quinta-feira, 22 de julho de 2010




As pilhas e baterias de celular são hoje um problema ambiental. Contendo resíduos perigosos e compostas de metais pesados altamente tóxicos e não-biodegradáveis, como cádmio, chumbo e mercúrio, depois de utilizadas, a maioria é jogada em lixos comuns e vai para aterros sanitários ou lixões a céu aberto.

A forma como são eliminados e o conseqüente vazamento de seus componentes tóxicos contaminam o solo, os cursos d’água e o lençol freático, atingindo a flora e a fauna das regiões circunvizinhas. Através da cadeia alimentar, essas substâncias chegam, de forma acumulada, aos seres humanos.

Cádmio, é um dos metais mais tóxicos. A principal via de absorção é a inalação em meios industriais ricos em fumos e poeiras de cádmio. Uma simples exposição a elevadas concentrações de óxido de cádmio pode causar graves irritações pulmonares ou mesmo a morte.

Chumbo, é um dos mais perigosos metais tóxicos pela quantidade e severidade dos seus efeitos. É classicamente uma toxina crônica, sendo observados poucos efeitos após uma exposição aguda a níveis relativamente baixos. Pode ter efeitos no sangue, medula óssea, sistema nervoso central e periférico e rins, resultando em anemia, encefalopatia, cólicas abdominais e insuficiência renal; é tóxico para a reprodução e desenvolvimento humanos.

Mercúrio, à medida que ele passa ao sangue, liga-se as proteínas do plasma e nos eritrócitos distribuindo-se pelos tecidos concentrando-se nos rins, fígado e sangue, medula óssea, parede intestinal, parte superior dos aparelhos respiratório mucosa bucal, glândulas salivares, cérebro, ossos e pulmões. È um tóxico celular geral, provocando desintegração de tecidos.

Os metais pesados contidos nas pilhas e baterias, quando absorvidos, são de difícil eliminação pelo organismo, podendo causar diversos efeitos nocivos ao ser humano, tais como: alergias de pele e respiratórias; náuseas e vômitos; diarréias; diminuição do apetite e do peso; dores de estômago e gosto metálico na boca; instabilidade, com distúrbio do sono; inibição das células de defesa do organismo e bronquite. Pode inclusive causar danos ao sistema nervoso, edemas pulmonares, osteoporose e alguns tipos de câncer.

A Prefeitura de Curitiba tem um programa para o recolhimento de baterias, pilhas e lixo tóxico.
Caminhões passam uma vez por mês nos terminais de ônibus recolhendo esse lixo.

Baterias de Carro

Dentre as baterias do lixo tóxico as de carro são as mais perigosas ao meio ambiente. Em sua composição é utilizado o chumbo ácido, que, além de ser uma substância extremamente tóxica, é corrosiva.

Tanto que é recomendado que quando você compre uma bateria nova deixe a velha no local da compra, mas não é assim que acontece calcula-se que cerca de 30% da população guarde baterias inutilizadas em casa.

As baterias automotivas têm uso crescente no tráfico de drogas. O eletrólito contido na bateria é usado para o refino da cocaína, o chumbo é utilizado para fabricar munição. Por isso é muito importante devolver baterias automotivas em local autorizado, onde serão recicladas de forma correta, hoje a tecnologia permite que cerca de 95% dos componentes da bateria sejam reciclados.

Mas no Brasil existe apenas 7 recicladoras oficiais e estima-se que pelo menos aja umas 42 clandestinas,por isso temos que nos conscientizar e devolver no local correto para protegermos o meio ambiente, e não ajudar a aumentar o índice de violência já que as baterias automotivas estão sendo usadas no trafico.

Contribua! Deixe as suas baterias e pilhas em locais apropriados.



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