sábado, 23 de julho de 2011


"Que a sua alma perturbada encontre a paz".

A cantora inglesa Amy Winehouse, encontrada morta neste sábado (23), na Inglaterra, seguiu o mesmo roteiro trágico de outros ídolos mundiais da música pop, como Janis Joplin, Kurt Cobain, Jim Morrison e Jimi Hendrix. Todos esses artistas encerraram a carreira e a vida, a maioria por envolvimento com drogas, aos 27 anos.

Morto em 1970, também em Londres e sob circunstâncias nebulosas, Hendrix conquistou fama na década de 1960 ao mostrar seu talento com a guitarra, sendo considerado por muitos como um dos maiores guitarristas da história.

Uma das grandes cantoras de rock da década de 1960, conhecida por sua voz rouca e singular, a cantora norte-americana Janis Joplin também faleceu antes de completar 30 anos. A artista, que passou pelo Brasil em 1970 com sua turnê, ano de sua morte, foi vítima de uma overdose de heroína.

Em 1969, o ex-Rolling Stones Brian Jones foi encontrado no fundo de sua piscina, em 1969, e declarado morto por afogamento. Ele tinha 27 anos. Dois anos depois, o compositor e cantor Jim Morrison, vocalista e líder da banda The Doors, também faleceu. Ele havia dado um tempo na banda e tentar se dedicar a outras atividades. Foi encontrado em um hotel de Paris, França.

Mais de duas décadas depois, também com 27 anos, Kurt Cobain, vocalista da banda de rock Nirvana, foi encontrado morto em sua casa, após dar um tiro de espingarda na cabeça. O cantor sofria de depressão e também fazia uso de drogas.

Será que ela já tinha isso em mente? Acordar dia 23 de julho de 2011, encher a cara de álcool, drogas e tudo mais e esperar a tal overdose tomar conta das manchetes mundo afora?Amy era ingênua demais para isso.

Seria, então, uma maldição de entidades superiores?

A luta contra a dependência química é diária e muito árdua. Para uma pessoa se recuperar é preciso ser um leão e ter uma força de vontade sobrenatural. Amy pode até ter tentado seguir por esse caminho algumas vezes, mas era mais fraca (e talvez mais influenciável) que muita gente.

Quem conferiu sua apresentação na turnê pelo Brasil, em janeiro deste ano, se lembra de uma moça pequena, bem magra, “quicando” no palco. Quando alcançava alguma nota alta, ou fazia firula em determinada frase da canção, era ovacionada pelo público e parecia se intimidar com os aplausos. Assim como uma criança que se envergonha quando vira o centro das atenções.

“A diferença entre as divas e nós é que a vida delas está na vitrine, para nosso julgamento. Nossas dores ficam entre quatro paredes”.

Amy não tinha para onde correr com sua angústia. Nem a música, maior válvula de escape dos artistas, lhe completava mais. Ela estava esgotada da pressão, dos jornais, da família, dos palcos. Alguns poucos amigos tentavam mantê-la nos trilhos, mas após anos e anos escorregando era fácil demais cair de uma vez.

E Amy morria aos poucos, aos olhos de todos...

Durante uma entrevista em 2008, a mãe de Amy, Janis, disse que a família não ficaria surpresa se a filha morresse antes da hora. "Eu conheço minha filha há muito tempo e sei que ela pode estar morta dentro de um ano. Nós estamos olhando ela se matar lentamente", desabafou.

Ela entra na história como uma estrela que não soube agüentar seu brilho. Talvez ela não tivesse noção do tamanho da sua qualidade vocal. Talvez ela não estivesse mesmo nem aí pra isso. Ela só queria beber uma cerveja, virar a noite louca, fazer amor com seu homem e desfilar suas sapatilhas de balé.

Mas não se pode negar o talento de Amy.


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