sexta-feira, 24 de abril de 2009

DROGAS - HIPOCRISIA

Após Guerra no Líbano, Sobem os Preços da Cannabis Israelense

Durante a guerra de 34 dias entre Israel e o Hezbolá no Líbano, uns fumantes de haxixe israelense pediram o boicote do haxixe libanês.

Agora que as hostilidades cessaram, contudo, os fumantes israelenses têm um novo problema: a droga é cara demais.
De acordo com um artigo publicado no jornal israelense Yedioth Ahronoth e republicado por várias
agências de notícias, os problemas na oferta durante a guerra e a intensificação da segurança deste então, não só na fronteira libanesa, mas também nos Territórios Palestinos e Egípcios – fizeram que o preço da cannabis subisse oito vezes.
Fumar e vender cannabis são atividades ilegais, porém populares, em Israel.
O relatório sobre o aumento dos preços aconteceu durante uma sessão informativa sobre segurança e tráfico de drogas na aldeia israelense perto da fronteira libanesa.
“Enquanto estamos aqui, dúzias de quilos de drogas estão chegando a Israel através da aldeia”, disse um oficial anônimo da segurança israelense ao jornal. O agente também disse que os militantes do Hezbolá não só contrabandeiam as drogas, mas usam o comércio para reunir informações ao longo da fronteira.
A falta de haxixe e a alta resultante nos preços só são agravadas pelas operações de segurança em Gaza e ao longo da fronteira egípcia. Realizada para impedir o contrabando de armas a Gaza, quando os militantes palestinos estão sob constante agressão das Forças de Defesa Israelenses, a operação refreou o tráfico de cannabis extralegal entre as fronteiras também.


Israelenses Pedem Boicote do Haxixe do Hezbolá

Durante longo tempo, os consumidores israelenses de drogas estiveram contentes em fumar o haxixe libanês, mas agora, alguns estão pedindo um boicote porque o tráfico entre as fronteiras ajuda a financiar o Hezbolá, informou o Jewish Daily Forward na quinta-feira. O haxixe é a forma mais popular da maconha em Israel e o Líbano é o fornecedor número um, de acordo com o aparato legal israelense.
O pedido de boicote veio do ativista e morador de Jerusalém, Dan Sieradski, que public
ou a idéia no seu blog Orthodox Anarchist. "Uma organização terrorista respaldada pelos persas é a principal fornecedora de haxixe ao mercado israelense atualmente”, escreveu Sieradski. “E por isso, com um grande peso no meu coração, estou boicotando oficialmente o haxixe a partir deste momento”.


O cultivo de haxixe no Vale Bekaa no Líbano tem sido contrabandeado tradicionalmente para Israel por nômades árabes, beduínos e drusos israelenses, mas o Forward informa que desde que Israel se retirou do Líbano em 2000, o Hezbolá assumiu o controle do tráfico - e dos lucros associados. "O Hezbolá está supervisionando diretamente a operação inteira", disse o Capitão da Polícia, Avi ElGrise, ao Jerusalem Post. "Eles dizem onde, quando e quantas drogas são trazidas".
O pedido de Sieradski tem tido resultados confusos. Para alguns consumidores israelenses de haxixe, o boicote é uma maneira de expressar a sua consternação com a guerra e os ataques implacáveis com mísseis do Hezbolá contra Israel. "É o seguinte, se se compra drogas do Líbano, pode-se financiar o terrorismo através do Hezbolá contra Israel", comentou um usuário. "Quem entre nós iria querer isso na sua consciência? Eu não!" Outro jovem boicoteador comentou: "Já é ruim o bastante que estejam tentando explodir o nosso país. Não vou pagar-lhes para que façam isso".
Nem todos concordam. O Forward citou um traficante da área de Jerusalém que disse, "Tudo bem do Hezbolá", mas ele não dava a mínima. O comentário dele sobre o boicote?
"Enrole-a, acenda-a, fume-a".
O pedido de boicote também incitou alguns a debaterem que chegou a hora de legalizar o tráfico de haxixe a fim de enfraquecer o Hezbolá. Contanto que existam lucros ilícitos a ganhar, há dinheiro no banco para a organização da resistência xiita, observaram.
O pedido de boicote também pode ser uma expressão da realidade dentro de Israel. Com a fronteira Líbano-Israel sendo policiada, é questionável a quantidade de haxixe libanês que está passando agora.


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