, em outubro de 2001.

O reverendo Billy Graham, sem dúvida o pregador mais respeitado do país, tinha o hábito de fazer afirmações igualmente pouco amenas, pastor - que desde a década de 50 era íntimo e orientador espiritual de todos os presidentes,e lembrou que sempre dera um apoio inequívoco ao Estado de Israel. O herdeiro de seu império de pregação não procurou atenuar seus propósitos anti-muçulmanos. Ao contrário, ampliou-os, na seqüência.

Pat Robertson o famoso tele-evangelista atacaria principalmente os muçulmanos: “Eles querem coexistir até o momento em que poderão controlar, dominar e depois, se necessário, destruir.” Em julho de 2002, o mesmo Pat Robertson recebia o prêmio Amigos de Israel, concedido pela Organização Sionista dos Estados Unidos.

Terreno fértil para religiosos reacionários

Esse interesse pelo Oriente Médio não é recente. Desde o século XIX, a região era uma terra de missão para inúmeras igrejas protestantes, dentre as quais algumas não viram com bons olhos a criação do Estado hebraico. Somente os grupos fundamentalistas - que faziam uma leitura literal dos textos sagrados - viam, na criação de Israel, a realização de profecias bíblicas. E, como no caso do pastor Billy Graham, o “sionismo cristão” poderia coexistir serenamente com o anti-semitismo, do qual às vezes se alimentava. O conflito do Oriente Médio, entretanto, estava longe de ser uma das principais preocupações dos pastores ou de suas ovelhas.

É preciso voltar ao fim da década de 1970 para compreender o crescimento do poder da direita cristã e sua aliança com Israel. As perturbações sociais, políticas e econômicas da época criaram um terreno fértil para os grupos religiosos reacionários, como a Maioria Moral, do pastor Jerry Falwell. Em Israel, o Likud, partidário do “retorno” a toda a terra de Israel (Eretz Israel, o Grande Israel) bíblica, finalmente chegara ao poder. Em 1978 e 1979, o reverendo Falwell foi à Terra Santa a convite do primeiro-ministro Menahem Begin. Entenderam-se tão bem que, em 1980, o pastor foi condecorado com a medalha Vladimir Jabotinsky (nome do fundador do sionismo “revisionista” e mentor de Begin).

Esses anos também foram marcados por tumultos na comunidade judaica norte-americana. Duas de suas figuras de proa, Irving Kristol e Norman Podhoretz, romperam com a tradição “liberal”,à qual os intelectuais judeus tinham estado ligados durante muito tempo, a volta aos “valores tradicionais”, o anticomunismo puro e rígido, e o apoio irrestrito ao Likud, os aproximaram, a partir daí, da direita cristã.

A eleição de Ronald Reagan em 1980 sacramentou essa aliança, passaram a fazer o papel de intelectuais da corte, enquanto o novo presidente nomeava, para seu gabinete, os fundamentalistas mais radicais. O secretário do Interior, James Watt, explicou que a poluição do planeta não deveria ser fonte de preocupação porque “a volta do Senhor está próxima”. E foi diante da Associação Nacional dos Grupos Evangélicos que o presidente pronunciou seu famoso discurso classificando a União Soviética de “Império do mal”.

Durante os anos Bush pai e Clinton, o recuo desses grupos foi apenas aparente: se eram menos visíveis,a direita cristã continuavam a exercer influência sobre o cenário político e ideológico.

American Israel Public Affairs Committee, a queda do comunismo eliminava um argumento de peso dos que apoiavam os movimentos anticomunistas na América Central (numerosos entre os fundamentalistas), bem como destruía o argumento geoestratégico em favor de Israel (“único Estado democrático e estável numa região ameaçada pela União Soviética”). O AIPAC começou, então, a arrebanhar mais longe: ao invés de concentrar seus esforços em Estados com grande população judia (Nova York, Califórnia, Flórida, Illinois), o lobby pró-israelense construiu alianças por todo o país, inclusive nos lugares onde a população judia era quase inexistente.

Ao longo dos anos Clinton, os escândalos do presidente, reuniram novamente AIPAC e direita fundamentalista numa liga da virtude, generosamente financiada e muito bem organizada.

Com a ajuda da febre do milênio, a eleição presidencial do ano 2000 marcou o grande retorno de Deus ao debate político. O candidato republicano, George W. Bush, declarou que seu filósofo político preferido era Jesus Cristo, enquanto seu rival, Albert Gore, anunciou que, antes de tomar uma decisão difícil, ele se perguntava: “Que faria Jesus?”. Escolhendo como companheiro de chapa o senador Joseph Lieberman, um judeu ortodoxo conhecido por seu discurso moralizador, agradou a todos os radicais.

Mas foram principalmente os atentados de 11 de setembro de 2001 que cimentaram a aliança entre os neo-conservadores e os fundamentalistas, ambos empenhados em fazer do “choque das civilizações” uma profecia auto-realizadora. O Islã era, de fato, designado como o novo império do mal. O discurso incansavelmente martelado pela mídia e retomado pela quase totalidade dos parlamentares norte-americanos adotava as teses do governo israelense: como Yasser Arafat é o “Bin Laden de Israel”, os dois países estão unidos num mesmo combate. Foram, aliás, os falcões mais próximos de Israel (tais como o secretário-adjunto da Defesa, Paul Wolfowitz, e o estrategista do Pentágono, Richard Perle) que idealizaram a atualização da doutrina de defesa: a partir de agora, os Estados Unidos irão proceder a ataques preventivos contra países capazes de se equiparem com armas nucleares, biológicas ou químicas - donde a urgência de uma “mudança de regime” no Iraque .

Todos os grandes nomes da direita cristã – Ralph Reed, Gary Bauer, Paul Weyrich etc. - engajaram-se na nova cruzada, com freqüência teleguiada por Israel. Foi o próprio Ariel Sharon, por exemplo, quem quis que o rabino Yechiel Eckstein, fundador do International Fellowship of Christians and Jews, recrutasse Ralph Reed, ex-presidente da Coalizão Cristã, para pregar a boa palavra: dessa forma, 250 mil cristãos enviaram a Israel mais de 60 milhões de dólares. A organização Christians for Israel/USA também financiou a emigração de 65 mil judeus a fim de realizar, segundo seu presidente, o reverendo James Hutchens, “o apelo de Deus, que consiste em ajudar o povo judeu a voltar e restaurar a terra de Israel".

A retórica do presidente Bush ( “quem não está conosco está com os terroristas”, “nós somos bons” etc.) favoreceu um discurso binário e maniqueísta que coincide com os esquemas de pensamento dos radicais. Segundo uma pesquisa recente do Time/CNN, 59% dos norte-americanos pensam que os acontecimentos descritos no Apocalipse vão ocorrer, e 25% acreditam que os atentados de 11 de setembro já eram anunciados pela Bíblia. Daí o extraordinário sucesso da série Left Behind (cinqüenta milhões de exemplares vendidos): dez volumes – que poderiam ser descritos como o meio caminho entre romance de futurologia e guia prático para o fim dos tempos, que pretendem oferecer as chaves dos mistérios do Apocalipse.

Em alguns meios fundamentalistas, a intransigência de Ariel Sharon e seu espírito bélico são recebidos com exaltação. E não foi sua visita – de pura provocação - do dia 28 de setembro de 2000, ao Monte do Templo (a Esplanada das Mesquitas) que desencadeou o ciclo de violência cujo fim está longe? Ora, segundo as Escrituras, é nesse lugar sagrado que será erguido o Terceiro Templo, prelúdio de sangrentas guerras escatológicas. Nessas condições, uma solução pacífica ou concessões territoriais poderiam comprometer, ou atrasar, a realização das profecias. Como salientou o pastor Hutchens:

“Não pode haver paz antes do advento do Messias.”

Apesar de sua aparente solidez, a aliança entre extremistas israelenses e fundamentalistas cristãos baseia-se num mal-entendido. O teólogo Harvey Cox afirma: “Se estivesse no campo israelense, eu seria extremamente prudente.” Realmente, a cronologia considerada pelos fundamentalistas tem motivos para preocupar:
  • primeiro as calamidades, os sofrimentos e as guerras;

  • depois, a reconstrução do Templo e a chegada do Anticristo;

  • e finalmente, o segundo advento do Messias

  • e o combate final, em Jerusalém, entre o Bem e o Mal.

  • Os justos serão então levados em “êxtase” para o céu.

  • Dois terços dos judeus serão convertidos, os outros serão eliminados ou condenados.

Para alguns, o fim do mundo está, aliás, mais próximo do que parece. Em janeiro de 1999, o reverendo Jerry Falwell declarava que o advento do Messias poderia ocorrer nos próximos dez anos. Afirmava, também, que o Anticristo já estava entre nós e que era “judeu e do sexo masculino” .

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Neo-Nazismo esotérico


Os textos nazi-subversivos [ou, representativos da resistência nazista] de Savitri Devi, profetisa do renascimento Ariano e do avatar Hitler, exerceram [e exercem] forte influência no nazismo pós-Segunda Guerra no mundo anglo-americano e além. Sua devoção fervorosa a Hitler, seus escritos, caracterizados por altos vôos de pensamento, suas peregrinações na Alemanha ocupada pelos Aliados, fizeram desta mulher um modelo da fé nazista. [Fé, sim; os discurso de Devi conferiam ao nazismo uma aura de religião]. O suporte doutrinário-ideológico hindu de seus argumentos forneceu aos apologistas do Nazismo as justificativas acadêmicas respeitáveis que lhes permitiram assumir o paganismo sem maiores pudores e mais, ensaiar a rejeição ao Cristianismo que podia ser vislumbrada no nacionalismo alemão.

Savitri Devi desdenhava dos ideais republicanos de liberdade, igualdade e fraternidade [considerando-os hipocrisia] e desdenhava do cristianismo, judaísmo e marxismo. Valorizava e desejava o resgate da herança cultural e noética [espiritual, religiosa, metafísica] Ariana, com seus panteões de mitos, heróis e deuses gregos, nórdicos e védicos, da antiga Índia.
Influenciada por uma vigorosa literatura arianista, que começou a se tornar popular no século XIX, a jovem Maximiani Portas facilmente assimilou e adotou o maniqueísmo, o dualismo, oposição entre Arianos e Semitas. Seu arianismo era menos violento que o racismo radical dos nacionalistas germânicos; porém, não era menos ardoroso.

Concebia os arianos como uma raça de nobres guerreiros, cavaleiros intrépidos que haviam conquistado territórios contínuos entre extremos do mundo, do sul da Índia ao Pólo Norte! Portas-Savitri estava interessada, sobretudo, no sistema de castas hindu, que ela entendia como modelo de Lei racial, gerenciando a segregação das diferentes raças de modo a manter puro o sangue dos Arianos. Quando os arianos invadiram a Índia, já eram um povos dividido em três castas: a guerreiros ou aristocracia, os sacerdotes e o povo, as pessoas comuns.

Esses guerreiros referiam-se os nativos indianos, os Drávidas, em termos como: pele-escura [tudo bem, albinos eles não eram...], povo do nariz-chato [ok, não eram narizes aquilinos... contra fatos não há argumentos...] e Daysus, isso sim, depreciativo, significando escravos, macacos, uns acocorados . [Veja bem, você, leitor de maus bofes, este tradutor-articulista não está dizendo nada! Eu até gosto de sentar no chão acocorada feito índio carijó! e meu painho era cearense. Esse negócio de acocorados-macacos, isso é lá o que pensavam aqueles arianos arcanos, quatro mil anos antes de Cristo, seis mil anos antes de mim e de você... E neo-nazismo é 1. burrice-ignorância; 2. é crime]. Ocorre que a delicada Portas-Savitri Devi achou tudo isso muito correto, muito bonito, bacana mesmo... [eu queria ver foto de marido dela]. Aqueles arianos foram os primeiros e paradoxais Nazistas, nacionalistas na terra dos outros.

Meditemos... Bien, a conquista estava feita mas os conquistadores não estavam tranqüilos: temiam a proximidade daqueles Daysus e abominavam a possibilidade de perda da identidade [e da ui! beleza...] ariana por um processo de assimilação, interação cultural [e pior, sexual!] entre conquistadores e conquistados. A palavra sânscrita para casta é varna que, atualmente significa cor. Portas venerava a Raça Ariana por sua pureza genética, que ela considerava o apogeu da perfeição física aliada à inteligência, poder da Vontade e Eficiência em Ação. Admirava, sobretudo, a proeza da minoria branca, loura, alta, de olhos azuis, os brâmanes: eles tinham sobrevivido, puros, em meio àquela mistura de raças por seis mil anos; eram o testemunho vivo do valor e verdade da superioridade do sistema ariano de castas [e dos Arianos, por extensão]. E Portas sonhava com o re-erguimento desse sistema em uma Nova Ordem cujo alvorecer ela identificava com o advento do Nazismo.

Em 1936, em Calcutá, integrou-se à Hindu Mission, de orientação nacionalista onde conheceu Srimat Swami Satyananda. presidente daquela instituição. Savitri expôs Satyananda sua ideologia: apresentou-se como pagã, ariana e avessa à conversão dos europeus ao Cristianismo. Falou de sua devoção por Adolf Hitler, o líder do único movimento expressivo europeu a favor do espírito pagão e contra o cristianismo-judaico. Foi Satyananda que teve o insight de que Hitler era a encarnação de Vishnu, expressão da força que preserva a ordem cósmica. Para ele, os discípulos de Hitler eram espiritualmente hindus! ...E ela acreditou! Savitri Devi via Hitler como encarnação do Eu coletivo [Ego, Inconsciente coletivo, diria Jung] da Raça ariana.

Era a realização das palavras do Bhagavad-Gita: "Quando a justiça é esmagada, quando mal se mostra triunfante, então eu volto. Para a proteção do bem, para a destruição dos mal-feitores, para re-estabelecer o Reino da Justiça eu venho, volto a nascer de novo, de novo e de novo, Era após Era". Sobre Hitler-Vishnu, Savitri Devi escreveu:Ele nasceu em uma tarde de 20 de abril, pouco depois das seis da tarde, em um quarto grande e arejado no segundo andar. da tarde. Ela sentia-se fraca, mas muito feliz. Três janelas se abriam para a rua. O bebê dormia e ela não sabia que estava sendo instrumento de uma poderosa Vontade cósmica. Ela amava o filho; amava Deus em seu filho.

Não suspeitava que estava absolutamente correta, como o verdadeiro espírito santo, o divino Eu coletivo da Raça Humana Ariana, manifestava-se, ali, na forma daquele extraordinário ser...

As idéias de Savitri Devi alçaram várias gerações alimentaram a ideologia dos neo-nazistas dos anos de 1980 e 1990 e sobrevivem, neste século XXI, sendo, hoje, um potente e instrumento de perigosa sedução para aqueles que crêem na primeira coisa que lêem. Essa mulher virou uma espécie de Evita entre aqueles que combatem a sociedade, o mundo! inter-racial. Seus leitores são racistas pagãos, skinheads [carecas] e apreciadores sem noção de certo tipo de rock chato [eu acho...] norte-americano, escandinavo e europeu oriental.

Savitri Devi & A Profunda Ecologia da Morte

A influência de Savitri Devi no neo-nazismo e correntes híbridas de místico fascismo começou nos anos de 1960 e se estende até os dias atuais. Suas idéias excêntricas são adotadas e adaptadas pelas mais estranhas alianças, pelas ideologias mais radicais. O pensamento de Devi abriga: supremacia racial Arya, anti-semitismo, hinduísmo, direitos dos animais e uma visão bio-cêntrica da realidade. Relaciona-se com o ocultismo em geral, o neo-paganismo e uma ecologia que, por sua indiferença e severidade para com a condição humana, pode ser chamada de ecologia macabra. Savitri Devi defende a necessidade de uma violenta onda fascista que seja capaz de purificar a humanidade corrupta, deixando vivos apenas os Aryanos, dignos da pureza alcançada.

É a Ecologia da Morte dos Excedentes Humanos, que emerge, por absurdo que possa parecer, de fontes tão diversas quanto: cristianismo, hinduísmo, taoísmo, zen budismo etc.. Isso porque é sempre possível recortar uma doutrina e, aqui, na ecologia de Devi, o recorte é aquele que valoriza a vida em Si mesma, igualando todas as criaturas, retirando da espécie humana qualquer direito a mais ou privilégio. Um ser humano degenerado não tem mais direito a existir que um nobre tigre de sangue puro.

A doença, a fraqueza, a burrice, a feiúra, a deformidade são aberrações que devem ser exterminadas em civilização tal como seriam exterminadas se estivessem submetidas às Leis da Natureza. As idéias de Savitri Devi encontraram acolhimento e desenvolvimento no conceito de Ecologia Profunda, expressão usada pelo filósofo norueguês Arne Naes, em 1973 e idéia desenvolvida a partir de 1985 quando Bill Devall e George Sessions publicaram Deep Ecology expondo amplamente o assunto.

A Terra Primeiro!
─ Em 1980, David Foreman, [nascido em 1947], fundava o movimento Earth First! [A Terra Primeiro!] ─ considerado um movimento ecológico tão radical que muitos classificam-no como eco-terrorista. Quando as manchetes mundiais mostravam a fome na Etiópia, Foreman comentava que deveriam deixar os flagelados morrerem porque: Existe gente demais na Terra! Naquela época, [anos de 1980], alguns os ecologistas profundos defendiam uma redução de, no mínimo, cem milhões de pessoas na população mundial. Outros, achavam pouco e apontavam o extermínio de 80% da população como medida ecologicamente ideal de regulagem da presença humana no planeta e comemoraram o advento da AIDS como uma

Providência ambiental mais que necessária. O líder Verde Herbert Gruhl, repete Savitri Devi e aspira uma solução para a superpopulação via destruição nuclear! Já que somente os ocidentais superiores, sabiamente, utilizam programas de controle da natalidade, as multidões miseráveis do Terceiro Mundo deveriam ser radicalmente reduzidas com uma só bala; uma explosão atômica; e um dia, aqueles terceiro-mundistas que sobrevivessem lembrariam da bomba não como uma catástrofe mas como uma libertação ─ como diria a doce Savitri ajeitando graciosamente as dobras do seu sari... E com a mesma lógica recomenda, não somente no

Terceiro Mundo, mas em todo o mundo, a eutanásia dos velhos, doentes terminais, aleijados dependentes vegetais e pobres miseráveis já tão degenerados que só nascendo de novo. Com esse conjunto de idéias, ficou mais fácil virar nazista. O sujeito não precisa necessariamente ser ariano para abraçar e ideologia de morte aos fracos; e fracos em todos os sentidos. O neo-nazismo é a doutrina da intolerância total dos estetas psicopatas que desejam um mundo melhor nem que seja através do genocídio. Um mundo mais belo! Sem velhice, sem doentes, sem aleijados, sem favelas, sem mendigos. Talvez isso explique porque grupos de jovens espancam e incendeiam, vivos, os miseráveis que encontram dormindo pelas calçadas das metrópoles do mundo. Meditemos...

Fonte:GOODRICK-CLARK, Nicholas. Hitler's Priestess: Devi, the Hindu-Aryan Myth, and Neo-Nazism.

Fundamentalismo Cristão


O Fundamentalismo Cristão é um movimento teológico e social, ocorrendo em sua quase totalidade dentro doProtestantismo. O Fundamentalismo baseia-se na ênfase da Bíblia como sendo autoritativa, não só em matérias de fé, mas na regência da sociedade e na interpretação da ciência.

Fundamentalismo é então um movimento pelo qual os partidários tentam salvar identidade religiosa da absorção pela cultura ocidental moderna, na qual a absorção tem proporção de um processo irreversível na comunidade religiosa mais ampla, necessitando da afirmação de uma identidade separada baseada nos princípios fundamentais da religião.

Os fundamentalistas acreditam que a sua causa é de grave e cósmica importância. Eles vêem a si mesmos como protetores de uma única e distinta doutrina, modo de vida e de salvação. A comunidade compreensivelmente centrara-se num modo de vida preponderantemente religioso em todos os seus aspectos, é o compromisso dos movimentos fundamentalistas, e atrai então não apenas os que compreendem a distinção mas também outros insatisfeitos e os que julgam que a dissidência é distintiva, sendo vital à formação de suas identidades religiosas.

O muro de virtudes fundamentalista que protege a identidade do grupo é instituído não só em oposição a religiões estranhas, mas também contra os modernizadores, os quais compactuam continuar numa versão nominal da sua própria religião.

Os dois pontos fundamentais dos fundamentalista é a :

  • inerrância Bíblica
  • e a doutrina Milenarista
Ética e politicamente, os fundamentalistas rejeitam a homosexualidade, o aborto, a Teoria da Evolução e a possibilidade de salvação fora do Cristianismo.

Bíblia, infalível, suficiente e inerrante, sendo suas histórias consideradas factuais e rejeição de qualquer outra forma de Revelação (inspiração individual, magistério eclesiático, profecias modernas, teologia natural). Deve ser interpretada literalmente, salvo nas partes visivelmentes conotativas.

Criacionismo - rejeitam teorias que vejam como de alguma forma interferindo com o literalismo do gênesis, principalmente a evolução biológica, mas também teorias geológicas, físicas, cosmológicas, químicas, e arqueológicas.

Relação com a Sociedade - rejeitam o Ecumenismo e o diálogo religioso com não-fundamentalista.
Salvação - Através da crença em Jesus Cristo.
Aqui, crença significa adesão às suas doutrinas fundamentais.
O milenarismo (palavra que advém do latim millenium) designa a doutrina religiosa, retirada da Bíblia (Apocalipse 20, v. 1 a 10), que anuncia o regresso de Jesus Cristo para constituir um reino com duração de mil anos. É muito destacado, como por exemplo, pelos adventistas. Pode-se dizer que é uma movimento atemporal, que ocorre em diversos tempos da história, de inspiração religiosa e mística que decereta o final do mundo por ordem divina. Agrupa pessoas em torno de um líder que comanda uma verdadeira Guerra Santa maniqueísta: de luta do bem contra o mal. Geralmente acontecem no final de um milênio e início de outro. Creem que um novo mundo será construído nesta terra, antes do fim dos tempos.
Inerrância bíblica é a doutrina segundo a qual, em sua forma original, a Bíblia está totalmente livre de contradições, incluindo suas partes históricas e científicas. A inerrância distingui-se da doutrina da Infalibilidade bíblica a qual assegura que a Bíblia é inerrante quando se fala de assuntos de fé e de sua prática e não em relação à história e ciência

O raciocínio é que, se a Bíblia, pressupõe-se inerrante e a única forma da palavra de Deus, então isto implica que a Bíblia é totalmente confiável.

Outra crença, "somente a King James(KJV)", afirma que os tradutores da versão em inglês da Bíblia King James foram guiados por Deus, e que a KJV deve ser considerada como a autoridade da Bíblia em inglês. No entanto, aqueles que detêm essa opinião, não a estendem para a tradução em inglês dos livros apócrifos da KJV, que foram produzidos juntamente com o resto da Versão Autorizada. Modernas traduções diferem das KJV em muitos pontos, por vezes resultantes do acesso aos diferentes textos novos, em grande parte como resultado do trabalho no campo da crítica textual. Os defensores da KJV, no entanto, consideram que o cânone protestante da KJV é por si só um texto inspirado e, portanto, continua autorizado. O movimento de "Somente a King James" afirma que a KJV é a única tradução em Inglês livre de erro.

Similar à "Somente a King James", é a visão que as traduções devem ser derivadas do Textus Receptus, a fim de ser considerada inerrante. Como a versão da King James é uma tradução em inglês, isto deixa os falantes de outras línguas em uma posição difícil, daí a crença no Textus Receptus como a inerrante fonte textual para traduções de línguas modernas. Por exemplo, em culturas de língua espanhola a versão comumente aceitada "como sendo equivalente a KJV é a revisão da Reina Valera
de 1909 (com diferentes grupos aceitando em adição a de 1909 ou no seu lugar as revisões de 1862 ou 1960).

quinta-feira, 24 de setembro de 2009


A ultra-direita e os religiosos ortodoxos defendem a reconquista da Grande Israel, em suas fronteiras bíblicas.

Extremistas da direita nacionalista israelense e colonos anunciaram hoje suas intenções de construir nas próximas semanas 30 novos enclaves judeus na Cisjordânia, informam meios de imprensa locais. Os ativistas explicaram à emissora de rádio do Exército israelense "Galei Tzahal" que pretendem levantar essas novas estruturas no território ocupado palestino, em resposta ao "crescimento natural" da população, argumento defendido pelas autoridades para continuar a edificação dentro do perímetro dos assentamentos.Meir Bretler, membro do grupo "Lealdade à Terra de Israel", integrado por colonos judeus, declarou à emissora que alguns dos enclaves serão levantados em lugares onde não há assentamentos a fim de se estender no território o máximo possível.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu uma total paralisação da construção nas colônias judias, um dos principais empecilhos no processo de paz entre israelenses e palestinos.As ameaças dos radicais de direita judeus acontecem em resposta ao discurso que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pronunciou ontem à noite na Universidade de Bar-Ilan, próxima a Tel Aviv, onde afirmou que não "haverá mais assentamentos", mas sem se comprometer a cessar a construção porque disse, "devemos dar resposta ao crescimento demográfico" dos colonos.Netanyahu também condicionou a paz no Oriente Médio a que os palestinos reconheçam Israel como "lar nacional judeu" e que o futuro Estado palestino seja "desmilitarizado".

Deputado do Likud, principal partido da oposição de direita de Israel, Mosheh Feiglin, fez em 1995 uma apologia da Alemanha nazista e elogiou Adolf Hitler
"o nazismo permitiu à Alemanha sair de uma situação de miséria e a levou a uma situação fantástica, do ponto de vista físico e ideológico".
"Uma juventude esfarrapada e suja se tornou uma parte disciplinada da sociedade e a Alemanha teve um regime exemplar, uma justiça de verdade e ordem pública", acrescentou.
Na entrevista, Feiglin qualificou Hitler de "gênio militar incomparável". "Hitler apreciava a boa música. Era um pintor e os nazistas não eram um bando de vadios."

Feiglin, que coordenava o grupo de ultradireita Liderança Judaica, entrou há alguns anos no Likud.

O deputado Avigdor Lieberman, o líder do partido ultradireitista israelense Yisrael Beitenu (Israel é Nossa Casa, em hebraico), afirmou que a sua legenda --acusada de racismo, tamanha a oposição aos árabes-- tem a "chave do próximo governo" de Israel.

Lieberman ganhou importância na formação das alianças políticas em Israel após a ofensiva militar que o Estado realizou em Gaza, entre 27 de dezembro de 2008 e 18 de janeiro desde ano, que deixou 1.300 palestinos mortos e cerca de 5.000 feridos.

Depois do conflito, que foi considerado um fracasso por não ter conseguido acabar com os lançamentos de foguetes por parte do grupo radical islâmico palestino Hamas, o eleitorado israelense passou a dar preferência à direita, e Lieberman cresceu nas pesquisas.

American History X

Realizado por Tony Kaye, tem nos principais papeis, Edward Norton, Edward Furlong, Beverly d’Angelo e Fairuza Balk. O filme tem á partida algo que não é normal, começamos a ver o filme não do lado de quem sofre a perseguição, mas sim de quem persegue. Edward Norton é o actor principal, e encarna o papel, e muito bem feito, de Derek Vineyard, um skinhead que viu o seu pai morrer e nunca mais conseguiu ultrapassar esse facto. Segue fielmente, um homem Neo Nazi, Cameron Alexander, que o transforma no líder dos Neo Nazis daquela região.

Derek é visto como um exemplo, principalmente aos olhos do irmão, Danny Vyniard, que segue os seus ideais fielmente. Numa composição que tem de escrever para a escola, sobre o livro á sua escolha, Danny escreve sobre o livro Mein Kamp, o livro escrito por Hittler. Derek acredita que deve existir uma raça pura, e não tem problemas em tentar levar a sua ideia até aos níveis mais avançados, usando e abusando da violência.

Aliás, vemos aqui uma das cenas mais violentas para mim, talvez por nunca ter visto algo do género. Quando um grupo de negros tenta roubar o carro de Derek, ele ataca-os e mata um deles, colocando-o de boca aberta encostado contra o lancil do passeio e dando um pontapé por trás da cabeça, esta foi sem duvida uma das cenas que mais me marcou. Derek é preso, e vai ser na prisão que Derek vai descobrir o quanto estava errado, isto porque aquilo no que ele acredita, e segue, não é levado á letra por outros que dizem ter os mesmos ideias que ele.

Ele conhece skins que pela frente apregoam ser uma coisa e depois aplicarem a lei dos interesses, e no fundo o que conta é o que se consegue em troca, independentemente da raça da pessoa. Contra o que ele esperava, vai se tornar amigo de um afro-americano, e é na prisão de que vai reavaliar os seus valores e transformar-se num homem mais correcto e justo.

O problema maior de Derek é quando sai da prisão e vê-se de volta, aqueles que o seguem, e que não vão compreender a sua nova personalidade, e a próxima batalha dele vai ser afastar-se do que já foi, tentar que o irmão abra os olhos e afastar-lhe de toda a comunidade neo-nazi. É um filme sem duvida violento, é também um filme muito real e pior que tudo muito actualizado. Tem de ser visto pelo menos uma vez, porque a mensagem que transmite é imperdivel.


América enfrenta o dilema da cor

País tem hoje 762 grupos racistas que vêem no horizonte um futuro onde os 100% brancos não serão mais maioria

Nos anos 20, eles marcharam em Washington, numa manifestação histórica pela supremacia branca. Na década de 60, reagiram violentamente ao movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos. Perseguiam e matavam. Seu alvo: negros, principalmente, e os brancos que se engajaram na luta contra a segregação racial.


Há oito décadas, a Ku Klux Klan teve 5 milhões de integrantes. Hoje, tem 7 mil declarados e não mata mais. Mas ainda é a maior das organizações americanas que pregam a supremacia branca.
São seis ao todo, pulverizadas em mais de 700 grupos locais ativos em um país que vive um dilema nesse século: graças às ondas de imigração que aumentam a cada ano, o cidadão branco puro americano não será mais maioria lá por volta de 2050, segundo estimativas de especialistas em imigração.
São, portanto, muitas as lições que a maior potência mundial tem que aprender, alertam os especialistas.

Principalmente, no que diz respeito à classificação das muitas raças que já compõem a população americana. Os negros, por exemplo, conquistaram o direito de serem chamados de afro-americanos, termo politicamente correto. Mas são ainda vítimas do racismo declarado das centenas de grupos segregacionistas e de uma sociedade que não aprendeu ainda a dar as mesmas chances para todas as raças nas universidades e no mercado de trabalho, onde brancos ainda dominam.

O país também tem que aprender a, no mínimo, dar nome correto às diversas raças e etnias que hoje vivem lá. Dos 294 milhões de americanos, 41 milhões são o que as estatísticas chamam de “hispânicos” – aí incluídos os brasileiros, por mais que o candidato a imigrante tente explicar que seu país foi colonizado por Portugal. Os “hispânicos”, aliás, são hoje a maior etnia no país, mas não podem ser chamados de “raça”, uma vez que podem pertencer a esse grupo negros e brancos, por exemplo.

Essa dança de números assusta o cidadão branco comum. Quem explica é o professor Gary Freeman, da Universidade do Texas, especialista em imigração.

– Há pessoas que estão preocupadas com o que acham que pode ser a distorção da cultura anglo-saxã. E, aí, acabam encontrando eco para suas angústias nesses grupos racistas. Tudo está ainda muito confuso. Esse país vai ter que passar por uma enorme transformação. Precisamos saber quem vai ser o americano do futuro. E, ainda, resolver como todos vão conviver num mesmo sistema econômico, que hoje é injusto, se você considerar o aspecto racial.

Freeman também alerta para outro aspecto que afeta o americano branco pobre.

– Se você pensar que hoje brancos são maioria, por uma questão matemática há mais brancos pobres, que não podem se valer do argumento de que são vítimas de racismo. Acabam ficando sem defesa. É um paradoxo a ser resolvido nesse processo de transformação.

Essencialmente uma variante da suástica, e popular, por essa razão, o tríscele era um símbolo utilizado ocasionalmente pelo regime nazista, mais notadamente como a insígnia de uma divisão Waffen SS composto por voluntários belgas. Após a II Guerra Mundial, os "Três Sevens" versão da tríscele foi popularizado por supremacistas brancos na Europa e na África do Sul. O símbolo é também usado como parte do logotipo do grupo internacional skinhead racista, "Blood & Honour". O Weerstandsbeweging Afrikaner (Movimento de Resistência Afrikaner) ou AWB, é uma organização de extrema-direita político e ex-grupo paramilitar na África do Sul sob a liderança de Eugne Terre'Blanche. O AWB afirma que os três setes simbolizava a supremacia sobre o diabo. Eles estão comprometidos com a restauração de uma república independente Boere Afrikaner ou "Boerestaat" na África do Sul. Em seu apogeu que recebeu muita publicidade, tanto na África do Sul e no estrangeiro como um grupo extremista de supremacia branca.




África do Sul o cristianismo conservador da supremacia branca está espalhando-se rapidamente
Uma década depois do colapso do regime da minoria branca e o apartheid, dezenas de grupos de extrema-direita "supremacia branca" de fé cristã estão sendo fundados. Eles acreditam que a regra da maioria negra é um castigo enviado por Deus por causa da desobediência do povo Afrikaner.
Eles vêem a si mesmos como descendentes das dez tribos perdidas de Israel ,as pessoas brancas, cujo destino é o de governar sobre todas as raças que estão proibidos de se misturar com outras raças. Reverendo Willie Smith, que antigamente era um pastor batista de 26 anos, fundou Lewende Hoop (Living Hope) no Kroonstad no Estado Livre no final de 1990. Ele disse:
"Eu olhei em volta e vi a necessidade do meu povo, o Afrikaners. Eles não sabem quem são. As outras igrejas não estão pregando a verdade.
Mas eu lhes digo, você é o povo da Bíblia. A Bíblia foi escrita para você .... Nós desviaram os ensinamentos da Bíblia. Nossos líderes nos vendeu para fora. Querem nos misturar com outras raças. Mas não está funcionando. As outras igrejas estão pregando que devemos amar todos. Mas nós não queremos isso. Nós não queremos derrubar o Governo. Temos de aguardar o livramento do Senhor" ....
Estamos sofrendo sob este ANC-regime comunista. Queremos que os negros, mulatos e outras raças para retornar às suas tradições. Se nós regra, será uma bênção para toda a África. " Grupo de Smith, alegadamente constituída por trinta e congregações com um total de 6.000 fiéis.

O Calvinismo Africaner foi a ramificação africana do calvinismo holandês na África do Sul.
Foi implantado por imigrantes holandeses na África do Sul e apoiado pelo governo branco do apartheid e pelos ingleses. Além disso, encontrou campo para desenvolvimento junto aos imigrantes huguenotes franceses que haviam se estabelecido na região do Cabo
.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009


Neonazismo cresce na Suíça


Enquanto os ataques racistas e manifestações aumentam, muitos criticam as autoridades pela sua passividade em relação à extrema-direita.
Um perigo que parecia d
istante da realidade suíça: jovens extremistas, que agridem estrangeiros ou gritam em público "Heil Hitler". Porém nos últimos tempos, os casos tem se repetido com uma freqüência assustadora.

um grupo de skinheads agridiu em Thurgau dois jovens. Os ferimentos foram tão graves, que eles ficaram paraplégicos. Dois anos depois, os seis autores do crime foram condenados a penas entre quatro e cinco anos de prisão.

800 jovens neonazistas compareceram aos festejos do dia nacional da Suíça no Rütli e agridiram verbalmente o presidente da Confederação Helvética, Samuel Schmid. Depois o grupo marchou pelas ruas de Brunne num protesto organizado pelo Partido dos Suíços Nacionalistas (PNOS, na sigla em alemão).
400 neonazistas participaram de um concerto musical em homenagem a Ian Stuart, um inglês falecido recentemente e fundador da organização de extrema-direita "Blood & Honour" (Sangue e Honra). Durante o evento jovens gritaram palavras de ordem contra judeus e aclamaram Hitler. A polícia não interveio.
O jornal dominical "Sonntags-Zeitung" publicou uma reportagem-denúncia sobre um neonazista de Lucerna que fez uma carreira meteórica no exército suíço.
No final de setembro, jovens neonazistas distribuíram no pátio de recreação de quatro escolas em Aargau, centro da Suíça, CDs com músicas e hinos extremistas.
"Existem alguns suíços, incluindo também alguns da classe política, que não vêem perigo no racismo e nos riscos que ele representa para a democracia"
O departamento de análise e prevenção (Dienst für Analyse und Prävention - DAP) da Polícia Federal Suíça, responsável pela segurança interna do país, tem como uma das tarefas mais importantes a análise e planejamento de medidas preventivas contra o terrorismo e movimentos extremistas.
No caso de manifestações de neonazistas, sua obrigação é informar o mais rápido possível as autoridades cantonais, para que medidas possam ser tomadas. Porém no caso do concerto de 17 de agosto, onde grupos neonazistas homenagearam o inglês recém-falecido Ian Stuart, fundador do grupo extremista "Blood & Honour", o DAP falhou apesar do evento já estar anunciado há semanas em diversos sites na Internet.
A polícia cantonal acabou sendo informada apenas no último minuto e não pode tomar providências.
Na opinião do jurista Niggli, a culpa está no fato das autoridades federais darem muito mais atenção aos riscos do extremismo de esquerda do que os da direita. Na Alemanha, país europeu que conhece também o mesmo problema, os movimentos neonazistas provocam cinco vezes mais delitos do que os extremistas de esquerda. "Na Suíça o problema não deve ser tão diferente", explica.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009


Violência de direita é problema no leste

No leste da Saxônia, cresce o número de skinheads e com isso a agressão contra estrangeiros. Apesar das diversas organizações voltadas para a recuperação de jovens xenófobos, a região registra um crescimento do problema.

"Nós temos medo", afirmam em uma petição enviada ao prefeito de Kamenz 109 exilados políticos, que vivem em um alojamento provisório na cidade, onde nos últimos meses o número de delitos registrados contra estrangeiros cresceu assustadoramente. Departamentos de segurança estimam que o Estado da Saxônia abriga cerca de 3500 extremistas de direita, 1500 deles dispostos a praticar atos violentos.

Segundo organizações não-governamentais de ajuda a jovens que pretendem deixar os círculos neonazistas, a rede montada pelos extremistas na Saxônia "vem tomando proporções preocupantes". A participação em associações de skinheads ou a presença em encontros de extremistas de direita faz parte do universo de um bom número de jovens nas cidades de Niesky, Hoyerswerda, Kamenz ou Zittau.

"Tempo perdido" – O delegado para questões relativas aos estrangeiros da Saxônia, Heiner Sandig, vê em uma "aversão relativamente grande em relação a estranhos" a razão do fenômeno. Minimizando o problema como se falasse que a população prefere uma fruta a outra ou rejeita um tipo de esporte em função do outro, Sandig cita que a "imigração, da forma como ocorre hoje, só existe desde 1990", o que faz com que os alemães do leste queiram "recuperar o tempo perdido".

Na Saxônia, estão registrados hoje cerca de cem mil estrangeiros. Entre estes, estão 11 mil exilados políticos, vivendo em sua maioria em alojamentos de massa. Em algumas regiões do Estado, tendências neonazistas fazem parte "da cultura jovem dominante", observa Christian Liebchen, que coordena um grupo de trabalho da Igreja Luterana. Até mesmo entre os freqüentadores da comunidade religiosa, esconde-se uma certa "xenofobia disfarçada", completa Liebchen.

Tabu – Enquanto em grandes cidades, como Leipzig, o problema deixou de ser tabu, sendo debatido pela opinião pública, no leste da Saxônia são raras as discussões a respeito. O prefeito de Hoyerswerda, Horst-Dieter Brähmig, vê o crescimento dos delitos de extremistas de direita como uma "tendência geral na Saxônia". Em Hoyerswerda, houve apenas em dezembro último três encontros de skinheads, reunindo cada um deles cerca de cem neonazistas.

Aumenta propaganda neonazista na internet

A internet tem se tornado cada vez mais um instrumento de propaganda da extrema-direita alemã. Até o final de 2001, o número de sites neonazistas aumentou de 800 para 1.300, conforme divulgou o Departamento de Defesa da Constituição do estado da

Renânia do Norte-Vestfália. Em relação a 1999, isto representa um aumento de quatro vezes.


Fritz Behrens (SPD), secretário de Segurança do estado, estima que o crescimento é alarmente. Os sites neonazistas são cada vez mais profissionais e sofisticados, utilizando as mais avançadas tecnologias disponíveis. Com animações, rádio online e jogos de computador, os sites atraem grande número de jovens.


"A extrema-direita mudou sua forma de apresentar-se na internet", afirma o secretário. As idéias racistas estão dissimuladas numa embalagem de alta tecnologia e são irreconhecíveis num primeiro momento.


Extrema direita tenta se fortalecer com marcha neonazista

O Partido Nacional Democrata Alemão (NPD - Nationaldemokratische Partei Deutschlands) é um partido nacionalista alemão fundado em 28 de novembro de 1964 em Hanover. É um dos sucessores do DRP (Deutsche Reichspartei - Partido do Império Alemão) um partido de extrema-direita e mantém uma ideologia neo-nazista, ultra-conservadora e nacionalista.
A marcha dos skinheads reuniu militantes de toda a Alemanha e de outros países. Da Eslováquia e da República Tcheca participaram grupos envolvidos em ataques recentes a membros das etnias sinto e rom. Os neonazistas marcharam pelo centro de Dresden em sinal "de luto" pelas bombas dos aliados que caíram na cidade nos dias 13 e 14 de fevereiro de 1945.

Desde 1999, os extremistas de direita aproveitam a data para organizar, todos os anos, manifestações de teor extremista em Dresden. "A memória aos bombardeios na cidade se transformou num highlight dos radicais de direita", comenta o semanário alemão Der Spiegel. Os extremistas insistem que a cidade tenha sido bombardeada "injustamente", o que teria custado a vida de "centenas de milhares de civis inocentes".
Uma comissão de historiadores contratada pela administração da cidade em 2004 publicou um estudo apontando o papel desempenhado por Dresden durante o período nazista e registrando a deportação de muitos judeus para campos de concentração. "Dali também foram arquitetados os planos de Hitler para atacar o Leste Europeu", assinala o Der Spiegel.

Os neonazistas que marcharam, com permissão da prefeitura, pelo centro histórico da cidade ignoram, no entanto, tudo isso. Da passeata participaram membros do partido de extrema direita NPD e de diversas organizações extremistas, que levavam cartazes com dizeres do tipo "holocausto das bombas dos aliados", usavam roupas de bandas de rock ligadas à cena neonazista ou com referências ao NPD e carregavam bandeiras alemãs com a marcação de fronteiras do país do ano de 1937.

Para o NPD, a seis meses das próximas eleições parlamentares, a marcha foi usada como tentativa de provar que a cena de extrema direita no país não é tão desorganizada como parece. "O partido usa essa marcha para demonstrar forçosamente uma certa unidade da cena de direita, que na verdade não existe. É o início de sua campanha eleitoral", comentou o semanário Die Zeit.