sexta-feira, 16 de outubro de 2009


Dia Mundial da Alimentação



O Dia Mundial da Alimentação é celebrado no dia 16 de Outubro de cada ano, para comemorar a criação, em 1945, da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO).

A celebração da data tem como objectivo principal consciencializar a humanidade sobre a difícil situação que enfrentam as pessoas que passam fome e estão desnutridas, e promover em todo o mundo a participação da população na luta contra a fome.

A comemorar-se este ano sob o lema “Alcançar a Segurança Alimentar em Tempo de Crise”, a data é celebrada em mais de 150 países, num momento em que o mundo volta sua atenção para a fome e a insegurança alimentar que afectam cerca de 800 milhões de pessoas.

A importância de uma alimentação racional e equilibrada e sua influência no estado de saúde do ser humano continua como prioridade na agenda dos governos e organizações especializadas, que se esforçam para encontrar solução para este problema, que afecta milhões de seres humanos no mundo.

Diante do aumento da fome no mundo, as organizações especializadas e governos insistem na necessidade de se investir em grande escala na agricultura alimentar, já que este ano acontece em plena crise financeira mundial.

A situação nas zonas rurais dos países em desenvolvimento é grave, consequência directa do aumento repentino dos preços dos alimentos e dos combustíveis em 2007-2008.

Esta segunda crise está a afectar as pessoas pobres que se encontram em situação de grandes dificuldades. Os valores monetários enviados pelos parentes que trabalham nas cidades e/ou no estrangeiro diminuíram, já que o desemprego faz sentir os seus efeitos.

Nas pequenas aldeias agrícolas os pobres já esgotaram os seus recursos para comprar alimentos. A crise económica mundial domina a actualidade e os programas dos governos.

A produção mundial de cereais alcançou em 2008 um máximo histórico de cerca 2.245 milhões de toneladas, o suficiente para satisfazer as necessidades anuais previstas e para permitir uma modesta reposição da existência mundial.

Mas a realização do incremento correspondeu aos países desenvolvidos. Em resposta a preços mais atractivos, incrementaram a sua produção cerealífera em um 11 porcento. Ao contrário dos países em desenvolvimento que somente registaram um incremento de 1,1.

De facto, se se excluir a China, a Índia e o Brasil a produção no resto do mundo em desenvolvimento diminuiu na realidade em 0,8 porcento.

Os agricultores mais pobres e em pior situação de insegurança alimentar, que tinham a maior necessidade de beneficiarem-se dos preços mais altos dos cereais, não puderam responder perante a oportunidade e incrementar a produção por falta de acesso aos insumos ou às oportunidades de comercialização.

A FAO calcula que a agricultura nos países em desenvolvimento necessita de um investimento anual de 30 mil milhões de dólares para ajudar aos agricultores.

Tal nível de investimentos é necessário para alcançar a meta da Cimeira Mundial sobre a Alimentação de 1996 em reduzir o número de famintos a metade em 2015.

A qualidade é baixa se comparar-se com os 365 mil milhões de dólares gastos em 2007 em apoio a agricultura dos países mais ricos, os 1.340 biliões de dólares gastos cada ano no mundo em armamentos e os biliões de dólares canalizados em pouco tempo para revitalizar o sector financeiro.

Um investimento na ordem de 30 mil milhões de USD ao ano geraria um benefício anual de 120 mil milhões de USD.

O índice de preços dos alimentos da FAO cresceu, tendo como média 52 porcento desde meados 2007 a meados de 2008. O número de famintos no mundo aumentou em 75 milhões em 2007.

Depois de Julho de 2008, os preços tiveram uma tendência a baixar. A tendência para a descida dos preços, não se deveria interpretar como o final da crise dos alimentos.

Os preços mundiais dos cereais se mantêm em 63 porcento, mais altos do que em 2005, segundo o Fundo Monetário Internacional.

Depois da crise dos preços dos alimentos se verificou uma descida da económica mundial. Com a descida da economia mundial, influenciou na redução dos salários e no emprego, os pobres se confrontam agora com duas crises simultâneas.

Para piorar a situação, muitos dos mecanismos de sobrevivência utilizados para os pobres para enfrentar a crise alimentar já chegaram aos seus limites.

Por exemplo, a venda de activos a fim de moderar uma queda no consumo, agora é muito mais difícil porque muitos activos já foram vendidos. A migração é muito mais difícil, porque os países desenvolvidos enfrentam uma recessão.

Os créditos e empréstimos para financiar o consumo estão cada vez mais limitados por uns mercados de créditos mais restritivos.

Se espera por uma revitalização directa dos investimentos estrangeiros e que a diminuição das exportações de produtos básicos primários aumentem o desemprego nos países pobres.

A perspectiva económica dos países ricos é tal que se espera uma redução no apoio e assistência humanitária.

Em 2008, segundo dados do Banco Mundial valores monetários oficialmente registrados, ascenderam para 300 mil milhões de USD, ou 2 porcento do produto interno bruto dos países em desenvolvimento como grupo e a reactivação económica, particularmente nos sectores da construção e manufacturados, como tradicionais empregadores, importantes trabalhadores imigrantes, no qual se observa uma redução no envio de valores monetários para os seus países de origem, para as famílias pobres das zonas rurais como as das zonas urbanas.

Apesar da assistência à agricultura a longo prazo, que se examinará a seguir, os membros mais vulneráveis da sociedade necessitam de ajuda neste momento.
Em 2009, regista-se no mundo mil e 20 milhões de mal nutridos, o que significa que, quase sexta parte da humanidade padece de fome.

Por ocasião da Semana Mundial da Alimentação e o Dia Mundial da Alimentação de 2009, a FAO pede uma reflexão sobre estas cifras e o sofrimento humano que se encontra por trás dela.

“Com crise ou sem ela, temos os conhecimentos precisos para fazer algo a respeito da fome. Também temos a capacidade de arrecadarmos dinheiro para resolver os problemas quando considerados importantes. Trabalhemos juntos para garantir que a fome seja reconhecida como um problema essencial e para resolver tal problema”, segundo a FAO.

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